Blog do Daka

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A marcha da insensatez de Bolsonaro

Do Terra Magazine

Bolsonaro: Meu filho não namoraria Preta Gil por causa do comportamento dela

Marcela Rocha

Após polêmica entrevista ao programa CQC, da Band, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), não recua em seus ataques ao homossexualismo, à presidente Dilma Rousseff e sustenta sua defesa da Ditadura Militar brasileira, a dois dias do aniversário do Golpe que derrubou o ex-presidente João Goulart. Em entrevista a Terra Magazine, o parlamentar reitera as críticas que fez ao comportamento da cantora Preta Gil, mas retifica às que foram consideradas racistas:

– Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay (…) Se eu tivesse entendido assim (da forma como a pergunta foi feita), eu diria: ‘meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento’. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão – afirma.

Contrário à defesa dos diretos dos homossexuais, o deputado pepista acredita que a adoção por casais homoafetivos é “reserva de mercado”. Bolsonaro se vale da máxima determinista, para justificar sua posição:

– O homem é produto do meio, imagina se pega essa lei, permitindo que casais homossexuais adotem crianças? Vão fazer reserva de mercado para jovens garotos homossexuais. O filho vai crescer vendo a mãe bigoduda ou careca, o pai andando de calcinha ou a mãe de cueca.

E prossegue:

– Você já viu o novo Programa Nacional de Direitos Humanos da Maria do Rosário voltado à população LGBT? Viu lá professor gay em escola de primeiro grau, livro didático com gravuras homossexuais, bolsa gay pró-jovem homossexual… É legal isso? Meu filho vai ter que dizer que é gay pra ter uma bolsa de estudo? Ou vai ter que queimar a rosquinha pra ter direito a bolsa de estudo para entrar na cota de homossexual, é isso? – questiona.

Confira:

Terra Magazine – O senhor foi questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria caso um filho seu se apaixonasse por uma mulher negra. O senhor respondeu que “não corre o risco” de um filho seu se apaixonar por uma negra por que eles foram “muito bem educados” e não viveram num ambiente “como lamentavelmente” era o dela.
Jair Bolsonaro – A última resposta está causando problemas, eu sei disso. Mas você pode ver que a minha resposta não se encaixa na pergunta, quando falo em promiscuidade no final. Foi como o próprio Marcelo Tas disse, eu não devo ter entendido, ou a pergunta foi outra. Mas não vou acusar a televisão. Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay.

Não. A pergunta foi se o filho do senhor se apaixonasse por uma negra.
Se eu tivesse entendido assim, eu diria: ‘meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento’. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão. Como é feito o programa do CQC? É humorístico, certo? Foi colocado um computador na minha frente e eu não tinha ninguém do programa do Marcelo Tas por perto. Havia apenas um rapaz na câmera e outro no computador. As perguntas passavam na tela e eu respondia. Eu entendi que a pergunta foi sobre o que eu faria se meu filho namorasse um gay.

Como ela perguntou sobre a paixão entre seu filho e uma mulher negra, eu refaço a pergunta: o que o senhor faria?
Sem problema nenhum, desde que não seja alguém com o comportamento da Preta Gil.

Além disso, a defesa do senhor ao (Emílio Garrastazu) Médici, (Ernesto) Geisel e (João Batista) Figueiredo também é polêmica.
Eu tenho orgulho de ter pertencido a esse governo onde generais desse porte eram presidentes da República.

Dia 31, o Golpe Militar faz “aniversário”.
Golpe? Golpe?

Sim.
Bom, eu vou discursar na Câmara. Se você quiser te mando todos os jornais da época. A imprensa pedia de joelhos que os militares assumissem. Bem como a Igreja, as mulheres, empresários, ruralistas. Não tem esse “golpe” que você fala. Golpe foi quando Fidel Castro assumiu o poder, colocou 10 mil no paredão e começou a governar.

Como o senhor deve acompanhar, anos depois, fala-se em direitos humanos, retratação histórica às vítimas da Ditadura Militar…
O presidiário não sofre hoje, não? Naquela época, os perigosos que faziam curso de guerrilha em Cuba é que, uma vez detidos, metiam bomba, torturavam tenentes… Você queria que dessem tratamento VIP a esse pessoal quando fossem presos?

A agressão vinha do Estado.
Não vem com essa conversa de Estado. Antes de Estado, são seres humanos embaixo de uma farda, de um uniforme… Hoje, é praxe, linha de defesa, dizer que foi torturado. Quem sofre torturas tem sequelas. Pode ver. Agora, a Dilma (Rousseff, presidente da República) falou que tinha vivido 23 dias sob tortura e não falou nada. Eu não tenho o curso que eles tiveram em Cuba, na China e na Coreia do Norte sobre guerrilha tortura e terrorismo, mas se eu tivesse disposição para isso, em dez minutos a Dilma contaria até como ela nasceu.

Voltando ao assunto inicial, o senhor falou bastante na educação que deu para seus filhos ao CQC. O que eles acharam da entrevista?
Um está na minha frente, se quiser falar com ele… Eu tenho cinco filhos, o mais velho está aqui.

O senhor elogiou muito a ditadura, deseja o retorno dela? O senhor ajudaria um golpe militar hoje no Brasil?
Eu sou a favor de um regime de autoridade, não de corrupção como vemos hoje em dia. Por que o PT, que fala tanto em Comissão da Verdade e Tortura, não quer apurar o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, do PT.

O senhor colaboraria para o retorno de um regime ditatorial no Brasil?
Com o regime de autoridade, seja quem for a pessoa na Presidência. Eu, até hoje, não consegui ser governo. Quero ser governo de um presidente com autoridade, com moral e princípios éticos. Você já viu o novo Programa Nacional de Direitos Humanos da Maria do Rosário voltado à população LGBT? Viu lá professor gay em escola de primeiro grau, livro didático com gravuras homossexuais, bolsa gay pró-jovem homossexual… É legal isso? Meu filho vai ter que dizer que é gay pra ter uma bolsa de estudo? Ou vai ter que queimar a rosquinha pra ter direito a bolsa de estudo para entrar na cota de homossexual, é isso? O meu filho ou o teu.

Suponho, então, que o senhor seja contrário ao kit que pretendem distribuir nas escolas.
Eu que detonei o kit-gay, subi na Tribuna, fui na Luciana Gimenez, no Ratinho… O homem é produto do meio, imagina se pega essa lei, permitindo que casais homossexuais adotem crianças? Vão fazer reserva de mercado para jovens garotos homossexuais. O filho vai crescer vendo a mãe bigoduda ou careca, o pai andando de calcinha ou a mãe de cueca.

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Ceará terá sistema híbrido de energia solar-eólica

Fontes alternativas

Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento sustentável tem sido um dos temas mais destacados no meio acadêmico e pelos diversos atores sociais e políticos que englobam a comunidade ou a sociedade civil.

O sistema usará o hidrogênio como meio para armazenar a energia elétrica adquirida com os aerogeradores (eólico) e placas (solar). [Imagem: CNPq]

Objeto de interesse público, a sustentabilidade não pode ser mais vista apenas como uma preocupação a longo prazo, mas sim, como uma prioridade diária e uma ferramenta insubstituível para garantir o desenvolvimento futuro da humanidade.

Um dos papéis mais importantes da ciência é o de oferecer instrumentos e informações que permitam uma melhor formulação de políticas voltadas para a preservação do meio ambiente. Nesse sentido, pesquisas científicas vêm sendo realizadas com o intuito de criar e consolidar meios mais modernos e eficientes, que busquem diminuir cada vez mais os impactos ambientais causados pela utilização dos recursos naturais.

Sistema híbrido de energia solar-eólica

Preocupado com a necessidade de mitigar os impactos relacionados à obtenção de energia, o físico e engenheiro mecânico, Elissandro Monteiro do Sacramento, propôs a criação de um sistema híbrido que utiliza energia eólica e energia solar. O projeto, que conta com o apoio do CNPq, pretende otimizar o sistema elétrico do Estado do Ceará, buscando diminuir os custos com a produção de energia elétrica, e acabando com a dependência de combustíveis fósseis.

“O Ceará importa grandes quantidades dos combustíveis fósseis consumidos em seu território, o que deixa o Estado refém do mercado internacional do petróleo. Porém, com a elaboração do mapa eólico, juntamente com estudos para análise do potencial solarimétrico, ficaram evidenciadas as elevadas capacidades de aproveitamento destas fontes de energia na região”, afirma Sacramento.

Segundo Sacramento, a busca pela sustentabilidade requer planejamento e inserção de novas fontes de energia, pois as fontes convencionais como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo vêm causando sérios danos ambientais. “Uma economia baseada na queima de combustíveis fósseis influencia diretamente no aumento gradual da poluição atmosférica, o que causa os mais variados efeitos ambientais adversos, como a intensificação do efeito estufa que gera inúmeras mudanças climáticas nocivas à sobrevivência humana”, ressalta o pesquisador.

O sistema híbrido de energia solar-eólica, idealizado pelo pesquisador cearense deverá começar a ser construído ainda este ano no campus da Capital (Itaperi) da Universidade Estadual do Ceará (UECE). O projeto que, atualmente, conta sete pesquisadores envolvidos, conseguiu junto ao CNPq um financiamento de R$ 250 mil para montar o sistema piloto. “O apoio do CNPq vem sendo de fundamental importância para concretizarmos uma ideia formatada há cerca de três anos. A partir do capital disponibilizado poderemos instalar, inicialmente, um sistema piloto para verificarmos o comportamento do sistema”, diz.

Hidrogênio

O sistema usará o hidrogênio como meio para armazenar a energia elétrica adquirida com os aerogeradores (eólico) e placas (solar). Na concepção do professor, o uso do hidrogênio surge com uma nova tecnologia que trará soluções para os gargalos energéticos locais.

O projeto prevê, no futuro, a incorporação de dessalinizadores. [Imagem: CNPq]

“O hidrogênio proporcionará o aumento da disponibilidade de energia no estado, bem como na redução dos gastos com políticas ambientais, pela sua utilização limpa em comparação com outros sistemas convencionais”.

Para a produção de energia elétrica, o sistema proposto obtém primeiramente o hidrogênio por meio da eletrólise (processo físico-químico que, a partir da molécula da água, separa o oxigênio do hidrogênio). Tendo o hidrogênio separado, o projeto utiliza-o para armazenar a energia elétrica adquirida a partir de parques eólicos e dos painéis fotovoltaicos.

Tecnologias emergentes

“Inicialmente iremos trabalhar apenas com um aerogerador e uma placa fotovoltaica, que serão comprados em abril e setembro, respectivamente, mas esperamos, num momento não muito distante, agregar mais equipamentos ao sistema, de forma a aumentar o nível de potência de trabalho”, pontua o pesquisador.

Em grande escala, ainda é previsto pelo professor o uso de dessalinizadores, os quais utilizarão a água do mar como base para o processo de eletrólise. Segundo Sacramento os custos de implantação de um sistema com essas características são elevados, pois tratam com tecnologias emergentes. Porém, os avanços tecnológicos nessas áreas (trabalhos com eólica e solar) vêm evoluindo consideravelmente em muitos países, e de acordo com ele, o Brasil não pode ficar na contramão do desenvolvimento. “Apesar de ser um investimento em longo prazo, o uso do hidrogênio será eficiente para comercializar a energia, além de ser ecologicamente correto”.

O pesquisador afirma ainda que apesar de haver um investimento considerável na geração de energia elétrica a partir da utilização das fontes eólica e solar no estado do Ceará, é fundamental se investir mais na produção intelectual intensificando investimentos em estabelecimentos de ensino que realizem pesquisas envolvendo a inserção de novas fontes na matriz energética estadual.

“Além disso, é preciso conscientizar cada vez mais a sociedade a promover e apoiar tendências menos intensivas de utilização de recursos, inclusive a utilização de menos energia na indústria, agricultura e transporte”, finaliza Sacramento.

Atualmente o grupo busca parcerias junto ao governo do estado do Ceará, bem como com empresas privadas que trabalham no setor energético. No Brasil, universidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo já trabalham com a mesma ideia.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br


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Espaço pode não ser contínuo, mas segmentado como um tabuleiro de xadrez

Os cientistas estavam tentando construir um transístor melhor para fabricar produtos eletrônicos mais eficientes, mas acabaram descobrindo uma nova forma de pensar sobre a estrutura do espaço.

O pseudo-spin, assim como o spin meio-inteiro apresentado pelos quarks e léptons, seria derivado de uma sub-estrutura escondida, não da própria partícula, mas do espaço no qual essas partículas vivem. [Imagem: Chris Regan/CNSI]

A estrutura do espaço

Normalmente se considera que o espaço seja infinitamente divisível – dadas quaisquer duas posições, sempre haverá uma posição intermediária entre elas. Chris Regan e Matthew Mecklenburg, da Universidade da Califórnia, não estavam pensando nem em questões cosmológicas e nem em questões puramente matemáticas quando começaram a estudar uma forma de criar transistores ultrarrápidos usando grafeno.

Mas eles descobriram que pensar o espaço como um conjunto de localidades discretas, como os quadrados de um tabuleiro de xadrez, pode explicar como estruturas pontuais como os elétrons, que não possuem um raio finito, apresentam um momento angular intrínseco, ou spin.

O surgimento do spin pode ser explicado, afirmam os pesquisadores, se a partícula habitar um espaço com dois tipos de posições – como os quadrados claros e quadrados escuros de um tabuleiro. O spin parece emergir se esses quadrados estiverem tão próximos uns dos outros que sua fronteira não possa ser detectada, ou seja, se não existir um ponto intermediário entre eles.

“O spin do elétron pode surgir porque o espaço em distâncias muito pequenas não é liso e contínuo, mas segmentado, como um tabuleiro de xadrez,” propõe Regan.

O spin do elétron

Um elétron possui dois estados chamados de “spin para cima” e “spin para baixo”. O fato de que o spin do elétron tem apenas dois valores possíveis – e não três, ou quatro, ou infinitos – ajuda a explicar a estabilidade da matéria, a natureza das ligações químicas e muitos outros fenômenos fundamentais.

Mas os cientistas ainda não sabem exatamente como o elétron desenvolve essa propriedade, que é compreendida como um movimento rotacional. Caso o elétron tiver um raio, sua superfície estaria viajando a uma velocidade maior do que a da luz, violando a Teoria da Relatividade. Ademais, experimentos têm mostrado que o elétron não tem um raio – imagina-se que ele seja algo como uma partícula puramente pontual, sem superfície e sem qualquer subestrutura que pudesse eventualmente girar.

O físico britânico Paul Dirac mostrou, em 1928, que o spin do elétron é intimamente relacionado com a estrutura do espaço-tempo. Seu argumento combina a mecânica quântica com a Relatividade Especial, a teoria de Einstein do espaço-tempo, expressa na famosa fórmula E=mc2.

Mas a equação de Dirac não acomoda meramente o spin, ela de fato exige que ele exista. Embora mostre que a mecânica quântica relativística exige o spin, a equação não dá uma explicação sobre como uma partícula pontual pode ter um momento angular, e nem porque o spin tem apenas dois valores possíveis.

Espaço discreto

Regan e Mecklenburg estão propondo um enfoque novo e inacreditavelmente simples: o spin binário pode emergir de dois tipos de quadros – claros e escuros – em um espaço que tenha a estrutura de um tabuleiro de xadrez. E eles tiveram essa ideia, tipicamente da física teórica, enquanto trabalhavam com um problema eminentemente prático – como construir melhores transistores de grafeno.

“Nós queríamos calcular a amplificação de um transístor de grafeno,” conta Mecklenburg. “Nós os estamos construindo e precisávamos calcular a eficiência com que vão operar.”

Esses cálculos precisam incluir informações sobre como a luz interage com os elétrons no grafeno, que tem a estrutura parecida com a de uma tela de galinheiro. Os elétrons no grafeno movem-se saltando de um átomo de carbono para o outro, como se fossem peças sendo movidas em um tabuleiro de xadrez.

A diferença com o tabuleiro de jogo é que os “quadros” do grafeno são triangulares, com os triângulos escuros apontando “para cima” e os triângulos claros apontando “para baixo”. Quando um elétron no grafeno absorve um fóton, ele salta de um triângulo claro para um triângulo escuro. Mecklenburg e Regan demonstraram que essa transição é equivalente a passar o spin de “para cima” para “para baixo”. Em outras palavras, os elétrons adquiririam o spin ao serem confinados em posições discretas e específicas no grafeno.

Novo spin

Esse spin agora proposto pelos dois pesquisadores, que deriva da geometria característica da rede atômica do grafeno, seria um spin adicional e diferente do spin comum que o elétron possui. Eles o chamam de pseudo-spin, embora demonstrem que ele se trata igualmente de um momento angular real.

O pseudo-spin, assim como o spin meio-inteiro apresentado pelos quarks e léptons, seria então derivado de uma sub-estrutura escondida, não da própria partícula, mas do espaço no qual essas partículas vivem.

“Ainda não está claro se esse trabalho será mais útil na física de partículas ou na física da matéria condensada,” diz Regan. “mas seria muito estranho se a estrutura de favos de mel do grafeno fosse a única rede atômica capaz de gerar um spin”.

Bibliografia:

Spin and the Honeycomb Lattice: Lessons from Graphene
Matthew Mecklenburg, B. C. Regan
Physical Review Letters
March 18
Vol.: 106, 116803 (2011)
DOI: 10.1103/PhysRevLett.106.116803

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br


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Doda mexe os pauzinhos e “Caras” é censurada

Momento “Caras e Fofocas”. Afinal de contas, niguém é de ferro, hehehe.

Os advogados do caveleiro Doda Miranda passaram esta segunda-feira preparando uma ação para impedir que a revista “Caras” citasse seu nome na edição que chega às bancas nesta quarta-feira. No final da tarde desta segunda eles conseguiram uma liminar.

Sem tempo de recorrer, a publicação teve de colocar tarjas pretas onde o nome de Doda aparecia na edição impressa, assim como teve de retirar da edição online as citações do marido de Athina Onassis.

Conforme esta coluna informou nesta segunda-feira (http://migre.me/48vrT), “Caras” viria com uma reportagem bombástica sobre a morte de Cibele Dorsa, publicando na íntegra a carta que a modelo mandou à revista antes de se jogar do sétimo andar de seu prédio.

Leia o comunicado da revista explicando o caso.

POR ORDEM JUDICIAL, NESTE MOMENTO, O PESSOAL JORNALÍSTICO E TÉCNICO DESTE SITE ESTÁ CORTANDO UM CERTO NOME E AS REFERÊNCIAS QUE A ELE SE REALIZAM, SEJAM NOSSAS OU DA PRÓPRIA CIBELE DORSA, DESTE CONTEÚDO.

A PARTIR DAS 08:00 DA MANHÃ, PORTANTO, A INFORMAÇÃO ORIGINAL DESTE CASO TERÁ SIDO ALTERADA.

FATO SEMELHANTE ESTÁ ACONTECENDO COM A EDIÇÃO IMPRESSA, QUE APARECERÁ TARJADA COMO EM ÉPOCAS DE CENSURA MILITAR, DEVIDO A QUE TODO O MATERIAL SE ENCONTRAVA JÁ EM PROCESSO DE IMPRESSÃO.

INFELIZMENTE, NÃO NOS RESTOU OUTRA ALTERNATIVA AOS SERMOS SURPREENDIDOS POR UMA ORDEM JUDICIAL.

Informamos que CARAS, por acreditar na plena liberdade de expressão contida na constituição federal desse país, e em respeito a seus leitores E INTERNAUTAS perseguirá a liberação dos trechos que foi impedida de AQUI VEICULAR E NA SUA EDIÇÃO IMPRESSA publicar, apresentando os recursos cabíveis.

Fonte: http://www.colunadodada.virgula.uol.com.br


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Review atrasado: Tropa de Elite 2

Olá pessoas!!! Vou me meter a analista de cinema super júnior, hehehe. Nesta minha primeira tentativa, vou tecer algumas reflexões sobre o filme Tropa de Elite 2. Assisti o filme no início do ano e já tinha escrito algumas coisas sobre ele já faz algum tempo. Mas sabe lá porque, só resolvi publicar agora. Por favor, só não vale rir, ok?!

Taí então…

Assisti Tropa de Elite 2 nesta semana e resolvi fazer alguns comentários sobre o que achei do filme, muito também pela “pressão” (hehehe)  do amigo e aluno Marco Contreiras, da disciplina de Organização do Espaço Geográfico Mundial, disciplina que ministrei no semestre passado.

Ainda que Tropa de Elite seja um filme inequivocamente eficiente, há algo além de seu sucesso e do verdadeiro modismo que inspirou através das repetições de vários de seus diálogos. Construindo o capitão Nascimento como um ícone da luta contra o crime, esta obra de José Padilha apertou um dos muitos calos da sociedade brasileira que, cheia de viver sob o medo constante frente aos criminosos, encarou as ações violentas de Nascimento quase como uma catarse, além de um símbolo da reação dualista da construção do imaginário ocidental entre o bem contra o mal. Desta forma, o ato final de Tropa de Elite servia como uma espécie de espelho erguido diante do espectador, que era, por conseguinte, obrigado a avaliar seus próprios sentimentos sobre a execução sumária do traficante Baiano.

Tropa de Elite 2 (TE2) traz o agora coronel Nascimento (Wagner Moura) enfrentando, como enfatiza o subtítulo do longa – um outro inimigo –, e como no primeiro, também pressiona outro ponto nevrálgico da sociedade brasileira – a política. Após comandar uma operação mal sucedida em Bangu I que resulta num massacre, Nascimento se torna um problema para o governador do Rio de Janeiro; se  por um lado é exonerado para acalmar a opinião pública, por outro é promovido a subsecretário de segurança para respeitar a vontade de uma elite estúpida que, formadora de opinião e lixando-se para os direitos humanos alheios, aplaude de pé (literalmente, como mostra a cena no restaurante) as atitudes do sujeito.

Depois de aparelhar o BOPE e transformá-lo numa verdadeira máquina de guerra (como o próprio Nascimento diz ao longo de sua narrativa), a personagem de Moura interrompe o tráfico na cidade, mas sem saber, ocasiona o surgimento/ascensão de uma milícia que é originada da própria PM que, explorando a ausência de poder, aterroriza as favelas, assediando seus habitantes, transformando-as também em verdadeiros currais eleitorais.

Neste aspecto, algumas perguntas que o longa TE2 insiste apropriadamente em apresentar são: 1) Afinal, figuras como Nascimento e Mathias são um mal necessário? 2) Vivemos sim numa guerra urbana quase sem fim, mas a escalada da violência promovida pela polícia seria algo construtivo (resposta: violência, por definição, nunca é algo construtivo) ou apenas serviria para piorar o contexto turbulento que vivemos? Se acrescentarmos a isto a inoperância/ausência do Estado e os interesses obscuros da mídia (um dado momento do filme, um jornal se recusa a publicar uma matéria para não prejudicar o governo “amigo/parceiro”), a impressão final é a de que estamos realmente nas mãos de indivíduos incapazes e/ou corrompidos até a alma que se preocupam apenas com seus próprios e imediatos objetivos.

Todavia, como também o roteiro nos coloca, a solução não reside numa revolta adolescente do tipo “Nenhum político presta! Macaco Tião pra Vereador!”, já que, queiramos ou não, uma das pouquíssimas saídas que nos resta passa, invariavelmente, pela própria política; e que existem bons políticos merecedores de nossos votos e dispostos a lutar pelos interesses da população não restam dúvidas, basta buscarmos informações confiáveis antes de nos colocarmos diante da urna. Penso que esta é uma das provocações que o longa nos faz, aliás, que o próprio protagonista eventualmente parece aprender em TE2, o que talvez se estabeleça como seu grande arco dramático.

Contando com sua parcela de frases marcantes que certamente serão repetidas por muito tempo pelos fãs do filme (uma das minhas favoritas é a cínica “Vamos dar saco de bombom pros vagabundos!”), TE2 talvez demonstre a coragem e a integridade dos realizadores na abordagem de uma questão tão complicada ao colocar nos lábios do coronel Nascimento uma fala breve, mas capaz de despertar uma polêmica infindável que merece, no entanto, ganhar as ruas: “A PM do Rio tem que acabar”. Se este é um diagnóstico apropriado, uma alternativa viável ou mesmo uma peça da solução (e vale lembrar sempre que um dos responsáveis pelo projeto e pelo argumento é o ex-BOPE Rodrigo Pimentel), é algo que só poderemos concluir através de um amplo debate, mas o fato de trazer uma afirmativa como esta em seu clímax é a prova suficiente de que, embora continuação de uma produção de sucesso, o filme tem aspirações muito mais nobres do que apenas o objetivo comercial e financeiro. Creio que longa é muito bem estruturado e toca em questões e problemas extremamente relevantes para a sociedade brasileira e merece, com certeza, ser apreciado e visto por todos nós.

Abraços

Dakir Larara


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Quarta aula de Geografia Econômica disponível!!!

Olá pessoas!!! A quarta aula de Produção e Organização Econômica do Espaço Geográfico está à disposição para download imediato. Trabalhamos os fatores locacionais das indústrias (viés clássico e contemporâneo), Setores da Economia e a organização do espaço geográfico conforme a lógica fordista e dos modelos de acumulação flexíveis.

É só clicar ->AQUI<- para baixá-la.

Abraços e T+!


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Aula 3 de Dinâmica Física da Terra

Alô, alô alunas e alunos da disciplina de Dinâmica Física da Terra. Está disponível para download imediato, a nossa terceira aula (22/3) no formato PPT.

É só clicar ->AQUI<-.

Abraços