Blog do Daka

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Mars One, o projeto para colonizar Marte, já tem os seus 100 finalistas

O projeto Mars One, que busca estabelecer uma colônia humana em Marte, divulgou a lista dos 100 finalistas. Entre eles está a brasileira Sandra Maria Feliciano Silva, de 51 anos, que mora em Porto Velho, em Rondônia.

Liderada por Bas Lansdorp, o projeto contou com a inscrição online de 200 mil candidatos que enviaram informações pessoais, uma carta sobre a sua motivação, currículo e um vídeo explicando o desejo de ir à Marte. Na primeira seleção, ficaram 1.058 pessoas que precisaram enviar um atestado médico e participar de uma entrevista em vídeo com a equipe do projeto.

Nesta seleção, sobraram 705 candidatos que passaram por novas entrevistas até sobrar o número de 100 voluntários. Dentre os selecionados, divididos entre 50 homens e 50 mulheres, há 39 pessoas do continente americano, 31 da Europa, 16 da Ásia, 7 da África e 7 da Oceania. Sandra é a única entre os 10.289 brasileiros que se inscreveram na primeira fase do projeto.

Esse número ainda será reduzido para 24 escolhidos que serão divididos em seis grupos de quatro pessoas e farão a viagem apenas de ida com dois anos de intervalo. Os quatro primeiros selecionados chegarão em Marte em 2023, depois de uma viagem de sete meses.

Parte do investimento do projeto será usado para a transmissão de um reality show que abrange desde o processo de seleção até os primeiros anos de vida no planeta vermelho.

Ainda é uma incógnita se o projeto vai mesmo decolar já que o custo estimado é de cerca de 6 milhões de euros, um valor realmente alto para o bolso da organização holandesa.

Fonte: updateordie.com

Abraços

Dakir Larara

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Oi!!! Eu sou a Lua!!!

Crateras da Lua

Novos dados da sonda lunar LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), mostram que a Lua foi bombardeada por duas “populações” distintas de asteroides ou cometas, ainda na sua juventude, e que sua superfície é mais complexa do que se pensava.

Mapa topográfico da Lua, com as cores servindo para diferenciar as diferentes ondas de impacto que atingiram o satélite. Parte da área mais familiar, que é vista da Terra, está no lado esquerdo da imagem.[Imagem: NASA/Goddard/MIT/Brown]

Os resultados foram publicados nesta sexta-feira em três artigos científicos na revista Science. No primeiro artigo, James Head e seus colegas da Universidade Brown, nos Estados Unidos, apresentam um mapa topográfico global da Lua, com cores artificiais para mostrar as diferenças na gênese do relevo lunar. A imagem é resultado de 2,4 bilhões de “disparos” do instrumento LOLA (Lunar Orbiter Laser Altimeter), a bordo da LRO.

“Nosso novo conjunto de dados mostra que a população mais velha de ‘projéteis’, nas terras mais altas, pode ser claramente distinguida da população mais jovem, registrada nos ‘mares’, nas gigantescas crateras de impacto cheias de fluxos de lava solidificada,” disse Head.

Os cientistas que tentam reconstruir a história dos bombardeios de meteoritos na Terra enfrentam dificuldades porque as crateras de impacto são erodidas pelo vento e pela água, ou destruídas pela ação das placas tectônicas, o movimento gradual da crosta terrestre.

Já na Lua, está totalmente preservado um rico acervo de crateras, graças à sua atmosfera extremamente fina – na verdade um vácuo melhor do que aquele normalmente utilizado para experimentos de laboratório. A superfície da lua não tem água em estado líquido e o satélite também não tem placas tectônicas. A única fonte de erosão significativa são outros impactos.

Geologia da Lua

Nos outros dois artigos publicados hoje, os cientistas descrevem como os dados do instrumento Diviner Lunar Radiometer Experiment, instalado na LRO, estão mostrando que os processos geológicos que forjam a superfície lunar são também muito complexos do que se pensava.

Os dados revelaram diferenças inéditas na composição da crosta lunar nas regiões dos planaltos, e confirmou a presença de um material anormalmente rico em sílica em cinco regiões distintas.

Dados do instrumento Diviner sobrepostos a imagens ópticas, mostrando o que se acredita ser um vulcão que expeliu silicatos. [Imagem: NASA/Godard/UCLA/Stony Brook]

A geologia lunar pode ser basicamente dividida em duas categorias – os planaltos anortosíticos, ricos em cálcio e alumínio, e os “mares” basálticos, ricos em ferro e magnésio. Os dois tipos de rochas são considerados pelos geólogos como “primitivos”, ou seja, eles são o resultado direto da cristalização do material do manto lunar, a camada parcialmente derretida abaixo da crosta.

As observações confirmaram que a maioria dos terrenos lunares tem assinaturas espectrais consistentes com composições que se enquadram nessas duas categorias. No entanto, elas revelaram também que as terras altas lunares – os planaltos – podem ser menos homogêneas do que se pensava anteriormente.

A grande dispersão desses solos revela que pode ter havido alterações na química e na taxa de resfriamento do oceano de magma que formou a crosta lunar primitiva, ou elas poderiam ser o resultado de um processamento secundário da crosta lunar. Ainda mais surpreendente, em vários locais ao redor da Lua, a sonda detectou a presença de minerais silicatados, como quartzo e feldspatos ricos em potássio e em sódio – minerais só encontrados em associação com litologias altamente evoluídas – rochas que foram submetidas a um intenso processo magmático. A detecção de silicatos nesses locais é uma descoberta significativa para os cientistas porque ela ocorreu em áreas onde já havia sido registrada grande abundância do elemento tório, um outro indicador de litologias evoluídas.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br