Blog do Daka

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RIM lança novos smartphones BlackBerry na Futurecom 2010

Durante a coletiva de imprensa da RIM na Futurecom 2010, Celeste Gonzales, diretora de marketing da empresa canadense, anunciou a chegada de dois novos smartphones Blackberry para o mercado brasileiro, o Blackberry Curve 3G e o Blackberry Torch.

Com um belo design e todas as caracteríscas que um smartphone precisa (Wi-Fi, 3G, GPS, etc), o Blackberry Curve 3G adiciona ainda mais uma funcionalidade diferenciada do seu antecessor, a possibilidade de navegar em alta velocidade nas redes 3G. Além disso, o aparelho vem pronto para o Blackberry 6, o novo sistema operacional da RIM para os últimos modelos de smartphones Blackberry, que poderá ser atualizado de acordo com a política das operadoras brasileiras (no exterior o aparelho já está vindo de fábrica com o BB 6).

Outra grande característica do aparelho é o baixo custo, sendo um dos aparelhos da marca canadense mais em conta presente hoje no mercado.

Outro smartphone lançado para o público brasileiro foi o Torch, um Blackberry híbrido, que une tela sensível ao toque e teclado físico QWERTY no mesmo dispositivo. O aparelho começou a ser comercializado no exterior no começo de agosto e chega ao Brasil trazendo uma série de novas funcionalidades através do Blackberry 6, entre elas o Social Feeds, um aplicativo nativo do novo sistema operacional da RIM que une todos os seus feeds em um só lugar e promete revolucionar a maneira de interação com as principais redes sociais.

O Blackberry Torch estará nas plateleiras das principais operadoras brasileiras (Claro, Oi, TIM e Vivo) no próximo mês, apimentando ainda mais as vendas para o natal. O aparelho será comercializado no pré-pago por R$ 2600,00. Já no pós-pago a operadora Claro anunciou que venderá o produto no plano Claro 230 por R$ 999,00.

Abaixo segue um vídeo feito pela nossa equipe mostrando um pouco as curvas e as funcionalidades do novo Blackberry Torch:

 

Abraços

Dakir Larara

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1 comentário

Rede de sensores sem fios monitora montanha sujeita a deslizamentos

Muito interessante… Olhem só!!

Previsão de desmoronamentos

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Milão contaram com a ajuda de alpinistas para instalar uma série de sensores especiais para captar os mínimos movimentos na montanha San Martino, em Lecco, norte da Itália. Os dados obtidos pelos aparelhos são enviados em tempo real, através de tecnologia sem fios, para o laboratório a pouco menos de cem quilômetros em linha reta. O objetivo é gravar os sons emitidos pela rocha durante a ocorrência de fraturas internas.

Com estes sons, e com outras informações coletadas de maneira tradicional, os cientistas querem interpretar e estudar as prováveis consequências, analisando com rigor científico, o potencial risco de desmoronamentos.

Sensores especiais para captar os mínimos movimentos na montanha. Os dados são transmitidos por rádio à estação de monitoramento. [Imagem: Prometeo]

Sensores nas rochas

A parede da montanha de San Martino é quase vertical e as rachaduras provocadas pela erosão da rocha estão por todos os lados. Dois sistemas foram implantados em diferentes pontos para analisar melhor o comportamento da montanha.

Cada um deles é composto por sensores que trabalham de forma independente e automática. Em uma pequena caixa, chamada de unidade inteligente, são dez no total, existem três sensores para medir o alargamento da fratura – oito servem para monitorar a inclinação da parede, três captam as microrrupturas na estrutura da rocha, e outros quatro desempenham funções secundárias.

O grupo de pesquisa, depois de quatro anos de trabalho, conseguiu elaborar um programa de dados capaz de cruzar as informações tradicionais, tais como a medida da rachadura e da inclinação da superfície rochosa com os eventos detectados em tempo real graças aos sensores de última geração.

O resultado é uma fotografia instante a instante do movimento ou da inércia da montanha. Os registros no setor mais dinâmico da parede monitorada indicam cerca de 30 segundos de atividades por mês. No setor menos “nervoso” da parede, este valor cai para algo como um segundo mensal. Isto significa que o primeiro sistema é muito mais instável do que o segundo.

Monitoramento da montanha

“Antes, eram instalavam sistemas fixos para verificar o alargamento das fendas existentes. Isto implica em subir periodicamente na montanha para checar o que está acontecendo e não é um método aceitável, diante do ponto de vista da previsão dos riscos, para a criação de mecanismos de alerta,” explicou o professor Cesare Alippi, em entrevista à BBC Brasil.

Dois sistemas foram implantados em diferentes pontos para analisar melhor o comportamento da montanha. [Imagem: Prometeo]

Alippi é responsável pelo grupo de pesquisa composto, por seis engenheiros nos campos da informática, eletrônica e telecomunicações. “Se você sobe apenas uma vez por mês na montanha vai saber apenas uma vez por mês o que está acontecendo lá em cima, e, neste meio tempo, a parede pode desabar,” explicou ele. Na realidade, a pesquisa colhe sinais inaudíveis ao homem e transforma os sons em sinais decodificados.

O processo é semelhante ao do sismógrafo, usado para medir a intensidade de um terremoto. Cada ruptura na estrutura da rocha, por menor que seja, produz uma onda microssísmica. O sensor capta essa vibração sonora e grava a informação. Depois ela é transmitida para ser interpretada pelos pesquisadores.

Alimentação solar

Dependendo da direção e intensidade do fenômeno geológico, as unidades inteligentes podem ser manipuladas à distância, ou seja, o foco de atenção dos sensores pode ser desviado sem obrigar ninguém a escalar a montanha para ajustar os aparelhos montados na parede.

“O problema dos instrumentos tradicionais é que eles indicam apenas a dinâmica macroscópica da parede sob observação. Os dados são preciosos mas não acrescentam muito à causa e a evolução do evento geológico se não forem analisados junto com as informações das fissuras minúsculas da rocha, origem primária da fenda.

“A implantação de um sistema tão preciso nos obrigou a lidar com um volume de dados da ordem de 2.000 registros por segundo, o que levou a tecnologia ao limite. Neste caso, estudamos pequenos painéis solares capazes de funcionar bem, mesmo em condições de mau tempo”, comentou o professor Cesare Alippi, referindo-se ao consumo de energia do sistema.

Montanha viva

O sistema automático é uma espécie de monitor da montanha e trabalha para descobrir imperfeições em andamento, capazes de comprometer o equilíbrio da pedra. Os pesquisadores querem ir mais fundo e descobrir o ponto exato das falhas internas e o grau de espessura delas.

“Mesmo sem saber o ponto de ruptura, mesmo que a fenda não se alargue tanto, isto não significa que a parede não possa desabar. Podemos medir o quanto a montanha está viva e, com esta informação, predispor uma escalada de risco. Porque, e este é um problema do sistema tradicional, quando uma fenda se alarga a montanha desaba”, afirma o professor Cesare Alippi.

O local escolhido para a pesquisa é uma área conhecida dos geólogos italianos. Entre as noites de 22 e 23 de fevereiro de 1969, um desmoronamento de 10 a 15 mil metros cúbicos de terra e pedras causou a morte de sete pessoas e ferimentos em três. Mais recentemente, em 1994, após uma série de temporais, o fenômeno se repetiu sem provocar vítimas. Pequenos desmoronamentos são comuns e os sensores cobrem o espaço limite à região atingida pelos eventos precedentes.

Os pesquisadores querem ir mais fundo e descobrir o ponto exato das falhas internas e o grau de espessura delas. [Imagem: Prometeo]

A pesquisa faz parte do projeto PROMETEO, iniciais em italiano para Proteção Pública Metodologia e Tecnologia Operativas. Dele fazem parte a Universidade Suíça Italiana e o grupo de Análise de Riscos Alpinos na Suíça.

Encostas e favelas

Uma variante do sistema criado pelo grupo do professor Cesare Alippi pode ser usada em diferentes contextos geológicos e geomorfológicos. Os problemas da ocupação irregular do solo não é uma exclusividade das favelas nos morros.

“Uma parede pode ser preocupante quando está sobre uma cidade ou uma estrada, uma ferrovia, uma infraestrutura qualquer. Este é um problema grande no arco alpino pois o homem criou cidades onde encontrava espaço, ou seja, aos pés das montanhas…por outras razões nasceram as favelas sobre as colinas. Depois dizem…’ops, aqui estão caindo pedras’…sim, mas a montanha estava ali bem antes”, explica o professor Cesare Alippi.

No caso alpino, as fendas estão muito sujeitas à erosão e ao rigor da estação do inverno. O ciclo de gelo e degelo da água e a força da gravidade influenciam muito os movimentos da montanha. E as chuvas, tais como no Brasil, são um problema maior.

“Quando chove tudo fica mais crítico. A água ocupa o espaço das fendas, faz pressão, e a montanha responde. Durante o inverno, a formação de gelo nas fendas provoca microrrupturas que estão muito à mercê das condições atmosféricas”, analisa o pesquisador.

No caso das encostas brasileiras a questão é menos visível do que a rachadura numa parede de montanha por causa da cobertura vegetal. “O sistema de coleta e a interpretação de dados deverá levar em conta, não apenas a quantidade de chuva que cai mas também outras variantes como a quantidade de água dentro da terra, no subsolo, além da colocação de sensores capazes de avaliar os mínimos movimentos de inclinação do terreno e da rocha.”

Quanto maior o peso do lençol de água, pior é a situação. Estas informações, elaboradas em tempo real, podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br


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Pirocumulonimbus: super nuvem supera força de um vulcão

Olá Pessoas!!! O texto a seguir é no mínimo curioso.

Vale a rápida leitura!

Uma cumulonimbus é uma nuvem impressionante – uma torre gigantesca em forma de bigorna, que pode chegar por volta dos 12km de altura, disparando raios, ventos e chuvas.

Adicione fumaça e fogo a essa mistura e você terá uma pirocumulonimbus, um verdadeiro dragão das nuvens, capaz de cuspir fogo, gerando uma tempestade explosiva realmente criada pela fumaça e pelo calor do fogo, capaz de devastar milhares de hectares. E, nesse processo, a tempestade de pirocumulonimbus vai criar um funil que, como uma chaminé, levará sua fumaça até a estratosfera da Terra, com efeitos adversos duradouros.

Uma pirocumulonimbus combina fumaça e fogo com as características de uma tempestade violenta. Poluentes dessas tempestades são canalizados até a estratosfera. [Imagem: Naval Research Lab/Mike Fromm]

Nuvem dragão

Estudando esses dragões das nuvens, que cospem o fogo que as gera para áreas enormes, os cientistas agora acreditam que estas tempestades intensas podem ser a fonte do que anteriormente se acreditava serem partículas vulcânicas arremessadas até a estratosfera. Eles também sugerem que as pirocumulonimbus aparecem com mais frequência do que se pensava, e afirmam que elas são responsáveis por um grande volume dos poluentes aprisionados na atmosfera superior da Terra.

“Um pirocumulonimbus individualmente pode injetar partículas na baixa estratosfera em altitudes de até 16 km,” afirma o Dr. Glenn K. Yue, um cientista atmosférico do Centro de Pesquisas Langley, da NASA. Yue é um dos oito autores de um artigo sobre pirocumulonimbus, publicado no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana, intitulado “A História Não Contada das Pirocumulonimbus”.

Nuvem vulcânica

O artigo reavalia dados anteriores para concluir que muitos eventos de poluição na estratosfera têm sido erroneamente atribuídos a partículas de erupções vulcânicas. Três “fenômenos de nuvens misteriosas” foram citados como exemplos que foram na verdade o resultado de tempestades pirocumulonimbus, incluindo um inicialmente atribuído à erupção de 1991 do Monte Pinatubo, nas Filipinas. A coluna de fumaça que se pensava ter sido criada pelo Pinatubo foi, concluem eles, de uma tempestade pirocumulonimbus no Canadá.

Uma razão para essa interpretação errônea, diz Yue, é que os cientistas acreditavam que nenhum fenômeno natural teria tanta energia quanto uma erupção vulcânica para penetrar a “tropopausa” da Terra em um período tão curto de tempo. A tropopausa é a barreira entre a atmosfera baixa e a estratosfera.

Imagem real de uma pirocumulonimbus registrada no dia 19 de Junho de 1991 em Quebec, no Canadá. [Imagem: Fromm et al.]

Chuva de fogo

Yue e seus colegas reavaliaram dados do instrumento SAGE II, a bordo do Earth Radiation Budget Satellite satélite. O SAGE II foi lançado em 1984 e desativado em 2005.

“Nosso trabalho também mostra que as pirocumulonimbus acontecem com mais frequência do que as pessoas imaginam,” acrescenta Yue. Em 2002, por exemplo, vários instrumentos de sensoriamento detectaram 17 eventos distintos de pirocumulonimbus apenas na América do Norte. Os seres humanos têm sido responsáveis por muitas tempestades pirocumulonimbus, diz Mike Fromm, primeiro autor do artigo.

O pior incêndio da história do Colorado foi iniciado por um funcionário do serviço florestal “e dentro de 24 horas houve uma tempestade pirocumulonimbus,” diz Fromm, um meteorologista do Laboratório de Pesquisas Navais em Washington. Impulsionado pela tempestade que que ele próprio gerou, o incêndio de 2002 destruiu 138.000 acres (558,5 quilômetros quadrados) em quatro municípios, deslocou mais de 5.000 pessoas de suas casas e causou seis mortes.

Se as ações humanas influenciam a atividade das pirocumulonimbus o suficiente para afetar significativamente o clima global é uma questão em aberto. Acredita-se que a atividade humana cause o aquecimento global, que aumenta o número de incêndios florestais.

“É uma história convincente. Mas não sabemos o bastante para dizer se há provas suficientes disso,” diz Fromm.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br


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Aula do dia 27/10 de Organização do Espaço Geográfico Mundial disponível!!

Olá pessoas!!

Já está disponível para download imediato, a aula do dia 27/10 da nosso disciplina. O material disponibilizado é um texto (que resume a obra de Castells) e um arquivo em PPT (sobre a obra). É clicar e baixar!!!

Texto – Castells – A Era da Informação

Apresentação PPT – Castells – A Era da Informação economia sociedade e cultura

Abraços e T+!

Dakir Larara


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Dica App: Conheça o Apontador Rodoviário

Um dica excelente para você que viaja muito e as vezes se vê perdido por ai, nas rodovias desse Brasil. Um serviço grátis e que facilita e muito a vida dos viajantes é o aplicativos para mobile  ”Apontador Rodoviário”. Com ele o usuário poderá traçar rotas de viagens dentro do Brasil e obter informações que ajudam a otimizar o trajeto.

Após colocar a descrição do veículo, a ferramenta pode calcular o consumo do combustível e comunicar quais postos estarão no caminho do usuário. Além disso, também disponibiliza a quilometragem total do percurso e os preços de pedágios.

Principais Funcionalidades

  • Rota rodoviária entre cidades
  • Postos de combustível no trajeto;
  • Cálculo médio do custo da viagem;
  • Armazenamento das rotas favoritas;
  • Mapa com o trajeto.

Escolha seu sistema operacional e baixe para o seu celular agora mesmo:

Alguns Screenshoots:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abraços e T+!

Dakir Larara


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Curso de Geografia da Ulbra foi à Fronteira!

Olá pessoas!!!

Entre os dias 23 e 24 de outubro, o Curso de Geografia da Ulbra promoveu um Trabalho de Campo na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, especificamente nas cidades de Sant’Ana do Livramento e Rivera. A região se situa na chamada fronteira oeste do Rio Grande do Sul que, juntamente com outros municípios, integra a região fisiográfica da Campanha Gaúcha.

Vista da Praça central de Sant’Ana do Livramento

Os alunos e os professores visitaram a Almadén, uma empresa da área vinícola que investe pesado na região da Campanha e que, de alguns anos para cá, expande seus investimentos na região, descentralizando sua tradicional área de atuação (Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha).

Almadén em Sant’Ana do Livramento

Um outro objetivo da atividade de campo foi, a partir de um city tour sob orientação da Professora Vera do Prado Lima Albornoz (uma reconhecida pesquisadora da fronteira de Sant’Ana do Livramento e Riveira), analisar a evolução e a formação do núcleo urbano do município, bem como verificar os aspectos singulares da fronteira.

Professora Vera Albornoz em uma de suas explanações sobre formação de Sant’Ana do Livramento

Finalizando o excelente Trabalho de Campo, o grupo ainda realizou uma visita técnica ao Assentamento Rural e Agrícola São Joaquim,  um dos primeiros núcleos de assentamentos rurais da região. Esse momento foi muito especial, pois além proporcionar a todos o aprendizado técnico sobre a questão agrária, também nos reservou momentos de intensas emoções, sobretudo a partir dos relatos de seus líderes sobre o história de formação do núcleo vistado, e da própria origem do verdadeiro MST.

Este foi mais um momento importante para o Curso de Geografia da ULBRA, pois atividades como estas são essenciais para a formação profissional, além, é claro, de integrar alunos e professores além dos limites da sala de aula.

Integração dos Professores e Alunos

Abraços e até a próxima!!

Dakir Larara

 


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Lado escuro do Universo é posto em dúvida por astrônomos

Astrônomos da Universidade de Durham, no Reino Unido, afirmaram que todo o conhecimento atual sobre a composição do Universo pode estar errado. Utane Sawangwit e Tom Shanks estudaram os resultados das observações do telescópio espacial WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) e afirmam que os erros em seus dados parecem ser muito maiores do que se acreditava anteriormente.

As fontes de rádio usadas para medir o efeito de suavização dos dados do telescópio WMAP estão assinalados no mapa da radiação cósmica de fundo (círculos abertos). [Imagem: NASA/WMAP/Durham University]

Lado escuro do Universo

A sonda WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) foi lançada em 2001 para medir a radiação cósmica de fundo (CMB: Cosmic Microwave Background), o calor residual do Big Bang que preenche o Universo e aparece ao longo de todo o céu. Há poucas semanas a sonda terminou o mapeamento do Universo primitivo, embora ainda sejam necessários meses para que esses dados sejam totalmente processados.

Acredita-se que a dimensão angular das ondulações verificadas na CMB esteja ligada à composição do Universo. As observações do WMAP mostram que as ondulações têm aproximadamente duas vezes o tamanho da Lua cheia, ou cerca de um grau de diâmetro. Com estes resultados, os cientistas concluíram que o cosmos é composto de 4% de matéria “normal”, 22% de matéria escura ou matéria invisível e 74% de energia escura. O debate sobre a exata natureza desse “lado negro” do Universo – a matéria escura e a energia escura – continua intenso até hoje.

Radiação cósmica de fundo

Sawangwit e Shanks usaram objetos astronômicos que aparecem como pontos não identificados nos radiotelescópios para testar a forma como o telescópio WMAP “suaviza” os dados para formar seus mapas. Eles descobriram que essa “suavização” é muito maior do que se acreditava anteriormente, sugerindo que a medição do tamanho das ondulações da radiação de fundo residual não é tão rigorosa como se pensava. Caso sejar verdade, isso significaria que as ondulações são na verdade muito menores, o que poderia implicar que a matéria escura e a energia escura podem nem mesmo existir.

“As observações da CMB representam uma ferramenta poderosa para a cosmologia, e é vital checar [os dados]. Se nossos resultados se confirmarem, então será menos provável que partículas exóticas de energia escura e de matéria escura dominem o Universo. Assim, os indícios de que o Universo possui um ‘lado negro’ se enfraquecerão,” diz o professor Shanks.

Expansão do Universo

Em caso da energia escura de fato existir, então, em última instância, ela faz com que a expansão do Universo se acelere. Em sua jornada a partir da CMB até os sensores dos telescópios como o WMAP, os fótons – as partículas básicas da radiação eletromagnética, incluindo a luz e as ondas de rádio – viajam através de gigantescos superaglomerados de galáxias.

Este é o efeito dos superaglomerados de galáxias sobre os fótons da radiação cósmica de fundo (CMB). [Imagem: IOP/Physicsworld]

Normalmente, um fóton CMB sofre um decaimento para o azul – seus picos caminham em direção à extremidade azul do espectro – quando ele entra no superaglomerado de galáxias. E, quando ele sai do superaglomerado, ele tende novamente para o vermelho. Desta forma, os dois efeitos se anulam durante a travessia completa.

No entanto, se os superaglomerados de galáxias estiverem se acelerando uns em relação aos outros – por efeito da matéria escura – esse cancelamento não é exato, e os fótons ficam ligeiramente deslocados para o azul. Com isto, a radiação de fundo deve mostrar temperaturas ligeiramente mais altas onde os fótons atravessaram superaglomerados de galáxias.

Entretanto, novos resultados obtidos com o Sloan Digital Sky Survey, que já pesquisou mais de um milhão de galáxias vermelhas, sugerem que esse efeito não existe, mais uma vez ameaçando o modelo padrão do Universo e ameaçando dispensar a matéria e a energia escuras – esses dados do Sloan recentemente validaram a teoria da relatividade em escala cósmica.

Partículas exóticas

Se o Universo realmente não tiver um “lado negro”, na verdade isso poderá representar um alívio para muito físicos teóricos, que se sentem desconfortáveis com o fato de não se haver sido ainda detectado qualquer sinal das partículas exóticas que comporiam a matéria escura e a energia escura. Mas, conforme os próprios autores declaram, mais medições precisam ser feitas antes de qualquer declaração categórica a favor ou contra o modelo do Universo mais aceito atualmente.

“Se nossos resultados se repetirem em novos levantamentos de galáxias no hemisfério Sul, então isso vai significar problemas reais para a existência da energia escura,” diz Sawangwit.

O modelo cosmológico padrão prevê que o Universo é dominado por 74% de energia escura e 22% de matéria escura. Os restantes 4% são os átomos da matéria ordinária de que tudo o que conhecemos é feito. Assim, nesse modelo, 96% do Universo é escuro e seria mais razoável falar de um “lado claro do Universo”. [Imagem: NASA/WMAP]

O telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia, está coletando mais dados sobre a radiação cósmica de fundo e poderá ajudar a indicar se há ou não um lado escuro no Universo. Em 2005, um grupo de físicos propôs um novo modelo do Universo, que explicaria a expansão da aceleração do Universo pela própria gravidade – veja Alterações na Lei da Gravidade, e não a energia escura, causam a aceleração do universo. Em apoio à teoria atual, outra equipe afirmou já ter encontrado indícios independentes da existência da energia escura – veja Descoberta primeira evidência da existência da Energia Escura.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br