Blog do Daka

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Novo camisa 10 colorado vai viver a sombra de D’Ale?

Por Eduardo Papke Rocha
Ainda não é dada como certa, mas a transação de D’Alessandro para o futebol Chinês possui uma alta chance de ser concretizada. Está tudo certo entre D’Alessandro e Shanghai Shenhua, o salário seria triplicado e se aproximando de um milhão ao mês. O maior “problema” é entre os clubes. A primeira proposta cerca de US$ 7 milhões, mas foi rechaçada pela direção. O clube gaúcho definiu o valor em cerca de US$10 milhões, já que possui apenas 50% do atleta (Os 50% restantes pertencem do grupo Sonda).
Antes de a negociação se concretizar, Fernandão já viajou a Europa. A viajem do diretor de futebol só possui uma explicação, procurar um novo camisa 10. A lista de candidatos é imensa, nomes circulando pela imprensa convencem o torcedor. Mas um problema é visto no horizonte. D’Alessandro foi vencedor no Inter, se tornou um dos grandes jogadores da historia do clube, ergueu taças importantes e encantava em clássicos GRENAL.
O próximo camisa 10 do colorado vem para ser titular, se não bastasse isto também terá de no mínimo se igualar a D’Alessandro. O torcedor se acostumou com títulos e para tal um maestro é necessário.
Nomes como Pablo Aimar, Lucho Gonzales, Pablo Barrientos, Datolo, Philippe Coutinho foram especulados, e são de grande valia. Porém todos sofrerão a pressão de desembarcar no Aeroporto Salgado Filho e serem comparados a El Cabezon. É normal ao sair um jogador o seu substituto ser comparado a ele. Mas não teria de ser assim, o peso para o sucesso se torna constante e prejudica o atleta.
Se for gringo terá uma vantagem, pois o torcedor gaúcho possui uma afinidade e o atual cenário brasileiro é propicio para sul-americanos. Mas a adaptação em terra tupiniquim não é fácil, por vezes é lenta e com atribulações.
E se o novo camisa 10 estrear abaixo do nível D’Ale? Críticos, torcida cairão em cima da direção por errar ao vender o gringo. Viverá a sombra de D’Ale, pois além de bom jogador era e é adorado pela torcida. É uma moeda de dois lados, 50% de chance para ambos os lados.
Algo parecido acontece com Wilson Mathias ao ser considerado “espetacular” por Fernando Carvalho. O jogador viveu a sombra de sua alcunha e nunca confirmou. Talvez Mathias fosse um volante “espetacular” em padrões mexicanos, ou Carvalho se pronunciou erroneamente.
Já nas bastasse ás excessivas cobranças para que sua exibição compense seu salário, ou o valor de sua contratação, este terá de fazer com que a torcida esqueça o futebol de D’Alessandro.
Não existe jogador clone, alguns se assemelham, mas na essência algo se difere.  As comparações são inevitáveis, mas seria melhor se não houvesse.
Fonte: notactico.blogspot.com
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Algumas gurias gostam de super heróis

Excelente vídeo!! A Dandara, minha filha, assiste comigo os desenhos da DC Comics e da Marvel em DVD e em Blu-Ray. Ela adora super heróis!! Com a Riley parece ser a mesma coisa…

“Por que as companhias que fazem isso tentam enganar as meninas a comprar coisas rosas ao invés de comprar coisas que os meninos querem comprar, certo?” Isso mesmo Riley, mais super heróis neste mundo, mesmo os rosas. 🙂


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Rotação da Terra é medida diretamente pela primeira vez

Anel de laser

Um grupo com pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, tornou-se a primeira equipe do mundo a detectar mudanças no eixo da Terra através de medições em laboratório. Até hoje, os cientistas somente conseguiam rastrear as mudanças no eixo polar indiretamente, monitorando corpos celestes “fixos” no espaço com a ajuda de 30 radiotelescópios.

Para fazer uma medição direta, eles construíram o anel de laser mais estável do mundo, dentro de um laboratório subterrâneo, e o utilizaram para determinar as alterações na rotação da Terra.

Balanço de Chandler

A Terra oscila constantemente. Tal como um pião que é tocado enquanto gira, seu eixo de rotação oscila em relação ao espaço. Isto é em parte causado pela gravidade do Sol e da Lua. Ao mesmo tempo, o eixo de rotação da Terra muda constantemente em relação à superfície da Terra.

O professor Schreiber ajusta o anel de laser usado para medir as mínimas variações no “gingado” da Terra. [Imagem: TUM/Carl Zeiss]

Por um lado, isso é causado pela variação na pressão atmosférica, no movimento dos oceanos e no vento. Esses elementos se combinam em um efeito conhecido como oscilação de Chandler, ou balanço de Chandler, para criar o movimento polar. Levando o nome do cientista que o descobriu, esse fenômeno tem um período de cerca de 435 dias.

Por outro lado, um evento conhecido como o “balanço anual” faz com que o eixo de rotação mova-se ao longo de um período de um ano. Isto se deve à órbita elíptica da Terra em torno do Sol. Estes dois efeitos fazem com que o eixo da Terra migre de forma irregular ao longo de uma trajetória circular, com um raio de até seis metros.

Medindo a rotação da Terra

Capturar esses movimentos é crucial para manter um sistema de coordenadas confiável – como o GPS (Estados Unidos), Galileo (Europa), Glonass (Rússia) ou Beidou (China) – que possa alimentar sistemas de navegação ou rotas em viagens espaciais.

“Localizar um ponto no centímetro exato de posicionamento global é um processo extremamente dinâmico – afinal, em nossa latitude [na Alemanha], estamos nos movendo em torno de 350 metros a leste por segundo,” explica o Prof. Karl Ulrich Schreiber.

A orientação do eixo da Terra em relação ao espaço e sua velocidade rotacional são, atualmente, determinados em um processo complicado, que envolve 30 radiotelescópios ao redor do mundo. Toda segunda-feira e quinta-feira, entre oito e 12 desses telescópios alternadamente medem a direção entre a Terra e quasares específicos.

Conforme a Terra gira, dois feixes de laser – que formam o anel de laser – interferem um com o outro, registrando o movimento com muita precisão. [Imagem: TUM/FESG]

Os cientistas assumem que estes núcleos de galáxias, que estão distantes demais de nós, nunca mudam de posição, podendo, portanto, ser usados como pontos de referência. No entanto, eles começaram a não se satisfazer mais com tanta dificuldade e nem com a consideração da “fixidez” dos quasares. Começou então a construção do observatório geodésico Wettzell, na Alemanha.

Laboratório geodésico

O laboratório é formado por dois feixes de laser em contra-rotação, que viajam em torno de uma rota quadrada, com espelhos nos cantos, que formam um circuito fechado – daí o nome anel de laser. Quando o conjunto gira, a luz que roda no mesmo sentido tem de viajar mais do que a luz em contra-rotação. Isto causa uma interferência entre os dois feixes, que “ajustam” seus comprimentos de onda, fazendo com que a frequência óptica se altere. Os cientistas podem usar essa diferença para calcular a velocidade rotacional do experimento, mas no laboratório Wettzell é a Terra que gira, não o anel de laser.

Para garantir que somente a rotação da Terra influencie os feixes de laser, a estrutura de quatro por quatro metros está ancorada em um pilar de concreto, que se estende por seis metros para dentro da rocha sólida da crosta terrestre. A rotação da Terra afeta a luz de maneiras diferentes, dependendo da localização do laser no globo.

“Se estivéssemos em um dos pólos, a Terra e os eixos de rotação do laser estariam em completa sincronia, e sua velocidade de rotação iria resultar em uma relação 1:1,” explica Schreiber. “Na linha do equador, no entanto, o feixe de luz nem notaria que a Terra está girando.”

Os cientistas, portanto, têm de levar em consideração a posição do laser Wettzell no 49° grau de latitude. Qualquer mudança no eixo de rotação da Terra se reflete nos indicadores de velocidade de rotação – o comportamento da luz, portanto, revela mudanças no eixo da Terra.

Os cientistas precisam passar por um túnel de vinte metros, com cinco portas frigoríficas, para chegar até o laser. [Imagem: TUM/FESG]

Laboratório subterrâneo

“O princípio é simples,” acrescenta Schreiber. “O maior desafio foi garantir que o laser se mantenha estável o suficiente para medirmos o fraco sinal geofísico sem interferência – especialmente ao longo de um período de vários meses.”

Em outras palavras, os pesquisadores tiveram de eliminar quaisquer alterações na frequência que não resulte da rotação da Terra. Isto inclui fatores ambientais, como pressão atmosférica e temperatura, o que exigiu uma placa de vitrocerâmica e uma cabine pressurizada.

Os pesquisadores montaram o anel de laser em uma placa de nove toneladas de Zerodur® [uma vitrocerâmica de aluminossilicato de lítio], utilizando também Zerodur para as vigas de apoio. Eles escolheram o Zerodur por ser um material extremamente resistente às mudanças de temperatura. A instalação fica em uma cabine pressurizada, que registra mudanças na pressão atmosférica e temperatura (12 graus) e compensa automaticamente qualquer variação.

Os cientistas enfiaram o laboratório cinco metros abaixo do nível do solo para manter esses tipos de influência ambiental ao mínimo. Ele é isolado da superfície com camadas de Styrodur® e argila, e coberto por um aterro de quatro metros de altura. Além disso, os cientistas precisam passar por um túnel de vinte metros, com cinco portas frigoríficas, para chegar até o laser.

Velocímetro da Terra

Sob estas condições, os pesquisadores conseguiram confirmar o balanço de Chandler e obter medições da oscilação anual compatíveis com os dados capturados pelos radiotelescópios. Eles agora pretendem tornar o aparelho ainda mais preciso, o que permitirá determinar mudanças no eixo de rotação da Terra ao longo de um único dia.

Os cientistas também planejam tornar o anel de laser capaz de operar continuamente, para que ele possa funcionar por um período de anos sem qualquer desvio.

“Em termos simples,” conclui Schreiber, “no futuro, nós queremos ser capazes de simplesmente descer lá no porão e ver o quão rápido a Terra está girando com precisão neste momento.”

Bibliografia:

How to detect the Chandler and the annual wobble of the Earth with a large ring laser gyroscope
Schreiber, K. U., Klügel, T., Wells, J.-P. R., Hurst, R. B., Gebauer, A.
Physical Review Letters
Vol.: 107, Nr. 17, EID 173904
DOI: 10.1103/PhysRevLett.107.173904

Dakir Larara


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Cientistas se preparam para monitorar oceano Atlântico

Monitoramento oceânico

Os padrões de circulação das águas do oceano Atlântico Sul podem estar sofrendo transformações que têm potencial para interferir no clima global. A fim de entender esse fenômeno, um grupo internacional de cientistas instalará uma série de instrumentos de monitoramento ao longo de uma linha que se estende da América do Sul até a África.

O objetivo do projeto Samoc é monitorar a circulação das águas do Atântico Sul, já que existem indicações de que seus parâmetros estão sofrendo modificações. [Imagem: AOML/NOAA]

Essa tarefa, que integrará o projeto internacional Circulação Meridional do Atlântico Sul (Samoc, na sigla em inglês), terá uma importante participação brasileira: toda a parte ocidental da instrumentação será instalada e operada por uma equipe coordenada pelo professor Edmo Campos, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Campos, o objetivo do projeto Samoc é monitorar a circulação das águas do Atlântico Sul, já que existem indicações de que seus parâmetros estão sofrendo modificações.

“Esses parâmetros de circulação são, em última instância, um dos mecanismos que controlam o clima do planeta. O objetivo desse grupo internacional é monitorar o Atlântico Sul para entender como ele está se comportando no presente e, eventualmente, como se comportará no futuro com as mudanças que estão sendo identificadas”, explicou.

Diversas áreas do oceano Atlântico já estão sendo monitoradas pelo projeto Samoc e por diferentes instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, e outras do Brasil, da Argentina, da África do Sul e da Europa. Segundo o pesquisador, essas iniciativas ainda são bastante tímidas, mas tendem a se tornar, no futuro, um sistema de monitoramento oceânico permanente.

“Até agora o Brasil tinha participado desse conjunto de iniciativas apenas como coadjuvante. Mas, com o projeto que iniciamos agora, poderemos dar uma contribuição significativa à formação do sistema de monitoramento”, declarou.

Circulação do oceano Atlântico

Quando se observam as características físicas da circulação oceânica, segundo Campos, percebe-se que as atividades mais intensas ocorrem próximas aos continentes, principalmente do lado oeste. Por isso é importante distribuir os instrumentos ao longo da linha que vai de um continente até o outro, com maior adensamento em suas extremidades.

“O padrão de circulação do oceano Atlântico funciona como parte fundamental do mecanismo que distribui calor em vários locais do planeta. Se houver alteração nesse padrão, teremos resposta no clima, em escala regional e global. E esse padrão também responde às alterações na atmosfera”, explicou.

Segundo Campos, a instrumentação, que inclui sensores de velocidade, pressão, temperatura e salinidade, será fundeada – isto é, presa no fundo do mar – desde a América do Sul até a África do Sul, ao longo de uma linha que passa a 34,5 graus de latitude sul.

A equipe brasileira cuidará de toda a parte oeste da rede de monitoramento. A equipe francesa, em cooperação com a sul-africana, ocupará a parte leste e os norte-americanos da NOAA e da Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) cuidarão da parte central.

“A FAPESP está financiando alguns instrumentos cuja função é medir o transporte de volume – isto é, a velocidade das águas integrada em uma determinada seção. O objetivo é avaliar quanto fluido está sendo transportado e quanto calor e sal esse transporte de fluido carrega consigo. Queremos saber basicamente quanto calor está sendo transportado através dessa linha, em direção ao norte. Pequenas alterações nesse transporte de calor podem desencadear mudanças radicais no equilíbrio climático”, explicou.

Hoje, segundo Campos, sabe-se que o clima global é fortemente influenciado pela quantidade de calor que o Atlântico Sul transporta para o Atlântico Norte. “Por isso temos que medir a velocidade, a temperatura, a salinidade e uma série de parâmetros que nos permitirão entender como está sendo alterada a dinâmica da circulação”, afirmou.

Missão para o Alpha Crucis

O fundeamento dos equipamentos na parte brasileira do projeto será feito até o fim de 2012, segundo Campos, pelo navio oceanográfico Alpha Crucis. Os instrumentos, segundo ele, ficarão fundeados a profundidades que vão de 200 metros a 6 mil metros.

“Os equipamentos não fazem transmissão em tempo real, por isso o navio precisará ir até eles algumas vezes para recuperar dados utilizando um sonar, além de realizar manutenções. Os equipamentos possuem modems acústicos e os dados são coletados quando o navio passa por cima deles. A cada dois anos, em média, será preciso recolher os instrumentos para trocar as baterias e refazer o fundeio”, disse Campos.

Segundo Campos, o projeto Samoc será provavelmente uma das primeiras utilizações do Alpha Crucis em grande escala. Sem o navio, a operação ficaria limitada, pois seria preciso utilizar navios da Marinha, que têm uma série de restrições e tornam a realização da pesquisa muito difícil.

“O Brasil tem uma tradição de pesquisa costeira, por falta de recursos, mas com o navio à disposição vamos finalmente produzir oceanografia do mais alto nível internacional”, disse.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Abraços

Dakir Larara