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RS completa 20 dias com temperatura negativa no ano

Via www.metsul.com

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O Rio Grande do Sul teve nesta quarta-feira o 20º dia do ano com registro de temperatura negativa e o segundo neste mês de agosto. Hoje, as mínimas foram mais altas na quase totalidade dos municípios do Rio Grande do Sul pelo ingresso de ar quente de Norte e a presença de vento na madrugada. A exceção ficou por conta de São José dos Ausentes que teve mínima de 3,2ºC abaixo de zero. Isso porque o ar que estava extremamente seco na região com umidade na casa dos 20% ao amanhecer e que chegou a 13% no final da manhã. Por isso, as variações de temperatura entre microclimas locais foram enormes. A estação de Ausentes do Instituto Nacional de Meteorologia, que está instalada sobre um morro, logo com influência do vento trazendo ar mais quente, registrava às 7h da manhã 8,1ºC. No mesmo horário, outra estação meteorológica em Ausentes, em ponto mais baixo no interior do município, tinha 2,1ºC abaixo de zero. Diferença de 10,2ºC.

A quinta-feira deve ter até a presença de sol e nuvens em parte do dia no Centro e Norte do Estado, mas uma frente fria que traz chuva ainda cedo para o Sul e o Oeste provoca aumento de nebulosidade da tarde para a noite com chuva no Centro do Estado e pontos da Metade Norte. Cidades mais ao Norte, próximas da divisa com Santa Catarina, têm menor probabilidade de chuva na quinta. Com tempo ainda mais aberto, a Metade Norte terá um dia ameno enquanto na Metade Sul a temperatura se eleva menos em pela instabilidade, esperando-se queda de temperatura e frio do Centro para o Sul gaúcho no final do dia.

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Pirocumulonimbus: super nuvem supera força de um vulcão

Olá Pessoas!!! O texto a seguir é no mínimo curioso.

Vale a rápida leitura!

Uma cumulonimbus é uma nuvem impressionante – uma torre gigantesca em forma de bigorna, que pode chegar por volta dos 12km de altura, disparando raios, ventos e chuvas.

Adicione fumaça e fogo a essa mistura e você terá uma pirocumulonimbus, um verdadeiro dragão das nuvens, capaz de cuspir fogo, gerando uma tempestade explosiva realmente criada pela fumaça e pelo calor do fogo, capaz de devastar milhares de hectares. E, nesse processo, a tempestade de pirocumulonimbus vai criar um funil que, como uma chaminé, levará sua fumaça até a estratosfera da Terra, com efeitos adversos duradouros.

Uma pirocumulonimbus combina fumaça e fogo com as características de uma tempestade violenta. Poluentes dessas tempestades são canalizados até a estratosfera. [Imagem: Naval Research Lab/Mike Fromm]

Nuvem dragão

Estudando esses dragões das nuvens, que cospem o fogo que as gera para áreas enormes, os cientistas agora acreditam que estas tempestades intensas podem ser a fonte do que anteriormente se acreditava serem partículas vulcânicas arremessadas até a estratosfera. Eles também sugerem que as pirocumulonimbus aparecem com mais frequência do que se pensava, e afirmam que elas são responsáveis por um grande volume dos poluentes aprisionados na atmosfera superior da Terra.

“Um pirocumulonimbus individualmente pode injetar partículas na baixa estratosfera em altitudes de até 16 km,” afirma o Dr. Glenn K. Yue, um cientista atmosférico do Centro de Pesquisas Langley, da NASA. Yue é um dos oito autores de um artigo sobre pirocumulonimbus, publicado no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana, intitulado “A História Não Contada das Pirocumulonimbus”.

Nuvem vulcânica

O artigo reavalia dados anteriores para concluir que muitos eventos de poluição na estratosfera têm sido erroneamente atribuídos a partículas de erupções vulcânicas. Três “fenômenos de nuvens misteriosas” foram citados como exemplos que foram na verdade o resultado de tempestades pirocumulonimbus, incluindo um inicialmente atribuído à erupção de 1991 do Monte Pinatubo, nas Filipinas. A coluna de fumaça que se pensava ter sido criada pelo Pinatubo foi, concluem eles, de uma tempestade pirocumulonimbus no Canadá.

Uma razão para essa interpretação errônea, diz Yue, é que os cientistas acreditavam que nenhum fenômeno natural teria tanta energia quanto uma erupção vulcânica para penetrar a “tropopausa” da Terra em um período tão curto de tempo. A tropopausa é a barreira entre a atmosfera baixa e a estratosfera.

Imagem real de uma pirocumulonimbus registrada no dia 19 de Junho de 1991 em Quebec, no Canadá. [Imagem: Fromm et al.]

Chuva de fogo

Yue e seus colegas reavaliaram dados do instrumento SAGE II, a bordo do Earth Radiation Budget Satellite satélite. O SAGE II foi lançado em 1984 e desativado em 2005.

“Nosso trabalho também mostra que as pirocumulonimbus acontecem com mais frequência do que as pessoas imaginam,” acrescenta Yue. Em 2002, por exemplo, vários instrumentos de sensoriamento detectaram 17 eventos distintos de pirocumulonimbus apenas na América do Norte. Os seres humanos têm sido responsáveis por muitas tempestades pirocumulonimbus, diz Mike Fromm, primeiro autor do artigo.

O pior incêndio da história do Colorado foi iniciado por um funcionário do serviço florestal “e dentro de 24 horas houve uma tempestade pirocumulonimbus,” diz Fromm, um meteorologista do Laboratório de Pesquisas Navais em Washington. Impulsionado pela tempestade que que ele próprio gerou, o incêndio de 2002 destruiu 138.000 acres (558,5 quilômetros quadrados) em quatro municípios, deslocou mais de 5.000 pessoas de suas casas e causou seis mortes.

Se as ações humanas influenciam a atividade das pirocumulonimbus o suficiente para afetar significativamente o clima global é uma questão em aberto. Acredita-se que a atividade humana cause o aquecimento global, que aumenta o número de incêndios florestais.

“É uma história convincente. Mas não sabemos o bastante para dizer se há provas suficientes disso,” diz Fromm.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br