Blog do Daka

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Ventusky – A Previsão do Tempo Interativa do Mundo Inteiro

Por Leonardo Amaral (www.updateordie.com)

Esqueça a previsão do tempo do jornal na tv!

O VentuSky é resultado do monitoramento da empresa de meteorologia tcheca InMeteo, que analisa em intervalos bem curtos de tempo algumas variáveis ao redor do mundo.

O mais legal: o mapa apresenta movimentações de ar animadas, como uma pintura de Van Gogh em movimento. Parece menos a previsão do tempo e mais alguma experiência de imersão na obra do artista.

Além da temperatura, há a precipitação, velocidade dos ventos, pressão do ar, velocidade dos ventos, presença de nuvens e até mesmo a altitude em que a temperatura atinge 0˚C.

O Brasil como está? Com mais ou menos 15˚C no Sul e 30˚C no Norte.

ventusky_brasil

Para, comparar, nesse mapa de temperaturas, esse é o deserto do Sahara (a escala não está aparecendo nessa imagem, mas essa cor predominante é em torno de 40˚C a 50˚C).

ventusky_africa

Mas e a incidência de neve na América do Sul? Bem… em volume expressivo que possa ser captado, só no sul dos Andes.

ventusky_americadosul

É um mapa interativo bem interessante de ser percorrido e, de vez em quando, até serve para saber como anda a situação em algum lugar específico.

Abraços

Dakir Larara

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Pulverizar nuvens para fazer chover não funciona, dizem cientistas

Um novo estudo indica que a pulverização de nuvens para a produção “forçada” de chuva não funciona tão bem como se imaginava.

Chuva artificial

Em muitas áreas do mundo, como o sertão nordestino, a chuva é um recurso raro e precioso. Para estimular a precipitação, há décadas tem-se experimentado semear as nuvens com produtos químicos, como iodeto de prata ou dióxido de carbono congelado (gelo seco).

Há muitos defensores do método, que já teve usos famosos, como em 2008 nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando grande quantidade de partículas foi pulverizada em nuvens para que chovesse antes – e não durante – as provas esportivas. Mas, de acordo com a nova pesquisa, feita por cientistas do Departamento de Geofísica da Universidade de Tel Aviv, em Israel, o mecanismo não é eficiente. Os resultados foram publicados na revista Atmospheric Research.

Pulverização de nuvens

O estudo analisou dados sobre pulverização de nuvens nos últimos 50 anos, detendo-se particularmente nos efeitos da atividade em uma área no norte de Israel. O grupo comparou estatísticas de períodos sem pulverização e com pulverização, bem como a precipitação em áreas adjacentes e em que não houve tentativas de produção de chuvas.

“Ao comparar as estatísticas de chuva com períodos de pulverização, conseguimos ver que os aumentos na precipitação ocorreram ao acaso. Os aumentos foram devidos a mudanças de padrões climáticos e não à semeadura de nuvens”, disse Pinhas Alpert, um dos autores do trabalho.

O mais destacado foi um período de seis anos de aumento na precipitação, que se acreditava ter sido um bem-sucedido resultado da chuva artificial. Pinhas e seus colegas verificaram que a elevação correspondeu à manifestação de um tipo específico de ciclone, consistente com o aumento de chuvas sobre as regiões montanhosas em Israel que foram pulverizadas. Os pesquisadores observaram que no período também houve um aumento nas chuvas sobre os montes da Jureia, área na qual não foi feita a semeadura de nuvens.

Nuvens sobre montanhas

Apesar de ser um método caro, há atualmente mais de 80 projetos de pulverização de nuvens em andamento no mundo, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial. A despeito das iniciativas, segundo Pinhas não há, até o momento, provas de que o método realmente funciona. A exceção, ressalta o cientista, é se a semeadura for feita em nuvens orográficas, que são formadas sobre montanhas e duram pouco.

Fonte: Reassessment of rain enhancement experiments and operations in Israel including synoptic considerations Zev Levinlow, Noam Halfon, Pinhas Alperta.

September 2010
Vol.: 97, Issue 4, Pages 513-525
DOI: 10.1016/j.atmosres.2010.06.011


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Pirocumulonimbus: super nuvem supera força de um vulcão

Olá Pessoas!!! O texto a seguir é no mínimo curioso.

Vale a rápida leitura!

Uma cumulonimbus é uma nuvem impressionante – uma torre gigantesca em forma de bigorna, que pode chegar por volta dos 12km de altura, disparando raios, ventos e chuvas.

Adicione fumaça e fogo a essa mistura e você terá uma pirocumulonimbus, um verdadeiro dragão das nuvens, capaz de cuspir fogo, gerando uma tempestade explosiva realmente criada pela fumaça e pelo calor do fogo, capaz de devastar milhares de hectares. E, nesse processo, a tempestade de pirocumulonimbus vai criar um funil que, como uma chaminé, levará sua fumaça até a estratosfera da Terra, com efeitos adversos duradouros.

Uma pirocumulonimbus combina fumaça e fogo com as características de uma tempestade violenta. Poluentes dessas tempestades são canalizados até a estratosfera. [Imagem: Naval Research Lab/Mike Fromm]

Nuvem dragão

Estudando esses dragões das nuvens, que cospem o fogo que as gera para áreas enormes, os cientistas agora acreditam que estas tempestades intensas podem ser a fonte do que anteriormente se acreditava serem partículas vulcânicas arremessadas até a estratosfera. Eles também sugerem que as pirocumulonimbus aparecem com mais frequência do que se pensava, e afirmam que elas são responsáveis por um grande volume dos poluentes aprisionados na atmosfera superior da Terra.

“Um pirocumulonimbus individualmente pode injetar partículas na baixa estratosfera em altitudes de até 16 km,” afirma o Dr. Glenn K. Yue, um cientista atmosférico do Centro de Pesquisas Langley, da NASA. Yue é um dos oito autores de um artigo sobre pirocumulonimbus, publicado no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana, intitulado “A História Não Contada das Pirocumulonimbus”.

Nuvem vulcânica

O artigo reavalia dados anteriores para concluir que muitos eventos de poluição na estratosfera têm sido erroneamente atribuídos a partículas de erupções vulcânicas. Três “fenômenos de nuvens misteriosas” foram citados como exemplos que foram na verdade o resultado de tempestades pirocumulonimbus, incluindo um inicialmente atribuído à erupção de 1991 do Monte Pinatubo, nas Filipinas. A coluna de fumaça que se pensava ter sido criada pelo Pinatubo foi, concluem eles, de uma tempestade pirocumulonimbus no Canadá.

Uma razão para essa interpretação errônea, diz Yue, é que os cientistas acreditavam que nenhum fenômeno natural teria tanta energia quanto uma erupção vulcânica para penetrar a “tropopausa” da Terra em um período tão curto de tempo. A tropopausa é a barreira entre a atmosfera baixa e a estratosfera.

Imagem real de uma pirocumulonimbus registrada no dia 19 de Junho de 1991 em Quebec, no Canadá. [Imagem: Fromm et al.]

Chuva de fogo

Yue e seus colegas reavaliaram dados do instrumento SAGE II, a bordo do Earth Radiation Budget Satellite satélite. O SAGE II foi lançado em 1984 e desativado em 2005.

“Nosso trabalho também mostra que as pirocumulonimbus acontecem com mais frequência do que as pessoas imaginam,” acrescenta Yue. Em 2002, por exemplo, vários instrumentos de sensoriamento detectaram 17 eventos distintos de pirocumulonimbus apenas na América do Norte. Os seres humanos têm sido responsáveis por muitas tempestades pirocumulonimbus, diz Mike Fromm, primeiro autor do artigo.

O pior incêndio da história do Colorado foi iniciado por um funcionário do serviço florestal “e dentro de 24 horas houve uma tempestade pirocumulonimbus,” diz Fromm, um meteorologista do Laboratório de Pesquisas Navais em Washington. Impulsionado pela tempestade que que ele próprio gerou, o incêndio de 2002 destruiu 138.000 acres (558,5 quilômetros quadrados) em quatro municípios, deslocou mais de 5.000 pessoas de suas casas e causou seis mortes.

Se as ações humanas influenciam a atividade das pirocumulonimbus o suficiente para afetar significativamente o clima global é uma questão em aberto. Acredita-se que a atividade humana cause o aquecimento global, que aumenta o número de incêndios florestais.

“É uma história convincente. Mas não sabemos o bastante para dizer se há provas suficientes disso,” diz Fromm.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br


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Radiação solar está causando redução da termosfera terrestre

Influências do Sol

Grandes mudanças na produção de energia no Sol estão causando flutuações dramáticas na camada externa da atmosfera da Terra.

A termosfera, que compreende uma faixa entre 90 e 500 km com altitude, é uma camada de gás rarefeita na fronteira com o espaço exterior. É lá que se dá o primeiro contato da radiação solar com a atmosfera da Terra.[Imagem: NASA]

Um estudo recém-publicado na revista Geophysical Research Letters, financiado pela NASA e pela National Science Foundation (NSF), faz uma associação direta entre um encolhimento recente de uma camada da alta atmosfera da Terra com uma queda acentuada nos níveis de radiação ultravioleta emitidas pelo Sol. A pesquisa indica que o ciclo magnético solar, que produz números variáveis de manchas solares ao longo de ciclos de cerca de 11 anos, pode variar mais do que se pensava anteriormente.

“Esta pesquisa apresenta um argumento convincente para a necessidade de se estudar o sistema acoplado Sol-Terra”, afirmou Farzad Kamalabadi, da NSF, “e ilustra a importância da influência solar sobre o nosso ambiente terrestre, com implicações fundamentais tanto científicas quanto em termos de consequências sociais.”

Navegação espacial

As descobertas podem ter implicações para os satélites em órbita, bem como para a Estação Espacial Internacional. Por um lado, o fato de que a camada superior da atmosfera, conhecida como termosfera, se encolhe e fica menos densa, significa que os satélites podem manter mais facilmente suas órbitas, permanecendo no espaço por mais tempo e desfrutando de uma vida útil maior. Por outro, isso indica que o lixo espacial e outros objetos que apresentam riscos para a “navegação espacial” também podem ficar por mais tempo na termosfera do que se calculava.

Termosfera

Os dados demonstraram que o que se convencionou chamar de “mínimo solar” não é uma situação padrão, mas varia de um ciclo para outro. Ou seja, os mínimos solares não são iguais entre si. A produção de energia no Sol caiu a níveis anormalmente baixos entre 2007 e 2009, um mínimo solar particularmente prolongado, durante o qual praticamente não ocorreram manchas solares ou tempestades solares.

Durante esse período de baixa atividade solar, a termosfera terrestre encolheu mais do que em qualquer momento desde que ela é monitorada, ao longo dos últimos 43 anos da chamada era espacial. A termosfera, que compreende uma faixa entre 90 e 500 km com altitude, é uma camada de gás rarefeita na fronteira com o espaço exterior. É lá que se dá o primeiro contato da radiação solar com a atmosfera da Terra. Ela geralmente esfria e se torna menos densa durante períodos de atividade solar muito baixa.

Mas a magnitude da queda de densidade da termosfera durante o mínimo solar mais recente foi cerca de 30 por cento maior do que seria de se esperar mesmo com a baixíssima atividade solar verificada.

Influência do CO2

O estudo também mostrou que a variação da termosfera sofre pouca influência do nível de dióxido de carbono ( CO2) na atmosfera terrestre. Os cálculos anteriores estimavam que o gás de efeito estufa estaria reduzindo a densidade da camada externa da atmosfera entre 2 e 5 por cento por década.

Estudando um período de 13 anos (1996 a 2008, inclusive), eles verificaram que a termosfera esfriou 41 kelvin (K) no período, com apenas 2 K atribuíveis ao aumento do dióxido de carbono. Quando à densidade da termosfera, os resultados mostraram uma diminuição de 31 por cento, com apenas 3 por cento atribuídos ao dióxido de carbono.

“Agora está claro que o recorde de baixa temperatura e densidade foram primariamente causados por níveis anormalmente baixos de radiação solar na faixa do ultravioleta extremo,” diz Stanley Solomon, um dos autores do estudo.

Super mínimos

Os pesquisadores também afirmam que seus dados indicam que o Sol pode estar passando por um período de atividade relativamente baixa de longo prazo, semelhantes aos períodos verificados no início dos séculos 19 e 20.

“Então esperamos ter ciclos solares menos intensos nos próximos 10 a 30 anos,” disse Thomas Woods, coautor do trabalho.

Esta conclusão está de acordo com dados de outra pesquisa publicada nesta semana, segundo a qual as manchas solares poderão desaparecer a partir de 2016.