Blog do Daka

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Até onde, nós humanos, poderemos ir?!

Por Leandro Amaral (www.updateordie.com)

O vídeo está logo abaixo. Não esqueça de acionar as legendas!!

Essa não é uma pergunta muito fácil de se fazer. O que entendemos como tempo, espaço e até mesmo vida estão completamente ligados ao período em que vivemos e nosso avanço científico decorrente dele.

A tão sonhada e especulada viagem espacial, por exemplo, não é uma realidade ainda mas adoramos imaginá-la e ver nossos decendentes um dia pisando em planetas longínquos, talvez até mesmo fora do próprio Sistema Solar.

Que bom que teremos todo o tempo do universo pra explorá-lo, não? Infelizmente, não.

Enquanto as galáxias próximas ficam cada vez mais próximas, as galáxias distantes ficam cada vez mais distantes. E a uma velocidade que não podemos nem sonhar em atingir.

Essa animação explicativa do incrível Kurzgesagt mostra a realidade que deixa sonhadores e fãs de ficção científica como eu BEM aflitos: essa incrível era de exploração espacial terá seu ápice bem mais limitado do que escrevem os grandes autores.

Mas isso, claro, com os conhecimentos científicos que temos hoje. Há sempre chance de que as coisas mudem.

Abraços

Dakir Larara


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Por que “The Big Bang” é um nome horrível?

O Universo teve um começo?

Evidências matemáticas e experimentais permitem retroceder a história cósmica e calcular que, quanto mais você volta no tempo, menor o universo deveria ser. Hmmm… Em algum momento esse átomo primordial explodiu e se expandiu e etc… Conhecemos essa teoria como “O Big Bang” (a grande explosão). No vídeo, da série “MinutePhysics”, dá para entender um pouquinho melhor o porque um nome mais adequado seria: “Everywhere Stretch”(algo como: “A Esticada Infinita” – parece nome das sagas da Marvel Comics).

Vale o play e não esqueça de selecionar a lengenda em Português-BR para aqueles que não manjam a língua dos estadunidenses.

Abraços e beijos!

Dakir Larara


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Sensacional vídeo do astrofísico Neil deGrasse Tyson

Neil deGrasse Tyson, para quem não conhece, é um astrofísico estadunidense. Atualmente é o Diretor do Frederick P. Rose (The Frederick Phineas and Sandra Priest Rose Center for Earth and Space) no Centro Rose para a Terra e o Espaço (The Rose Center for Earth and Space) em Manhattan, e investigador associado do departamento de astrofísica no Museu Americano de História Natural e consultor da NASA.

Neste vídeo, ele mostra seu talento para explicar coisas complexas e nos lembra de um fato desconfortável, para nós, espécie dominante do planeta: se a diferença entre nós e um macaco é de aproximadamente apenas 1,5% do DNA, imagine uma civilização alienígena 1% mais inteligente do que nós. Se nós, com 1,5% de diferença, saímos de descascadores de banana para enviar um robô à Marte, o que dirá nossos parentes ETs. Vale ver o vídeo e sua conclusão (reflexão eu diria) final.

Abraços

Dakir Larara


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Lado escuro do Universo é posto em dúvida por astrônomos

Astrônomos da Universidade de Durham, no Reino Unido, afirmaram que todo o conhecimento atual sobre a composição do Universo pode estar errado. Utane Sawangwit e Tom Shanks estudaram os resultados das observações do telescópio espacial WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) e afirmam que os erros em seus dados parecem ser muito maiores do que se acreditava anteriormente.

As fontes de rádio usadas para medir o efeito de suavização dos dados do telescópio WMAP estão assinalados no mapa da radiação cósmica de fundo (círculos abertos). [Imagem: NASA/WMAP/Durham University]

Lado escuro do Universo

A sonda WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) foi lançada em 2001 para medir a radiação cósmica de fundo (CMB: Cosmic Microwave Background), o calor residual do Big Bang que preenche o Universo e aparece ao longo de todo o céu. Há poucas semanas a sonda terminou o mapeamento do Universo primitivo, embora ainda sejam necessários meses para que esses dados sejam totalmente processados.

Acredita-se que a dimensão angular das ondulações verificadas na CMB esteja ligada à composição do Universo. As observações do WMAP mostram que as ondulações têm aproximadamente duas vezes o tamanho da Lua cheia, ou cerca de um grau de diâmetro. Com estes resultados, os cientistas concluíram que o cosmos é composto de 4% de matéria “normal”, 22% de matéria escura ou matéria invisível e 74% de energia escura. O debate sobre a exata natureza desse “lado negro” do Universo – a matéria escura e a energia escura – continua intenso até hoje.

Radiação cósmica de fundo

Sawangwit e Shanks usaram objetos astronômicos que aparecem como pontos não identificados nos radiotelescópios para testar a forma como o telescópio WMAP “suaviza” os dados para formar seus mapas. Eles descobriram que essa “suavização” é muito maior do que se acreditava anteriormente, sugerindo que a medição do tamanho das ondulações da radiação de fundo residual não é tão rigorosa como se pensava. Caso sejar verdade, isso significaria que as ondulações são na verdade muito menores, o que poderia implicar que a matéria escura e a energia escura podem nem mesmo existir.

“As observações da CMB representam uma ferramenta poderosa para a cosmologia, e é vital checar [os dados]. Se nossos resultados se confirmarem, então será menos provável que partículas exóticas de energia escura e de matéria escura dominem o Universo. Assim, os indícios de que o Universo possui um ‘lado negro’ se enfraquecerão,” diz o professor Shanks.

Expansão do Universo

Em caso da energia escura de fato existir, então, em última instância, ela faz com que a expansão do Universo se acelere. Em sua jornada a partir da CMB até os sensores dos telescópios como o WMAP, os fótons – as partículas básicas da radiação eletromagnética, incluindo a luz e as ondas de rádio – viajam através de gigantescos superaglomerados de galáxias.

Este é o efeito dos superaglomerados de galáxias sobre os fótons da radiação cósmica de fundo (CMB). [Imagem: IOP/Physicsworld]

Normalmente, um fóton CMB sofre um decaimento para o azul – seus picos caminham em direção à extremidade azul do espectro – quando ele entra no superaglomerado de galáxias. E, quando ele sai do superaglomerado, ele tende novamente para o vermelho. Desta forma, os dois efeitos se anulam durante a travessia completa.

No entanto, se os superaglomerados de galáxias estiverem se acelerando uns em relação aos outros – por efeito da matéria escura – esse cancelamento não é exato, e os fótons ficam ligeiramente deslocados para o azul. Com isto, a radiação de fundo deve mostrar temperaturas ligeiramente mais altas onde os fótons atravessaram superaglomerados de galáxias.

Entretanto, novos resultados obtidos com o Sloan Digital Sky Survey, que já pesquisou mais de um milhão de galáxias vermelhas, sugerem que esse efeito não existe, mais uma vez ameaçando o modelo padrão do Universo e ameaçando dispensar a matéria e a energia escuras – esses dados do Sloan recentemente validaram a teoria da relatividade em escala cósmica.

Partículas exóticas

Se o Universo realmente não tiver um “lado negro”, na verdade isso poderá representar um alívio para muito físicos teóricos, que se sentem desconfortáveis com o fato de não se haver sido ainda detectado qualquer sinal das partículas exóticas que comporiam a matéria escura e a energia escura. Mas, conforme os próprios autores declaram, mais medições precisam ser feitas antes de qualquer declaração categórica a favor ou contra o modelo do Universo mais aceito atualmente.

“Se nossos resultados se repetirem em novos levantamentos de galáxias no hemisfério Sul, então isso vai significar problemas reais para a existência da energia escura,” diz Sawangwit.

O modelo cosmológico padrão prevê que o Universo é dominado por 74% de energia escura e 22% de matéria escura. Os restantes 4% são os átomos da matéria ordinária de que tudo o que conhecemos é feito. Assim, nesse modelo, 96% do Universo é escuro e seria mais razoável falar de um “lado claro do Universo”. [Imagem: NASA/WMAP]

O telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia, está coletando mais dados sobre a radiação cósmica de fundo e poderá ajudar a indicar se há ou não um lado escuro no Universo. Em 2005, um grupo de físicos propôs um novo modelo do Universo, que explicaria a expansão da aceleração do Universo pela própria gravidade – veja Alterações na Lei da Gravidade, e não a energia escura, causam a aceleração do universo. Em apoio à teoria atual, outra equipe afirmou já ter encontrado indícios independentes da existência da energia escura – veja Descoberta primeira evidência da existência da Energia Escura.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

 


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Descoberto exoplaneta bem no centro da “zona habitável”

Uma equipe de caçadores de planetas liderada por astrônomos da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e da Instituição Carnegie, de Washington, anunciaram a descoberta de um exoplaneta situado na “zona habitável” em volta de sua estrela.

O planeta, com três vezes a massa da Terra, orbita uma estrela relativamente próxima, a uma distância que o coloca bem no meio da zona habitável – a região cujas temperaturas permitem a existência de água líquida na superfície do planeta.

A estrela Gliese 581 tem pelo menos seis planetas, um dos quais bem no meio da zona habitável, onde pode haver água e atmosfera.[Imagem: Lynette Cook/UCSC]

Exoplaneta habitável

Se as observações iniciais forem confirmadas, este pode ser o exoplaneta mais parecido com a Terra já descoberto e o primeiro forte candidato para ser potencialmente habitável. Para os astrônomos, um planeta “potencialmente habitável” é um planeta capaz de sustentar a vida, mas não necessariamente seria algo que os humanos considerariam um lugar agradável para viver. A habitabilidade depende de muitos fatores, mas a água líquida e uma atmosfera estão entre os mais importantes.

“Nossos resultados oferecem um caso muito convincente para um planeta potencialmente habitável,” disse Steven Vogt, membro da equipe. “O fato de termos sido capazes de detectar esse planeta tão rapidamente e tão perto nos diz que planetas como este devem ser muito comuns.”

Sistema Gliese 581

O planeta foi encontrado ao redor da mesma estrela onde já havia sido encontrado o exoplaneta mais parecido com a Terra até então. Os cientistas descobriram na verdade dois novos planetas ao redor da estrela Gliese 581, elevando o total de planetas no sistema para seis. A estrela Gliese 581 está localizada a 20 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Libra.

Dois planetas detectados anteriormente em torno da estrela ficam nas bordas da zona habitável, um no lado quente (planeta 581c) e outro no lado frio (planeta 581d). Embora alguns astrônomos ainda acreditem que o planeta 581d possa ser habitável se ele tiver uma atmosfera densa, com um forte efeito estufa para aquecê-lo, outros são céticos. Já o recém-descoberto Gliese 581g fica exatamente entre os outros dois, em um ponto muito interessante, bem no meio da zona habitável.

Gliese 581g

O Gliese 581g tem uma massa de três a quatro vezes a da Terra e um período orbital de menos de 37 dias. Sua massa indica que ele é provavelmente um planeta rochoso, com uma superfície definida e com uma gravidade suficiente para reter uma atmosfera. O planeta 581g tem uma posição fixa em relação à estrela, o que significa que um lado está sempre voltado para a estrela, em um dia eterno, enquanto o lado está voltado para longe da estrela, em perpétua escuridão.

Segundo os pesquisadores, a zona mais habitável na superfície do planeta seria a linha entre a sombra e a luz, que apresentaria uma temperatura média, estimada entre -31 e -12 graus Celsius. Se o Gliese 581g tiver mesmo uma composição rochosa semelhante à da Terra, seu diâmetro seria de cerca de 1,2 a 1,4 vez o da Terra. A gravidade seria a mesma ou ligeiramente maior que a da Terra.

Vida fora da Terra

Os astrônomos estão surpresos com a rapidez com que estão sendo encontrados planetas com capacidade de sustentar vida. Há poucos anos, falar de planetas habitáveis ao redor de outras estrelas era sinônimo de falar de alienígenas – daí para ETs e discos voadores era uma questão de alguns cochichos, o que poderia arruinar a carreira de um cientista.

“Se eles fossem raros, não deveríamos ter encontrado um de forma tão rápida e tão perto,” disse Vogt. “O número de sistemas com planetas potencialmente habitáveis é provavelmente da ordem de 10 ou 20 por cento, e quando você multiplica isso por centenas de bilhões de estrelas só na Via Láctea, isto dá um número grande. Pode haver dezenas de bilhões desses sistemas em nossa galáxia.”

As descobertas mais recentes já deram aos cientistas o embasamento e a coragem suficientes para falar de vida fora da Terra. Mas, por enquanto, eles afirmam que essa vida deve estar na forma de extremófilos, organismos muito simples, capazes de viver em condições ambientais extremas em relação ao clima da Terra. Mas, se os cálculos indicam números tão elevados de planetas habitáveis dispersos apenas em nossa galáxia, também esse discurso logo poderá ser atualizado.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br


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NASA diz ter criado “unobtainium” para novo telescópio espacial

Unobtainium

A NASA anunciou ter fabricado uma espécie de unobtainium, um material não-natural ultra resistente, e que será usado para a construção do telescópio espacial James Webb.

O Módulo Integrado de Instrumentos Científicos (ISIM: Integrated Science Instrument Module), vai sustentar quatro instrumentos extremamente sensíveis, equipamentos eletrônicos e outros sistemas do próximo telescópio espacial. [Imagem: NASA/Chris Gunn]

A palavra unobtainium ficou famosa com o filme Avatar, denominando o mineral extraído da lua Pandora. A palavra é uma espécie de trocadilho, significando algo que não se pode obter, devidamente latinizado, para lembrar o nome de alguns elementos químicos.

Chassi do telescópio

Como a necessidade gera a inovação, os engenheiros do Centro de Voos Espaciais Goddard tiveram que se virar quando receberam a encomenda para fabricar o esqueleto principal do telescópio James Webb. Assim como um chassi suporta o motor e os demais componentes de um carro, o Módulo Integrado de Instrumentos Científicos (ISIM: Integrated Science Instrument Module), vai sustentar quatro instrumentos extremamente sensíveis, equipamentos eletrônicos e outros sistemas do próximo telescópio espacial.

Os cientistas projetaram o ISIM para suportar condições que nenhum material conhecido poderia oferecer. Assim, trabalhando literalmente a partir do zero, os engenheiros da NASA tiveram que criar um material compósito nunca antes fabricado.

Alinhamento perfeito

Para verificar se tiveram sucesso, o quadro foi testado durante 26 dias em uma câmara criogênica usada para simular as condições do espaço que o telescópio terá que suportar em sua órbita a 1,5 milhão de quilômetros da Terra. Na verdade a estrutura sobreviveu a uma temperatura bem mais baixa do que o necessário, alcançando 27 Kelvin (-246 graus Celsius), mais frio do que a superfície de Plutão.

“Esta é a primeira grande estrutura espacial, colada e feita de compósito, a ser exposta a um ambiente tão severo,” disse Jim Pontius, engenheiro-chefe do projeto.

A estrutura deve ser extremamente estável para que os instrumentos científicos, que ficarão fixadas nela, permaneçam perfeitamente alinhados e recebam a luz captada pelo telescópio de 6,5 metros. Se a estrutura encolher ou sofrer qualquer distorção não prevista, devido ao frio, os instrumentos saem da posição e não conseguem mais coletar os dados.

Enquanto a tolerância prevista, muito mais rígida do que a que foi exigida quando da construção do Telescópio Espacial Hubble, era de 500 micrômetros, o quadro encolheu apenas 170 micrômetros, provando que o unobtainium fabricado pelos engenheiros superou largamente as expectativas.

Obtendo o unobtainium

O primeiro desafio enfrentados pela equipe foi identificar um material estrutural capaz de garantir o alinhamento preciso dos instrumentos, ser estável e ainda sobreviver às forças gravitacionais extremas experimentadas durante o lançamento.

Uma pesquisa exaustiva na literatura técnica, em busca de um possível candidato, não resultou em nada, deixando a equipe com uma única alternativa – desenvolver um material totalmente novo, que foi prontamente chamado de unobtainium, um termo de resto usado há décadas pelos engenheiros para se referir a algo inexistente ou impossível de obter com a técnica atual.

Usando modelos matemáticos, a equipe descobriu que, com a combinação de dois materiais compósitos conhecidos, era possível criar um composto de fibra de carbono e resina de éster-cianato que seria ideal para fabricar os tubos quadrados da estrutura, que medem 75 milímetros de diâmetro.

Mas restava um problema: como unir os tubos. De volta aos modelos matemáticos, a equipe descobriu que poderia unir as peças utilizando uma combinação de encaixes de liga de níquel, clipes e placas de compósito com formatos precisos, devidamente coladas com um processo que também teve que ser desenvolvido.

Embora a opinião dos modelos matemáticos tenha sido um má notícia em termos de engenharia – porque diferentes materiais reagem diferentemente a mudanças de temperatura – o resultado mostrou que o sistema de junção distribuiu perfeitamente as cargas, mantendo a estabilidade do quadro.

Mais testes

O ISIM agora será usado para testar outros sistemas do telescópio James Webb, incluindo a estrutura dos 18 segmentos do espelho primário. Cada sistema será montado na estrutura e tudo será novamente mergulhado no tanque criogênico, para que cada segmento possa ser aprovado antes da montagem final do telescópio.

Se tudo correr dentro do previsto, o telescópio espacial James Webb será lançado em 2014.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br


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Oi!!! Eu sou a Lua!!!

Crateras da Lua

Novos dados da sonda lunar LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), mostram que a Lua foi bombardeada por duas “populações” distintas de asteroides ou cometas, ainda na sua juventude, e que sua superfície é mais complexa do que se pensava.

Mapa topográfico da Lua, com as cores servindo para diferenciar as diferentes ondas de impacto que atingiram o satélite. Parte da área mais familiar, que é vista da Terra, está no lado esquerdo da imagem.[Imagem: NASA/Goddard/MIT/Brown]

Os resultados foram publicados nesta sexta-feira em três artigos científicos na revista Science. No primeiro artigo, James Head e seus colegas da Universidade Brown, nos Estados Unidos, apresentam um mapa topográfico global da Lua, com cores artificiais para mostrar as diferenças na gênese do relevo lunar. A imagem é resultado de 2,4 bilhões de “disparos” do instrumento LOLA (Lunar Orbiter Laser Altimeter), a bordo da LRO.

“Nosso novo conjunto de dados mostra que a população mais velha de ‘projéteis’, nas terras mais altas, pode ser claramente distinguida da população mais jovem, registrada nos ‘mares’, nas gigantescas crateras de impacto cheias de fluxos de lava solidificada,” disse Head.

Os cientistas que tentam reconstruir a história dos bombardeios de meteoritos na Terra enfrentam dificuldades porque as crateras de impacto são erodidas pelo vento e pela água, ou destruídas pela ação das placas tectônicas, o movimento gradual da crosta terrestre.

Já na Lua, está totalmente preservado um rico acervo de crateras, graças à sua atmosfera extremamente fina – na verdade um vácuo melhor do que aquele normalmente utilizado para experimentos de laboratório. A superfície da lua não tem água em estado líquido e o satélite também não tem placas tectônicas. A única fonte de erosão significativa são outros impactos.

Geologia da Lua

Nos outros dois artigos publicados hoje, os cientistas descrevem como os dados do instrumento Diviner Lunar Radiometer Experiment, instalado na LRO, estão mostrando que os processos geológicos que forjam a superfície lunar são também muito complexos do que se pensava.

Os dados revelaram diferenças inéditas na composição da crosta lunar nas regiões dos planaltos, e confirmou a presença de um material anormalmente rico em sílica em cinco regiões distintas.

Dados do instrumento Diviner sobrepostos a imagens ópticas, mostrando o que se acredita ser um vulcão que expeliu silicatos. [Imagem: NASA/Godard/UCLA/Stony Brook]

A geologia lunar pode ser basicamente dividida em duas categorias – os planaltos anortosíticos, ricos em cálcio e alumínio, e os “mares” basálticos, ricos em ferro e magnésio. Os dois tipos de rochas são considerados pelos geólogos como “primitivos”, ou seja, eles são o resultado direto da cristalização do material do manto lunar, a camada parcialmente derretida abaixo da crosta.

As observações confirmaram que a maioria dos terrenos lunares tem assinaturas espectrais consistentes com composições que se enquadram nessas duas categorias. No entanto, elas revelaram também que as terras altas lunares – os planaltos – podem ser menos homogêneas do que se pensava anteriormente.

A grande dispersão desses solos revela que pode ter havido alterações na química e na taxa de resfriamento do oceano de magma que formou a crosta lunar primitiva, ou elas poderiam ser o resultado de um processamento secundário da crosta lunar. Ainda mais surpreendente, em vários locais ao redor da Lua, a sonda detectou a presença de minerais silicatados, como quartzo e feldspatos ricos em potássio e em sódio – minerais só encontrados em associação com litologias altamente evoluídas – rochas que foram submetidas a um intenso processo magmático. A detecção de silicatos nesses locais é uma descoberta significativa para os cientistas porque ela ocorreu em áreas onde já havia sido registrada grande abundância do elemento tório, um outro indicador de litologias evoluídas.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br