Blog do Daka

Um espaço para compartilhar informações e estimular a reflexão.


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Para quem acha que o furacão Sandy é obra do aquecimento global, é melhor olhar para o passado!!

Como todos estão vendo e lendo na mídia em geral, está se falando sobre o furacão Sandy como fosse algo excepcional. Na verdade ele chegou a costa de New York já como tempestade tropical e não como furacão! Isso é extremamente relevante!
Sandy está a quilômetros de distância de ser um furacão forte e mortal da história dos furacões em New York. Esta cidade ficou marcada pelo chamado furacão da Nova Inglaterra, ou também o Expresso de Long Island. Este sim, ocorrido em 1938, atingiu a escala 5 em alto mar na escala de furacões Saffir-Simpson (ventos acima de 155 milhas/hora [em torno de 249 km/h]) e atingiu a costa de New York com a intensidade 3.
O Expresso de Long Island, como os nova-iorquinos chamam, matou entre 682 a 800 pessoas no dia 21 de setembro de 1938, danificou mais de 57.000 casas e causou perdas estimadas em US $4,7 Bilhões de dólares em valores de hoje (2012). Só em 1635 se supõe ter ocorrido um furacão mais forte do que este.
Foto de New York durante o Expresso de Long Island
Outro exemplo do efeito do furacão de 1938
Abraços
Dakir Larara
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Como Funcionam as Asas dos Pássaros

Eu também sempre achei que as asas dos pássaros simplesmente desciam e subiam e que era o fato de empurrar o ar para baixo que os fazia ficar voando no ar.

Mas não é só descer-e-subir não. Quando descem, as penas das asas ficam bem coladas umas às outras, para não deixar o ar passar, criar resistência e fazer com que um maior volume de ar seja empurrado para baixo. Quando sobem, as penas das ficam espaçadas, deixando o ar passar entre elas – empurrando o mínimo possível de ar para cima.

Sacou?

Além disso, a trajetória do movimento das asas não são exatamente iguais quando estão subindo e descendo. Veja essas e outras maravilhas da aerodinâmica da natureza no vídeo abaixo.

(Dá para ativar legendas em português clicando no respectivo ícone no player.)

Abraços

Dakir Larara


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Últimas aulas de Geografia Humana

Olá queridos alunos!! Estou disponibilizando para download imediato, os arquivos em PPT das últimas aulas da disciplina de Geografia Humana, em que abordamos, respectivamente, as temáticas populacionais (Teorias Demográficas, a Feminização da Pobreza e as Políticas Demográficas).

Teorias Demográficas

Feminização da Pobreza

Políticas Demográficas

Abraços

Dakir Larara


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Geografia Política – última aula e instruções para a aula do dia 26/10

Alô, alô alunas e alunos da disciplina de Geografia Política!

Estou disponibilizando para download imediato, a nossa última aula – Globalização: Ideias Gerais –, bem como um texto em PDF (Modo de Produção Técnico-Científico e Diferenciação Espacial) do autor Milton Santos e um estudo dirigido sobre ele.

Como na semana que vem o Curso de Geografia (juntamente com o Curso de História) estará em atividade de campo, com saída na sexta-feira (26/10) no turno da manhã, comuniquei no nosso último encontro que NÃO TEREMOS AULA nesse dia!!!!

Desta forma, como gosto muito de vocês (hehehe), estou disponibilizando o já referido texto, além de um estudo dirigido sobre o mesmo, para leitura imediata e resgate das ideias principais na aula seguinte.

Seguem os links para download imediato meus queridos.

Globalização: Ideias Gerais

Modo de Produção Técnico-Científico e Diferenciação Espacial

Estudo dirigido sobre o texto acima

Abraços

Dakir Larara


2 Comentários

NÃO SE ACOSTUME!

Nem vale escrever muito nessa introdução do post. Dá o play, ouve bem e não se acostume!

Depois do jump, o texto completo da autora etíope Marina Colasanti escrito em 1972 é tão atual.

“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.”

Abraços

Dakir Larara


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GUINNESS – CLOUD

Ah, a cremosidade de um pint de Guinness e a sua bela espuma, não uma espuma qualquer, uma espuma “made of more”. É sobre isso o novo filme e campanha da Guinness que, aliás, tem um texto ótimo e conta com a narração de Brian Cox (Identidade Bourne, A Supremacia Bourne, Tróia, Coração Valente, etc)

É interessante utilizarem um dos grandes diferenciais da cerveja: sua espuma, metaforicamente apresentada como a curiosa nuvem que, diferente de outras conotações, vem para salvar o dia, é densa, cremosa e com um leve gosto tostado, tem essas características graças à adição do nitrogênio.

A mistura correta do gás carbônico com o nitrogênio campacta e diminui as bolhas da cerveja, levando o gás totalmente para o colarinho, resultando na cremosidade e naquele efeito visual: o gás subindo enquanto parece estar descendo para o fundo do pint. Você só percebe isso, claramente, se o copo estiver limpo. Se a espuma grudar no copo, o copo está sujo (mal lavado).

A lata de Guinness tem uma bolinha dentro. Já percebeu, né? É uma cápsula propulsora de nitrogênio, que libera o gás quando o lacre é rompido misturando-o ao líquido enquanto é derramado no pint (por esse motivo, a Guinness tem que ser consumida em um pint e não na lata, não é só frescura de metido a entendedor de cervejas). A redução do diâmetro no topo do pint é proposital, para condensar ainda mais o colarinho.

É, eu sei, deu vontade de um pint… Caso queira uma e estejam em Porto Alegre, recomendo o irish pub Mulligan da Cidade Baixa.

Abraços

Dakir Larara