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Dakir Larara

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Resenha de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Alô, alô amigos!! Neste final de semana, finalmente tive uma oportunidade de assistir ao último filme da trilogia do Batman do diretor Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises – TDKR). Dessa forma, tomei coragem e decidi fazer uma breve resenha crítica sobre o tão falado e comentado filme do morcegão. E já aviso que o texto tem SPOILERS!!

O que dizer desse filme? Talvez possamos começar dizendo que Christopher Nolan encerra sua bathistória de uma maneira incrível. O filme tem uma dimensão gigantesca; uma trama envolvente e cheia de reviravoltas (mas não melhor do que a trama do filme anterior, O Cavaleiro das Trevas – The Dark Knight – TDK); personagens cativantes e convincentes; vilões poderosos; uma ameaça catastrófica; e o fim da trilogia.

Neste ponto, parênteses! Assim como X-Men e Homem-Aranha, Batman encerra sua trilogia recente, mas diferente daquelas, o cavaleiro das trevas encerra de verdade sua história, de maneira mais convincente e melhor do que as outras. Sim, Homem-Aranha 3 sofreu muita intervenção do estúdio e isso prejudicou a qualidade do filme; enquanto X-Men 3 mudou de diretor e equipe criativa, o que quebra o direcionamento da trama.

Batman, ainda bem, não sofre desse mal. Nolan e sua equipe terminam sua história como queriam, sem interferências do estúdio (ao menos oficialmente, hehehe). Se por um lado, Ressurge funciona menos como um filme isolado do que Begins e O Cavaleiro das Trevas – já que recorre a muitos elementos dos filmes anteriores, inclusive, com reprises de cenas que ajudam a explicar algumas subtramas – por outro, o novo filme é sensacional!! Mas não me atreveria a dizer que ele seja superior a TDK. Chega perto, mas na minha visão fica um pouco abaixo. Mas fiquem certos de que Ressurge é excelente!!

A trama é, surpreendentemente, bem mais simples do que a de TDK, que tinha uma miríade de subtramas que iam se complementando. Ressurge não é linear, mas suas subtramas estão mais interligadas, o que facilita seu acompanhamento. Os personagens são muito bem apresentados e são eles quem movem o filme e a trama, esta, por sinal não é perfeita e comentarei mais adiante.

Como é de se esperar de Nolan, os personagens são muitos – Bruce Wayne, Alfred Pennyworth (seu sobrenome, salvo engano, é citado pela primeira vez na trilogia), Comissário Gordon, Selina Kyle, Bane, John Blake, Miranda Tate, Vice-Comissário Foley, Lucius Fox, John Daggett – mas nenhum é gratuito e cada um tem uma função muito específica na trama e acrescentam camadas.

Ressurge começa oito anos após o fim do anterior: Harvey Dent (Aaron Eckhart, o Duas Caras) é adorado como um herói porque Batman e o Comissário Gordon armaram um plano no qual o próprio homem-morcego foi culpabilizado pelos crimes do Duas Caras e é perseguido pela polícia; o prefeito sancionou a Lei Harvey Dent que deu mais poderes à polícia e transferiu os criminosos do Asilo Arkham para a Prisão Blackgate; Gotham City tem índices baixíssimos de criminalidade; Bruce Wayne vive como um ermitão, afastado de sua vida social e correm boatos de que sofreu um acidente e está deformado; mas nem tudo são flores. Nos subterrâneos, literalmente, ameaças são forjadas, o passado do Batman virá para bater à sua porta e, sem querer, as ações de Selina Kyle levarão a um grande caos. Talvez seja o momento de Batman voltar…

Os fãs dos filmes anteriores adoraram ver as referências ao passado, enquanto os fãs dos quadrinhos são premiados com inúmeras referências, inclusive, com o personagem John Daggett, advindo diretamente de Batman – A Série Animada e também com algumas aparições nos quadrinhos do fim dos anos 1990. Esse fã também perceberá que toda a trama do filme é, na verdade, toda baseada nos quadrinhos, usando arcos como A Queda do Morcego e Terra de Ninguém.

É uma pena, portanto, que o roteiro seja falho em alguns momentos importantes  – a começar pelo plano de Bane, que se concentra em dar “esperança” a Gotham para depois destruí-la. Ora, que tipo de esperança os cidadãos da metrópole podem ter em um mundo como aquele criado pelo vilão, que praticamente destrói a cidade e a mantém sob terror constante? E mais: como Bruce Wayne consegue retornar em menos de um mês a Gotham se não tinha um centavo (ou sua identidade) no bolso? E como entrou na cidade, já que esta se encontrava aquartelada? Além disso, os irmãos Nolan exageram no número de vezes em que Batman simplesmente aparece em algum lugar no qual sua presença se faz necessária, já que ele salva Selina, Blake e Gordon em três momentos distintos e no último segundo. Para piorar, alguns dos diálogos criados pelos Nolan chegam a doer nos ouvidos, como aquele dito pelo milionário vivido por Ben Mendelsohn para Bane: “Você é pura maldade!”.

Ressurge traz um retrato impressionante do Batman como personagem. Como ele seria na vida real? O que alguém como ele faria após tantos anos de combate ao crime? Que decisões tomaria? Christian Bale está em seu melhor momento na série. Seu trabalho é impressionante e o ator volta a exibir sua facilidade para se ajustar fisicamente aos personagens que vive, surgindo magro e fragilizado no início da trama e ganhando força e agilidade ao longo da história – e quando volta a vestir o uniforme do Homem-Morcego, sentimos, graças à sua composição como Bruce Wayne, o sacrifício representado por aquele retorno e o peso do símbolo no qual se tornou.

Além disso, sua decisão de manter a voz enrouquecida sempre que veste a máscara – mesmo quando conversando com alguém que conhece sua identidade secreta – é instrumental para que percebamos que, para Wayne, aquele não é um mero disfarce, mas uma personalidade alternativa usada para exorcizar seus demônios pessoais (beirando, neste sentido, certa esquizofrenia). Aliás, a composição vocal é também elemento chave na performance de Tom Hardy como o vilão Bane, já que é através de sua inflexão estudada e que oscila entre o sarcasmo, a maldade, o desprezo e o cálculo que percebemos o caráter do sujeito, já que seu rosto encontra-se encoberto por uma imensa máscara (e, mais uma vez, os espectadores que optarem pela versão dublada perderão elementos importantíssimos da experiência). Como se não bastasse, sua imponência física (que remete aos tempos de Bronson e do recente Guerreiro), associada à decisão de Nolan de filmá-lo constantemente a partir de ângulos baixos, converte Bane numa ameaça constante.

Apesar destes tropeços que mencionei anteriormente, porém, TDKR encanta por sua construção narrativa, que jamais ignora se tratar do terceiro capítulo de uma longa história – e é admirável que o filme crie associações não só com o segundo, mas também com o primeiro longa da série: observem, por exemplo, como a filha de Ra’s Al Ghul tem um fim semelhante ao do pai, já que ambos morrem em meios de transporte que também trazem instrumentos de destruição essenciais aos seus planos. E mais: se ao final de TDK a destruição de Harvey Dent criava as condições simbólicas para o renascimento de Gotham, aqui é a partida de Batman que ocasiona isso (sendo que ambas são baseadas em mentiras: Dent não morreu como herói e o morcegão possivelmente não morreu e ponto – falarei sobre isso mais adiante). Aliás, neste sentido há até uma associação interna em TDKR, que tem início e fim com uma aeronave carregando algo através de cabos (um avião e uma bomba, respectivamente).

Mantendo a coerência na atmosfera sombria e fatalista dos três filmes, Christopher Nolan encerra sua incursão ao universo de Batman como começou: demonstrando que um longa baseado em super-heróis pode ser adulto, investir no realismo e representar um passatempo escapista sem, com isso, desrespeitar a inteligência de seu público. E como o cineasta ainda consegue deixar a porta aberta para possíveis continuações mesmo sem deixar no espectador a sensação de algo inacabado, é inevitável que a Warner eventualmente dê luz verde a um novo longa. Torçamos apenas para que o próximo a assumir a franquia compreenda que o que a tornou novamente viável foi a abordagem ambiciosa e madura de seu antecessor.

Mas e o final? Batman/Bruce Wayne morre ou não?

Nolan esteve muito, muito perto de criar, em TDKR, um final tão ambíguo quanto aquele de seu longa anterior, A Origem – e caso tivesse encerrado a obra enfocando o sorriso de Alfred no café em Florença e evitado mostrar o que o mordomo vira, o diretor enviaria o público para fora da sala de projeção mergulhado em dúvidas: teria o personagem de Michael Caine visto Bruce Wayne? Seria uma solução orgânica e elegante que permitiria interpretações diferentes de acordo com o temperamento de cada espectador – exatamente como a dúvida que concluíra Inception.

Mas claro, não é isso que ocorre: após o sorriso de Alfred, vemos Bruce Wayne e Selina Kyle. Os dois homens acenam um para o outro e o mordomo se levanta para abandonar o local com uma alegria inquestionável estampada no rosto. Seu querido patrão (e porque não dizer filho) sobrevivera e reconstruíra a própria vida. Exatamente como ele sonhara e descrevera anteriormente num dos diálogos do longa.

E é justamente por ter enfocado Alfred descrevendo esta fantasia que TDKR permite a indagação: seria aquela imagem real? Teria o personagem de Caine realmente visto Bruce em Florença? Ou seria esta apenas uma manifestação de seu desejo? É possível interpretar a cena como um sonho, não há dúvida: para começar, Selina Kyle está vestindo uma roupa azul – o único instante do filme no qual usa um figurino que não é dominado pelo preto. Da mesma forma, Bruce veste uma camisa de cor alegre, que se contrapõe às cores sóbrias que costuma vestir. Isto para não mencionarmos que a reação de Wayne e Alfred, um leve aceno de cabeça seguido pela partida deste último, é no mínimo implausível considerando o carinho que sentem um pelo outro e o que aquele encontro representa. Sim, dizer que tudo se resume a uma fantasia do velho empregado da família Wayne não é um absurdo tão grande – e, mais do que isso, representa um desfecho dramaticamente eficaz.

No entanto, é igualmente factível interpretar o contraste nas cores do figurino como sendo uma representação da nova vida criada por Bruce e Selina. E Alfred pode ter se afastado para respeitar a privacidade do antigo patrão, já satisfeito em sabê-lo vivo. E, claro, precisamos considerar que o roteiro se preocupa em incluir uma cena que traz Lucius Fox (Freeman) descobrindo que Wayne consertara o piloto automático do helicóptero, o que explicaria a possibilidade da escapada do herói.

Em outras palavras: se o desfecho de A Origem era de uma ambiguidade calculada, ou seja, dependendo mais da interpretação do público do que do cineasta, em Ressurge, sejamos honestos, claramente o seu diretor enxerga um futuro otimista para seu protagonista.

Mas aí é que esta a beleza da Arte: ela só se completa com a participação do observador. E eu, em especial, compartilho da visão otimista de Nolan: o fato de Bruce Wayne estar vivo.

Abraços

Dakir Larara


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Geografia Política – Texto da aula do dia 24/AGO

Olá alunos e alunas da disciplina de Geografia Política!!!

Como combinamos, em função de eu estar envolvido com formatura dos Curso de Geografia/História no dia 24 de agosto, estou disponibilizando o texto – A região transfronteiriça Sant’Ana do Livramento-Rivera: cenários contemporâneos de integração/cooperação – para que vocês possam fazer a resenha crítica.

=>Lembro que ela deverá ter, no mínimo, 4  páginas, fonte Times New Roman número 12 e espaçamento entre linhas de 1,5. A sua entrega ficará para o dia 31 de agosto.<=

AQUI vocês podem ter acesso às instruções de como elaborar uma resenha, seja ela crítica ou não.

E AQUI vocês podem baixar o texto que está em PDF.

Abraços e T+!

Dakir Larara


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Cientista brasileira faz viagem virtual ao centro da Terra

Chegar à Lua, a quase 400 mil quilômetros de distância, ou enviar um robô a Marte pode parecer mais fácil do que conhecer a composição e o funcionamento do interior da Terra, uma esfera quase perfeita com 12 mil quilômetros (km) de diâmetro. Os furos de sondagem chegaram a apenas 12 km de profundidade, mal vencendo a crosta, a camada mais superficial.

Análises científicas mais modernas têm feito avançar a imagem que se tem de como seria o centro da Terra. [Imagem: Revista Pesquisa Fapesp]

Como não podem examinar diretamente o interior do planeta, os cientistas estão se valendo de simulações em computador para entender como se forma e se transforma a massa sólida de minerais das camadas mais profundas do interior do planeta quando submetida a pressões e temperaturas centenas de vezes mais altas que as da superfície. Como resultado, estão identificando minerais que se formam milhares de quilômetros abaixo da superfície e reconhecendo a possibilidade de existir um volume de água superior a um oceano disperso na espessa massa de rochas sob nossos pés.

Viagem virtual ao centro da Terra

A física brasileira Renata Wentzcovitch, pesquisadora da Universidade de Minnesota, Estados Unidos, é responsável por descobertas fundamentais sobre o interior do planeta empregando, justamente, técnicas matemáticas e computacionais, que ela desenvolve desde 1990.

Em 1993, ela elucidou a estrutura atômica da perovskita a altas pressões; a perovskita é o mineral mais abundante no manto inferior, a camada mais ampla do interior do planeta, com uma espessura de 2.200 km, bem menos conhecida que as camadas mais externas. Em 2004 Renata e sua equipe identificaram a pós-perovskita, mineral que resulta da transformação da perovskita submetida a pressões e temperaturas centenas de vezes mais altas que as da superfície, como nas regiões mais profundas do manto.

A perovskita transforma-se em pós-perovskita no interior da Terra, eventualmente decompondo-se em óxidos simples próximo ao núcleo de planetas gigantes, como Saturno ou Júpiter. [Imagem: Revista Pesquisa Fapesp]

Os resultados ajudaram a explicar as velocidades das ondas sísmicas, geradas pelos terremotos, que variam de acordo com as propriedades dos materiais que atravessam e representam um dos meios mais utilizados para entender a composição do interior da Terra. Agora novos estudos da pesquisadora indicaram que a pós-perovskita tende a se dissociar em óxidos elementares, como óxido de magnésio e óxido de silício, à medida que a pressão e a temperatura aumentam ainda mais, como no interior dos planetas gigantes, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

“Estamos com a faca e o queijo na mão para descobrir a constituição e as diferenças de composição do interior de planetas”, diz.

Zona de transição

Por meio de trabalhos como os de Renata e seu grupo agora se começa a ver melhor como os minerais do interior da Terra tendem a perder elasticidade e se tornarem mais densos quando submetidos a alta pressão e temperatura, que aumentam com a profundidade. Em razão do aumento da pressão é que se acredita que a densidade do centro da Terra – formado por uma massa sólida de ferro a temperatura próxima a 6.000 graus Celsius (ºC) – seja de quase 13 gramas por centímetro cúbico, quatro vezes maior que a da superfície, indicando que em um mesmo volume cabem quatro vezes mais átomos. Segundo Renata, as técnicas que desenvolveu podem prever o comportamento de estruturas cristalinas complexas, formadas por mais de 150 átomos. “Ao longo do manto terrestre, as estruturas cristalinas dos minerais são diferentes, mas a composição química das camadas do interior da Terra parece ser uniforme.”

Sem direito à ficção e apegados a métodos rigorosos, como a análise dos resultados de cálculos teóricos, de experimentos em laboratório, de levantamentos geológicos e da velocidade das ondas sísmicas, físicos, geofísicos, geólogos e geoquímicos estão abrindo o planeta e ampliando o conhecimento sobre as regiões de massa rochosa compacta abaixo do limite de 600 km, que marca uma região mais densa do manto, a chamada zona de transição, a partir da qual se conhecia muito pouco.

Terremotos e jazidas minerais

Os especialistas acreditam que seus estudos permitirão entender melhor – e talvez um dia prever – os terremotos e os tsunamis, além de identificar jazidas minerais mais facilmente do que hoje, se conseguirem detalhar a composição e os fenômenos das regiões inacessíveis do interior do planeta. Mesmo das camadas mais externas estão emergindo novidades, que desfazem a antiga imagem do interior do planeta como uma sequência de camadas regulares como as de uma cebola.

sonda espacial GOCE permitiu recentemente traçar o geóide, como é conhecido o formato da Terra. Os resultados abrem caminho para novos entendimentos da dinâmica e da composição das camadas internas do planeta. [Imagem: ESA/HPF/DLR]

Em 2003, por meio de levantamentos mundiais detalhados, pesquisadores dos Estados Unidos começaram a ver irregularidades da crosta, cuja espessura varia de 20 a 68 km, deixando as regiões mais finas mais sujeitas a terremotos e, as mais espessas, a colapsos. Muitos estudos em andamento se concentram no manto, uma espessa camada sólida, levemente flexível, que se deforma muito lentamente, como o piche.

Furos na Terra

A não ser nas raras ocasiões em que o magma emerge por meio dos vulcões, trazendo material do manto, os estudos são feitos de modo indireto, por meio do monitoramento da velocidade das ondas sísmicas, e é difícil saber diretamente o que se passa no manto. Os japoneses querem ir além do recorde de 12 km já perfurados e chegar ao manto usando um navio com uma sonda semelhante à de um petroleiro.

Buraco mais fundo da Terra começará a ser perfurado

 A missão não será simples: os materiais das brocas a serem usadas para perfurar a crosta e chegar ao manto devem resistir a pressões 2 mil vezes maior que a da superfície e temperaturas próximas a 900ºC, uma tarefa similar ao plano de extrair petróleo da camada de pré-sal do litoral paulista.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Abraços

Dakir Larara


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AS ILUSÕES QUE A HUMANIDADE CRIA PARA LIDAR MELHOR COM O FATO DE SERMOS MORTAIS

Em 1973, Ernest Becker escreveu um livro chamado “A negação da morte” e no ano seguinte ganhou um Pulitzer Prize por isso.

No vídeo abaixo, o filmmaker Jason Silva resume as 3 ilusões (apontadas por Becker) que a humanidade criou para tentar “resolver o problema” de sermos simples mortais.

A primeira ele chama de Solução Religiosa. A religião, em si. Nela, nós vivemos para sempre e somos de alguma forma libertados da nossa mortalidade. Todas as pessoas que amamos ficarão conosco no paraíso. Mas quando o conhecimento da humanidade ficou mais avançado e as descobertas tecnológicas e científicas foram inevitáveis, essa solução religiosa passou a não funcionar mais para muita gente.

A segunda Becker chama de Solução Romântica, onde nós identificamos nossos amados. Nós fazemos deles nossos salvadores. “Ela é como o vento”, “ela é como o sol”, “ela é minha salvação”. Mas inevitavelmente quando nossos amados acabam revelando suas fraquezas humanas, nós somos lembrados de nossa própria fragilidade, nossa própria mortalidade, e é por isso que relacionamentos fracassam no fim das contas.

E a terceira solução para a morte, de acordo com Becker, é a Solução Criativa. Tem a ver com criar trabalhos transcendentes, criar arte transcendental – algo que vá viver mais tempo do que você. A estátua. O legado. E essa é possivelmente a solução mais nobre, apesar de não resolver de verdade o problema da morte e nós continuarmos virando comida para minhocas depois de morrermos.

A quarta solução, quando todas as outras fracassam, é a humanidade superar a morte não metaforicamente, mas de verdade – através da tecnologia e da criatividade.

“É uma epifania”, diz ele.

Abraços

Dakir Larara

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MÚSICA LIBERA DOPAMINA EM SEU CORPO E, SIM, PODE VICIAR!

A animação abaixo conta um pouco sobre como o corpo humano cria mecanismos para recompensar algumas coisas que fazemos.

O prazer encontrado no sexo e nos alimentos, por exemplo, é simplesmente uma recompensa que o seu corpo te dá por ter ido atrás de coisas que são importantes para sua sobrevivência. E esse prazer, cientificamente falando, vem em forma de dopamina – uma das substâncias capazes de criar essa sensação em seu corpo.

Pois a música também é capaz de reter concentrações de dopamina em seu cérebro. Sintomas incluem dilatação da pupila, aumento da pressão sanguínea e aquela sensação de “I need more” que faz você ouvir uma música no repeat por horas e horas.

Pronto, agora você tem uma prova científica e uma animação engraçadinha para justificar aos seus amigos quando eles disserem que você está “viciado demais” em determinada música.

Abraços

Dakir Larara

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