Blog do Daka

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Esperar para atravessar nunca foi tão divertido

Muita gente não gosta de esperar para atravessar a rua. Pode ser por estar atrasado para um compromisso, ou por não ter nenhum carro passando. Mas tem gente que só não quer ficar esperando.

Para agradar aqueles que não têm lá muita paciência, a BBDO alemã em parceria com a Smart criou esse semáforo dançante.

Pra que arriscar a vida se você pode dançar e curtir um som enquanto espera a luz verde?

Abraços

Dakir Larara

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O sortudo e o criativo são a mesma pessoa?

O psicólogo Dr. Richard Wiseman conduziu um experimento ao longo de dez anos pra definir de onde vem a sorte. Não é que ser sortudo tem muito a ver com ser criativo? O experimento constatou, em primeiro lugar, que uma grande parte de ser sortudo está na nossa mente, e não na aleatória vontade do cosmos.

Dr. Richard Wiseman, psicólogo que conduziu o estudo.

Segundo o Dr. Wiseman (belo sobrenome para um cientista, hein?) caraterísticas como confiança nos próprios instintos, otimismo e percepção aguçada são parte do que fazem as pessoas terem sorte. Estas mesmas características também contribuem para a criatividade.

Veja aqui (em inglês) a versão curta do artigo do Dr. Richard Wiseman no blog 99u, ou a versão longa no site do jornal Telegraph da Inglaterra.

O artigo inclusive sugere mudanças que você pode fazer na sua vida para ter mais sorte. Embora não vá melhorar suas chances de ganhar na loteria, certamente pode te ajudar a ser mais criativo.

E aí??? Você é um criativo sortudo ou um sortudo sem criatividade???

Abraços e beijos.

Dakir Larara


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Um goleiro entrou para a História, por Joel Rufino dos Santos

Gostei do texto e da reflexão do historiador Joel Rufino dos Santos. Vale a leitura!

Quando, meses atrás, ocorreu com o Tinga, achamos que não se repetiria, era imitação das torcidas europeias. Dado novo é que o racismo brasileiro parece ter perdido a vergonha.

Anos 70. Um amigo meu assistia a um Flamengo x Grêmio. Toda vez que Cláudio Adão perdia um gol — e foram vários —, um sujeitinho se levantava para berrar: “Crioulo burro! Sai daí, ô macaco!” Meu amigo engolia em seco. Até que Carpegiani perdeu uma chance “debaixo dos paus”. Meu amigo se desforrou: “Aí, branco burro! Branco tapado!” Instalou-se um denso mal-estar naquele setor das cadeiras — o único preto ali era o meu amigo. Passado um instante, o sujeitinho não se conteve: “Olha aqui, garotão, você levou a mal aquilo. Não sou racista, sou oficial do Exército.” Meu amigo, aparentando naturalidade, encerrou a conversa: “E eu não sou.”

Jogo correndo, toda vez que Paulo César Caju perdia uma bola, um solitário torcedor do Grêmio, fileiras atrás, amaldiçoava: “Crioulo sem-vergonha! Foi a maior mancada o Grêmio comprar esse fresco…” Meu amigo virou-se então para o primeiro sujeito e avisou: “Olha, tem um outro oficial do Exército aí atrás…”

Quando, meses atrás, ocorreu com o Tinga, achamos que a cena não se repetiria, era imitação das torcidas europeias.

O dado novo é que o racismo brasileiro parece ter perdido a vergonha. Nelson Rodrigues, quando os críticos caíram em cima de “Anjo negro”, de 1957, disse que a escreveu para mostrar que nós, os brasileiros, não gostamos de pretos. Qual a obrigação de gostar de preto, ou de branco, ou de chinês, ou de selenitas se eles aparecerem um dia? Moralmente, nenhuma. As subjetividades se formam por movimentos simultâneos de identidade e alteridade. Os brasileiros, sendo humanos, têm o mesmo problema de origem: o outro. O preto, aqui, é um dos outros do branco e vice-versa. Ocorre que as relações entre esses outros se deram num quadro histórico dado: a construção tardia da nação. É a razão mais geral que encontro para explicar a meus filhos e netos a frase de Nelson Rodrigues: o brasileiro não gosta de pretos. Não devem sofrer por isso, nem sentirem culpa por, eventualmente, não gostar de japas, de paraíbas, de alemães etc. A materialidade desse gostar-não-gostar, dessa atração-rejeição se encontra na formação histórica do país.

Sim, porque a atração está contida na rejeição. É quase certo que quem chama o seu outro de macaco (quer dizer, animalesco, fedorento, perigoso) é isso mesmo que queria: fazer amor animal, sentir-lhe o odor, correr o risco de gozar com ele. A histérica torcedora flagrada “dando espetáculo”tem um codinome, é a Virgínia de “Anjo negro”; Aranha é o Ismael: o amor-ódio que os une não terá fim neste mundo.

Outro escritor “reacionário”, Guimarães Rosa, desceu também à profundidade do racismo, às suas fossas submersas. Soropita, ex-jagunço, volta para casa prelibando o reencontro com a mulher. Ela fora puta em Montes Claros, ele a desposara, e se esconderam num canto das Gerais. A certa altura, Soropita emparelha com um bando a que pertencera, vão na mesma direção. Conversam de façanhas, de lembranças miúdas. No bando, há um preto, Iládio. O imaginário de Soropita se excita: e se Iládio se deitou, com seu membrão, com Doralda? O horror cresce, chegam ao ponto em que vão se separar, em frente à casa de Soropita, onde o espera Doralda, branca e cheirosa. Surpreendendo a todos, Soropita aponta a arma para Iládio e exige que ele se ajoelhe e peça perdão. Ninguém sabe por quê, nem o próprio Iládio, nem Soropita. “Tu, preto, atrás de pobre de mulher, cheiro de macaco…” Iládio se ajoelha chorando: “Tomo benção… tomo benção.”

Aranha não tomou bênção, saiu da sexualidade para entrar na História.

Joel Rufino dos Santos é historiador

Leia a matéria completa em: Um goleiro entrou para a História, por Joel Rufino dos Santos – Portal Geledés


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Medo de Altura?

Difícil olhar para Alex Honnold atravessando a rua com sua camisa xadrez inseparável e imaginar que se trata de um dos maiores escaladores que esse mundo já viu. Especialista em escaladas de grandes paredes em “solo” (modalidade que se escala sem corda), Alex foi responsável por quebrar algumas dezenas de recordes no universo da escalada, desde ascensões meteóricas realizadas em poucas horas até escaladas técnicas que nenhum outro escalador se aventurou a realizar sem corda. Nessa modalidade de escalada, não existe margens para erros, pois simplesmente se escala com a morte ao lado dando uma espiada e verificando a subida. Para quem tem medo de altura, mãos suadas, calafrios e arrepios são as sensações que brotam ao assistir aos filmes desse escalador. Mas existe uma pergunta muito mais profunda a ser discutida e que sempre ouço por aí: vale a pena o risco?

Na visão de quem faz, sim, vale a pena! E a grande maioria dos escaladores/alpinistas que praticam essa modalidade tentam realizar seus feitos longe dos holofotes da mídia e de outras pessoas. É um momento pessoal, de concentração extrema, de entendimento e compreensão dos limites do próprio corpo, e principalmente um teste psicológico, onde o medo se torna um companheiro constante. Em janeiro desse ano Alex Honnold fez sua escalada mais difícil, considerada o “solo” mais ambicioso já registrado até agora… 500m de uma via chamada “El Sendero Luminoso”, no México. Para se ter ideia do feito, ele realizou a escalada em 3 horas sendo que duplas de escaladores experientes costumam demorar 2 dias. Alex Honnold dedica toda a sua vida para se tornar melhor, mais confiante e principalmente mais feliz em sua modalidade. Suas conquistas e atitudes de acreditar realmente no que faz, colocando em risco sua vida e confiando plenamente na sua capacidade física e mental, é no mínimo inspirador.

Abaixo um pouco mais de suas escaladas.

 

 

Abraços e beijos!

Dakir Larara