Blog do Daka

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SILFRA CRACK: MERGULHANDO ENTRE DUAS PLACAS TECTÔNICAS

Como vocês devem saber, o substrato do nosso planeta é um mosaico de “rachaduras” as quais dividem o planeta em blocos. São as famosas “placas tectônicas”, que se movimentam em função da dinâmica interna da Terra, gerando todo tipo de atividade associada à essa dinâmica, como terremotos, vulcanismo, maremotos etc. e tal.

Uma dessas “mega” fendas passa bem pelo meio do Oceano Atlântico (a dorsal Meso Atlântica), quase de um polo ao outro, no assoalho da bacia do Atlântico.

Lá para norte, ela passa exatamente pelo meio da Islândia, ficando visível e separando metade da ilha em direção à placa da América do Norte e  a outra metade no sentido da placa Eurasiática para o lado da Europa e Ásia. Tal fenda/rachadura é chamada de Silfra Crack. Ela tem poucos metros e água absolutamente limpa e cristalina porque, além da temperatura ser muito baixa (dificultando a presença de vida aquática), ela recebe a água cristalina que flui das geleiras do entorno. É o paraíso dos mergulhadores, pois apresenta uma visibilidade superior a 100 metros.

Taí a dica e curtam as fotos.

E como se isso já não bastasse, em alguns lugares é possível… colocar uma mão em cada placa tectônica… É brincadeira?!

Grrrrhh!! Impedindo mais um terremoto!!!”

Abraços e até a próxima.

Dakir Larara

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Cientista brasileira faz viagem virtual ao centro da Terra

Chegar à Lua, a quase 400 mil quilômetros de distância, ou enviar um robô a Marte pode parecer mais fácil do que conhecer a composição e o funcionamento do interior da Terra, uma esfera quase perfeita com 12 mil quilômetros (km) de diâmetro. Os furos de sondagem chegaram a apenas 12 km de profundidade, mal vencendo a crosta, a camada mais superficial.

Análises científicas mais modernas têm feito avançar a imagem que se tem de como seria o centro da Terra. [Imagem: Revista Pesquisa Fapesp]

Como não podem examinar diretamente o interior do planeta, os cientistas estão se valendo de simulações em computador para entender como se forma e se transforma a massa sólida de minerais das camadas mais profundas do interior do planeta quando submetida a pressões e temperaturas centenas de vezes mais altas que as da superfície. Como resultado, estão identificando minerais que se formam milhares de quilômetros abaixo da superfície e reconhecendo a possibilidade de existir um volume de água superior a um oceano disperso na espessa massa de rochas sob nossos pés.

Viagem virtual ao centro da Terra

A física brasileira Renata Wentzcovitch, pesquisadora da Universidade de Minnesota, Estados Unidos, é responsável por descobertas fundamentais sobre o interior do planeta empregando, justamente, técnicas matemáticas e computacionais, que ela desenvolve desde 1990.

Em 1993, ela elucidou a estrutura atômica da perovskita a altas pressões; a perovskita é o mineral mais abundante no manto inferior, a camada mais ampla do interior do planeta, com uma espessura de 2.200 km, bem menos conhecida que as camadas mais externas. Em 2004 Renata e sua equipe identificaram a pós-perovskita, mineral que resulta da transformação da perovskita submetida a pressões e temperaturas centenas de vezes mais altas que as da superfície, como nas regiões mais profundas do manto.

A perovskita transforma-se em pós-perovskita no interior da Terra, eventualmente decompondo-se em óxidos simples próximo ao núcleo de planetas gigantes, como Saturno ou Júpiter. [Imagem: Revista Pesquisa Fapesp]

Os resultados ajudaram a explicar as velocidades das ondas sísmicas, geradas pelos terremotos, que variam de acordo com as propriedades dos materiais que atravessam e representam um dos meios mais utilizados para entender a composição do interior da Terra. Agora novos estudos da pesquisadora indicaram que a pós-perovskita tende a se dissociar em óxidos elementares, como óxido de magnésio e óxido de silício, à medida que a pressão e a temperatura aumentam ainda mais, como no interior dos planetas gigantes, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

“Estamos com a faca e o queijo na mão para descobrir a constituição e as diferenças de composição do interior de planetas”, diz.

Zona de transição

Por meio de trabalhos como os de Renata e seu grupo agora se começa a ver melhor como os minerais do interior da Terra tendem a perder elasticidade e se tornarem mais densos quando submetidos a alta pressão e temperatura, que aumentam com a profundidade. Em razão do aumento da pressão é que se acredita que a densidade do centro da Terra – formado por uma massa sólida de ferro a temperatura próxima a 6.000 graus Celsius (ºC) – seja de quase 13 gramas por centímetro cúbico, quatro vezes maior que a da superfície, indicando que em um mesmo volume cabem quatro vezes mais átomos. Segundo Renata, as técnicas que desenvolveu podem prever o comportamento de estruturas cristalinas complexas, formadas por mais de 150 átomos. “Ao longo do manto terrestre, as estruturas cristalinas dos minerais são diferentes, mas a composição química das camadas do interior da Terra parece ser uniforme.”

Sem direito à ficção e apegados a métodos rigorosos, como a análise dos resultados de cálculos teóricos, de experimentos em laboratório, de levantamentos geológicos e da velocidade das ondas sísmicas, físicos, geofísicos, geólogos e geoquímicos estão abrindo o planeta e ampliando o conhecimento sobre as regiões de massa rochosa compacta abaixo do limite de 600 km, que marca uma região mais densa do manto, a chamada zona de transição, a partir da qual se conhecia muito pouco.

Terremotos e jazidas minerais

Os especialistas acreditam que seus estudos permitirão entender melhor – e talvez um dia prever – os terremotos e os tsunamis, além de identificar jazidas minerais mais facilmente do que hoje, se conseguirem detalhar a composição e os fenômenos das regiões inacessíveis do interior do planeta. Mesmo das camadas mais externas estão emergindo novidades, que desfazem a antiga imagem do interior do planeta como uma sequência de camadas regulares como as de uma cebola.

sonda espacial GOCE permitiu recentemente traçar o geóide, como é conhecido o formato da Terra. Os resultados abrem caminho para novos entendimentos da dinâmica e da composição das camadas internas do planeta. [Imagem: ESA/HPF/DLR]

Em 2003, por meio de levantamentos mundiais detalhados, pesquisadores dos Estados Unidos começaram a ver irregularidades da crosta, cuja espessura varia de 20 a 68 km, deixando as regiões mais finas mais sujeitas a terremotos e, as mais espessas, a colapsos. Muitos estudos em andamento se concentram no manto, uma espessa camada sólida, levemente flexível, que se deforma muito lentamente, como o piche.

Furos na Terra

A não ser nas raras ocasiões em que o magma emerge por meio dos vulcões, trazendo material do manto, os estudos são feitos de modo indireto, por meio do monitoramento da velocidade das ondas sísmicas, e é difícil saber diretamente o que se passa no manto. Os japoneses querem ir além do recorde de 12 km já perfurados e chegar ao manto usando um navio com uma sonda semelhante à de um petroleiro.

Buraco mais fundo da Terra começará a ser perfurado

 A missão não será simples: os materiais das brocas a serem usadas para perfurar a crosta e chegar ao manto devem resistir a pressões 2 mil vezes maior que a da superfície e temperaturas próximas a 900ºC, uma tarefa similar ao plano de extrair petróleo da camada de pré-sal do litoral paulista.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Abraços

Dakir Larara


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Texto para o segundo estudo dirigido de Fundamentos de Geologia e Mineralogia

Olá queridos alunos!! Está disponível para download imediato, o texto para o estudo dirigido sobre a temática da água subterrânea. As questões foram passadas na última aula de quinta (dia 25/08).

Clique AQUI para baixá-lo.

Abraços

Dakir Larara


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Aulas 3 e 4 de Fundamentos de Geologia e Mineralogia

Olá pessoas!!! Está disponível para download imediato, as duas últimas aulas da disciplina de Fundamentos de Geologia e Mineralogia. É só clicar nos links abaixo.

->Aula 3 – Mineralogia<-

->Aula 4 – Minerais e Rochas<-

Abraços

Dakir Larara


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Lua Velha ou Lua Nova??

Interessante o artigo que questiona a datação da Lua. Vale a pena a leitura!!

Datação de rochas lunares sugere que o nosso satélite natural pode ter se formado bem depois que o estimado. Outra hipótese é de que as teorias mais aceitas sobre a sua formação estejam erradas.

Por: Sofia Moutinho

Além de musa dos apaixonados, a Lua é também recorrente objeto de estudo da ciência. A mais nova descoberta sobre o satélite, publicada hoje (17/8) no site da Nature por pesquisadores dos Estados Unidos e da França, põe em xeque o que se sabia até aqui sobre a sua história e sugere que ou ela é 200 milhões de anos mais nova do que se pensava ou as teorias mais acreditadas sobre sua formação estão erradas.

Segundo o estudo, a Lua pode ser mais jovem do que se imaginava ou nunca ter tido o oceano de magma previsto nas teorias geológicas sobre sua formação. (foto: Lunar and Planetary Institute and G. Bacon – STScI)

São várias as teorias para origem da Lua. Algumas afirmam que ela teria se formado a partir de um pedaço da Terra ejetado para o espaço durante uma colisão com outro astro. Outras supõem que esse impacto teria originado duas luas, que mais tarde se fundiram em uma só.

Apesar das diferenças, a maioria das teorias defende que essa massa inicial seria coberta por um oceano de magma, que teria se resfriado e formado a crosta lunar há 4.527 milhões de anos.

No entanto, uma análise aprofundada – por datação isotópica – de rochas do tipo anortosito ferroso, consideradas as mais antigas da Lua e coletadas pelas missões Apolo 11 e 16 nessa camada de antigo magma, revelou uma idade de 4.360 anos, inferior a estimada anteriormente e milhões de anos mais nova que o Sistema Solar.

Amostra da rocha lunar anortosito ferroso, coletada pela missão Apollo 16 e analisada pelos pesquisadores. (foto: Jeff Kubina/ Flickr – CC BY-SA 2.0)

A diferença de idade apontada pela análise deu margem a uma série de questionamentos na comunidade científica. Alguns pesquisadores desconfiam que as teorias mais aceitas sobre a formação da Lua podem simplesmente estar erradas.

“A idade extraordinariamente nova dessas rochas significa que a Lua se solidificou bem depois do que se estimava ou então que ela não foi formada por um oceano de magma”, afirma o geoquímico e líder da pesquisa Lars Borg, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos. “Precisaremos mudar todo o nosso entendimento sobre a sua história geológica”, acrescenta.


Outras hipóteses

O pesquisador assume que também existe a possibilidade de que as rochas estudadas não sejam as mais antigas da Lua e diz que vai continuar os experimentos para verificar se o oceano de magma realmente existiu.

“Vamos repetir as medições em outras rochas na tentativa de determinar um intervalo de idade para a crosta lunar e vamos avaliar também as relações temporais entre diferentes tipos de rochas para obter uma imagem mais clara do seu processo de formação”, conta o geoquímico.

Segundo Borg, compreender a formação da Lua é fundamental para conhecer a geologia da própria Terra. “A lua é uma testemunha do passado do nosso planeta”, diz. “Entendê-la é entender a Terra, pois os dois astros estão ligados desde o impacto gigante que a formou.”

Fonte: http://www.cienciahoje.com.br


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Apostila e aula 1 e 2 de Fundamentos de Geologia e Mineralogia

Alô, alô alunos e alunas da disciplina de Fundamentos de Geologia e Mineralogia!! Está disponível para download imediato, a apostila da nossa disciplina, bem como as apresentações em PPT referentes às aula 1 e 2.

É só clicar nos links para baixá-los!!

=>Apostila<=

=>Aula 1<=

=>Aula 2<=

Abraços

Dakir Larara