Blog do Daka

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Como costurar um Planeta

“Pare de falar de Holoceno! Estamos no Antropoceno”

Hein? Como? É…pití de cientista é assim… dramático e complexo.

Foi assim que, num surto, o químico e ganhador de Prêmio Nobel Paul Crutzen interrompeu o palestrante no meio de uma importante conferência global (The Effects of Ozone-Depleting Compounds), cheia de cientistas e gente inteligente, há 10 anos, lá na Holanda. [Cabe salientar que a minha amada orientadora do doutorado, Dirce Suertegaray, já afirmava isso bem antes do tal Crutzen. Lá nas aulas da disciplina de Geomorfologia (de forma sintética, estuda o relevo e seus processos geradores) em meados dos anos 90 ela dizia: “Para muitos autores e para mim, estamos no período Quinário (ou Antropoceno) e na época Tecnogênica…”.]

O tal Holoceno, é uma época que se iniciou na última Era do gelo (há 12 mil anos) e se extende até hoje. E como você deve saber, “antropo” significa “homem”. O que Paul Crutzen  e Dirce Suertegaray quiseram dizer é que essas eras sempre foram medidas pelo impacto do planeta sobre o homem. Mas, agora as coisas se inverteram, e o impacto do homem sobre o planeta é, pela primeira vez na história, mais relevante. Portanto, agora é “Antropoceno“. Ou seja, pela primeira vez conseguimos criar um impacto sobre o planeta equiparável a uma era glacial.

No Terra vs. terráqueos, viramos o jogo.

MAS O QUE FOI QUE FIZEMOS?

Fizemos o maior liga-pontos do universo conhecido. Estamos construindo há milhões de anos uma malha de ligações entre pessoas. Criamos desenhos, estradas, pontes, línguas, alfabetos, livros, postes de luz, antenas, cabos submarinos de internet. Tudo o que foi (e for) possível para nos ligar uns aos outros, apesar de umas guerras aqui e acolá. Queremos nos unir, nos aproximar e com o perdão da palavra desgastada, nos conectar. E quanto mais a gente consegue, mais rápido criamos novas ligações.

De certa forma, parafraseando o biologista E. O. Wilson, posso afirmar que  o nosso padrão deixou de ser o do primata e ficou mais bacteriano. Nosso planeta que era assim como esse primeiro frame do video abaixo, ficou… (essa é a deixa para você dar o play)

… assim:

Parece linguagem de tecnologia, mas eu enxergo poesia pura, de emocionar mesmo. Vamos ver o que fazemos daqui para frente, já que estamos de mãos dadas, mais íntimos. Torço por orgiais cerebrais homéricas. O video é uma criação da Globaia.

Abraços

Dakir Larara

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Construa comigo uma imagem mental das dimensões do cosmo

Eu sempre adorei astronomia. Desde pequeno lembro-me de olhar fascinado uma coleção de livros da enciclopédia Mundo da Criança que meus pais me deram, com fotos de estrelas e galáxias. Era o início dos anos 80, o homem já havia pisado na Lua, o universo era fascinante, inescrutável e em preto e branco. Foi só nos anos 1990, com as imagens captadas pelo telescópio espacial Hubble, que o universo foi pintado com cores deslumbrantes. Foi quando descobrimos que aquelas nebulosas distantes não eram nuvens de poeira acinzentada, mas que reluziam com todos os tons cores do espectro.

Ainda guri, fascinado com a beleza monocrômica das estrelas e galáxias, comecei a tentar conceber o que significariam as inconcebíveis distâncias cosmológicas envolvidas. Naquela época, li que a Via Láctea, a nossa galáxia, é uma espiral com 100 bilhões de estrelas e um diâmetro de 100 mil anos-luz. É impossível imaginar o que isto significa. Mas confesso que, aos 12 anos, tentei fazê-lo. Eu queria imaginar mentalmente o que significariam os 100 mil anos-luz do diâmetro da Via Láctea para, a partir deste cálculo, tentar imaginar o tamanho do universo.

Nos anos 1970, a teoria do Big Bang já estava bem consolidada. Ela reza que o universo surgiu de uma explosão primordial que lançou matéria e energia em todas as direções. Com o passar das eras, matéria e energia começaram a formar galáxias e estrelas. Nos anos 1970, a idade do universo ainda era incerta. Lembro que meus primeiros cálculos mentais foram feitos com base num universo surgido há 20 bilhões de anos – hoje sabemos com precisão que o Big Bang aconteceu há 13,7 bilhões de anos.

O universo é tão antigo e sua escala de tempo é tão deslocada da escala de tempo de uma vida humana, ou mesmo da civilização, que se torna incompreensível. Não é possível imaginar o que são 13,7 bilhões de anos. Mas é possível conceber analogias que nos aproximem – se não de uma resposta –, pelo menos de um significado, de uma imagem cerebral do universo.

Vamos lá. O segredo deste exercício mental é esquecer a palavra tempo, e passar a imaginar o tempo como um sinônimo de espaço. Na verdade, o espaço e o tempo são duas faces da mesma moeda universal, assim como a matéria e a energia, como Albert Einstein nos ensinou. O espaço e o tempo nasceram com o Big Bang. Logo, não faz sentido tentar imaginar se existe algo “fora” ou “além” do universo, porque só existe espaço e tempo no universo. Se existem outros universos ou universos-bebês?, e se eles nascem do interior de buracos-negros para se expandir em dimensões desconhecidas?, estas são especulações teóricas do âmbito dos cosmólogos – e terreno fértil para quem busca respostas metafísicas para a origem de tudo. Confesso que não é o meu caso na maioria das vezes, mas como diz a frase “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay” (“Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”).

Como imaginar o tamanho da Via Láctea?

A unidade de distância cosmológica é a velocidade da luz, ou seja, 299.792,49 quilômetros por segundo, que se convencionou arredondar para 300 mil km/s. É muito. A nave espacial mais veloz construída pelo homem é a sonda americana Voyager I, lançada em 1977. Passados 34 anos, a Voyager I se encontra neste momento além da órbita de Plutão, na porta de saída do Sistema Solar. Sua velocidade é 17,46 km/s. Ou seja, a Voyager I cobriria os 446 km que separam São Paulo do Rio de Janeiro, por exemplo, em 25 segundos. É muito rápida, mas uma lesma paralítica caso comparada à velocidade da luz. A velocidade da luz é mais de 17 mil vezes superior à da Voyager I.

Basta um segundo para a luz completar 7,5 voltas em torno da Terra, cuja circunferência é de 40 mil km. A distância média da Terra à Lua é de 384 mil km. A luz emitida pelo Sol que ilumina a superfície da Lua, e reflete em direção à Terra leva 1,28 segundos para, saindo da Lua, atingir a sua retina. Ou seja, a imagem que vemos da Lua é como ela era 1,28 segundos no passado.

O Sol encontra-se a 150 milhões de km da Terra. A luz leva 8 minutos e 18 segundos para cobrir essa distância. Se o Sol explodisse neste exato instante – fique tranquilo, isto jamais acontecerá – a imagem da explosão só seria visível daqui 8 minutos e 18 segundos – e seria a última coisa que qualquer um de nós assistiria, pois a Terra deixaria de existir.

É quando olhamos o céu noturno pontilhado de estrelas que as coisas começam a ficar realmente assombrosas. Quantas estrelas existem no céu? Elas são incontáveis, e ainda assim são um número ínfimo se comparado às estrelas da Via Láctea que são invisíveis ao olho nu. Pensando apenas nos pontinhos cintilantes que conseguimos distinguir no céu noturno, quão longe eles estão? Bem longe. De todas as estrelas no céu, a mais próxima do sistema solar é, como seu nome indica, Próxima Centauri, a 4,2 anos-luz de distância. A mesma luz que dá 7,5 voltas na Terra em um segundo precisa de 4,2 anos para cobrir a distância que separa Próxima Centauri do Sol. Daí se conclui que a luz de todas as estrelas que observamos à noite levou, NO MÍNIMO, 4,2 anos viajando pelo espaço interestelar até chegar à nossa retina.

Agora estamos começando a adentrar as dimensões cósmicas. Elas são incompreensíveis. Estão aquém e além das dimensões do microcosmo ao qual estamos acostumados. Aqui, a unidade básica é o ano-luz, a distância que a luz percorre em um ano, ou 9,46 trilhões de quilômetros. Este número é tão grande que, para todos os efeitos, não tem significado algum. Pode esquecê-lo. Nossa unidade é o ano-luz.

Sabemos que a Via Láctea é uma imensa galáxia em espiral que abriga 100 bilhões de estrelas e tem um diâmetro de 100 mil anos-luz. Ou seja, a luz emitida por uma estrela em uma extremidade leva 100 milênios para atingir a outra extremidade. Há 100 mil anos, nossa espécie, os Homo sapiens, ainda se encontrava confinada na África.

A galáxia gigante de Andrômeda, irmã gêmea da Via Láctea, é a galáxia em espiral mais próxima da nossa. Andrômeda está a 2,9 milhões de anos-luz de distância. Vale dizer que, ao usar-se um telescópio para observar Andrômeda, o que se vê é a luz que saiu dela para cobrir a vastidão intergaláctica há 2,9 milhões de anos, quando Lucy e os Australopithecus afarensis viviam tranquilos na África, sem sonhar que, de sua linhagem, evoluiriam primatas capazes de ir á Lua.

Como imaginar o tamanho do universo?

Foi este o cálculo mental que fiz pela primeira vez aos 12 anos. Agora que sabemos que a Via Láctea mede 100 mil anos-luz, esqueça tudo isto e considere os 100 mil anos-luz da nossa galáxia como se sendo apenas e tão somente um centímetro do metro de uma trena cósmica. Nesse caso, Andrômeda estaria a 29 cm de distância. Não parece tão longe quanto antes, parece?

Longe mesmo são os confins do universo. O universo surgiu há 13,7 bilhões de anos. O Big Bang foi uma explosão que lançou matéria e energia em todas as direções, logo as primeiras radiações emitidas estão há 13,7 bilhões de anos viajando em todas as direções. Se imaginarmos o universo como um balão de festa que vai enchendo na medida em que se sopra dentro dele, 13,7 bilhões de anos, ou 13,7 bilhões de anos-luz, é o raio do balão. Como o diâmetro é o dobro do raio, o diâmetro do universo deve estar em cerca de 27,4 bilhões de anos-luz.

Retome agora a nossa trena cósmica e vamos calcular o tamanho do cosmo. Se os 100 mil anos-luz da Via Láctea correspondem a um centímetro da trena cósmica, quanto seria 27,4 bilhões de anos-luz? A conta é fácil, embora cheia de zeros. Uso uma calculadora para chegar ao resultado. Obtenho a resposta. O diâmetro do universo é 274 mil vezes maior que o da Via Láctea. Convencionamos que o comprimento da nossa galáxia é um centímetro, certo? Então o diâmetro do universo é 2,74 km.

O universo pode ser imaginado como uma esfera em expansão com diâmetro atual de 2,74 km, sendo que cada centímetro equivale a uma Via Láctea. Esta esfera tem um volume de 10,77 km³. Em seu interior cabe todas as 400 bilhões de galáxias do universo visível, cada qual com uma média de 100 bilhões de estrelas, cada uma com seus incontáveis planetas.

“O universo é um lugar muito, muito grande”, lê-se no romance “Contato” (1985), de Carl Sagan. “Se só existisse vida aqui na Terra, então o universo seria um enorme desperdício de espaço.” Não consigo imaginar afirmação mais verdadeira.


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Resenha do filme Os Vingadores

Os Vingadores

Após anos de expectativa, estreia Os Vingadores, o épico do Marvel Studios que reúne nos cinemas pela primeira vez a equipe formada por Capitão América, Thor, Homem de Ferro e Hulk. E, mais uma vez, a Marvel faz bonito.

Dizer que cada filme do Marvel Studios é melhor do que o anterior está virando clichê, mas é verdade. Os Vingadores é o melhor filme do estúdio até agora e faz história no cinema ao reunir, pela primeira vez, personagens de outras franquias em um mesmo filme. Este é um dos maiores triunfos do longametragem: conseguir unir personagens tão diferentes dentro de uma história coesa e que faça sentido. Ms não precisa se preocupar: foi feito.

O mérito é todo do diretor e roteirista Joss Whedon. É simplesmente impressionante como ele consegue pegar sete personagens fortes – os seis Vingadores mais Nick Fury – e dar tempo de tela equilibrado para cada um deles, desenvolver suas personalidades básicas, colocá-los em conflito, mostrar a necessidade de união e jogá-los contra uma ameaça enorme.

Naturalmente, Tony Stark rouba um pouco a cena, com sua “presença”, magnetismo, piadas e falas certeiras. Afinal, além do talento avassalador de Robert Downey Jr., o Homem de Ferro tem a franquia de maior sucesso até agora, dentro do Marvel Studios. Mas ainda assim, sua figura não se sobressai demais.

Cada um tem o seu arco próprio e relevância: o Capitão América está deslocado no tempo, mas se mostra o líder que a equipe precisa; Thor está ao mesmo tempo furioso e atormentado pelas ações de seu irmão, LokiBruce Banner precisa manter controle o tempo todo sobre o Hulk; a Viúva Negra se protege sob uma fachada de frieza, mas se percebe que ela sofre com seu passado “sujo”; o Gavião Arqueiro é manipulado por Loki e precisa se vingar; e Nick Fury tem que lidar com o fardo de comandar a defesa da Terra contra ameaças impossíveis de debelar, o que lhe leva a atitudes, por vezes, extremas.

Agente Phil Coulson e a Agente Maria Hilltêm sua relevância à trama e momentos fortes no filme. Curiosamente, Whedon usa o personagem de Coulson para fazer uma homenagem aos fãs dos quadrinhos, o que é muito legal. Pepper Potts (Gwynelt Paltrow ) também aparece, agora vivendo “maritalmente” com Stark, embora seja apenas decorativa no filme.

O vilão Loki retorna, mas está diferente. EmThor ele é um vilão relutante, alguém consumido pela inveja e atormentado com a descoberta de que é adotado, mas em Os Vingadores, é um vilão completo: sádico, assassino, dominador. Ele se alia à raça dosChitauri para pegar o Cubo Cósmico – que nos filmes se chama Tesseract – e usá-lo para abrir um portal à Terra que permita-os invadi-la. Em troca, recebe um cetro de grande poder – aparentemente com uma das Joias do Infinito na ponta – e a possibilidade de, com ele, reinar sobre Asgard, seu maior objetivo.

estrutura do filme é bem interessante e diferente das demais do Marvel Studios. Até agora, quase todos os filmes foram de apresentação de personagens – a exceção, claro, é Homem de Ferro 2 – que precisam gastar tempo contando origens e definindo situações. Em Os Vingadores se parte do princípio de que o público conhece aqueles personagens, então, a história começa de uma vez. Isso o faz um filme de ação quase ininterrupta, algo inacreditável! É impressionante como um filme consegue ter tanta ação, ainda assim contar uma história e desenvolver 10 personagens!

É curioso que algumas críticas tenham reclamado de que o primeiro ato do filme é morno, mas isso não é verdade. O filme inicia com o acordo entre Loki e os Chitauri sendo selado, daí já vem uma cena de ação na qual o asgardiano invade uma base da SHIELD e confronta Nick Fury, Maria Hill e o Gavião Arqueiro. Loki “sequestra” este último e o Dr. Selvig – que também esteve em Thor e está estudando o Tesseract (O Cubo Cósmico que aparece no filme do Capitão América) – e os usa para desenvolver seu plano.

Então, Nick Fury movimenta a SHIELD e coloca a Viúva Negra para interromper uma missão na Rússia e encontrar o Dr. Bruce Banner na Ásia. Em pessoa, Fury convoca o Capitão América; enquanto o Agente Coulson vai falar com Tony Stark. A Viúva Negra encontra Banner e diz para ele que nunca esteve “desaparecido”, sendo monitorado o tempo todo. Todos se reúnem no Porta-Aviões da SHIELD, que se revela ser, na verdade, uma nave e decola vôo. A SHIELD quer que Banner use seus conhecimentos em radiação gama para encontrar o Tesseract, o que é feito. Loki aparece na Alemanha e o Capitão América e a Viúva Negra vão confrontá-lo, mas a luta é decidida com a chegada do Homem de Ferro.

Daí para frente, Thor também se junta ao grupo para levar o irmão de volta à Asgard, mas cada vez que algum membro dos Vingadores se encontra, surgem problemas e brigas. Assim, o filme copia com destreza a fórmula criada por Stan Lee na qual os heróis brigam o tempo todo. A própria história geral do filme é uma homenagem à Avengers 01, de 1963, criada por Lee e Jack Kirby, na qual Loki termina unindo os Vingadores sem querer.

Se a ação vem de tempos em tempos no primeiro ato, ela é desenfreada do segundo ato em diante. Loki se mostra uma ameaça mesmo preso dentro do Aéreo-Porta-Aviões da SHIELD e os Vingadores começam a se unir em prol de uma causa única, embora o Hulk não “pense” assim.

E aqui vai um detalhe ao fã dos quadrinhos: sempre sonhou em ver uma luta do Thor contra o Hulk como aquelas que Stan Lee e Steve Englehart criaram? Aqui, você tem. Quer ver o Homem de Ferro contra o Thor também? Aqui você tem. Quer ver a Viúva Negra contra o Hulk? Talvez nunca tenha pensado nisso, mas também há. Viúva Negra versus Gavião Arqueiro, que ganha? Assista e saberá.

O Hulk de Mark Ruffalo é um caso à parte. A computação gráfica está muito melhor do que em Hulk (2003) e O Incrível Hulk (2008), o Hulk é menor, mais crível e tem pêlos e o Dr. Banner também está diferente. Sua personalidade está ainda mais conturbada, mas se esforçando em ser mais altruísta e sabendo do poder que tem. E se o Homem de Ferro rouba a cena nos primeiros dois terços do filme, o Hulk é a grande atração do terceiro ato.

O Hulk é uma das melhores atrações do filme e também rouba a cena quando aparece.

Não são poucas pessoas que estão destacando o Hulk como uma das melhores coisas do filme. Sua participação na batalha final – quando os Chitauri invadem a Terra – é fantástica e impressionante. E recheada de humor! Joss Whedon usa o humor o tempo todo, o que é um recurso muito agradável para o filme. A ação e o drama são intercalados com piadinhas, situações cômicas, mas nunca cretinas. Todas de bom gosto e bem colocadas, o que o torna ainda mais divertido.

Na batalha final, Whedon explora as habilidades de cada um dos Vingadores. Cada um mesmo! E mostra como cada um pode contribuir para enfrentar essa invasão de um exército de alienígenas dotados de armas impressionantes, como o monstro metálico chamado de Leviatãpelos fãs – não há um nome na trama, mas é uma clara homenagem ao Leviatã dos quadrinhos, contra qual os Vingadores lutaram uma vez.

É impressionante como Whedon conseguiu fazê-los atuar realmente como uma equipe em meio a uma batalha de proporções absolutamente épicas. O Capitão América os organiza em missões específicas para cada um, mas todos eles se ajudam, trocam de lugares e interagem uns com os outros, algo difícil de se ver nos cinemas – e talvez até nos quadrinhos. O diretor mostra uma habilidade que já tinha mostrado escrevendo histórias em qu

O Capitão América emerge como um verdadeiro líder, conduzindo a equipe e a organizando em batalha, o que dá uma importãncia singular ao personagem. E se alguém ainda tinha alguma reserva contra Chris Evans, esqueça! O ator nasceu para esse papel e está muito bom, totalmente convincente.

O final do filme ainda deixa uma surpresa – dessa vez, não após o créditos, mas durante os créditos, criando um gancho para Os Vingadores 2.

Enfim, a Marvel cumpriu sua missão com louvor! Os Vingadores é um filme de ação excepcional, que faz o deleite de quem é  desses personagens – é um filme feito por fãs para fãs – e também funciona muito bem para que não é fã de longa data, mas gostou dos filmes. Obviamente, quem não assistiu aos outros filmes do Marvel Studios, compreende a história de uma maneira geral, mas não vai estar imerso de verdade no filme.

Até cenas dos filmes anteriores são mostradas. Quando Steve Rogers aparece pela primeira vez, revemos flashes do Capitão América lutando na II Guerra Mundial, advindas de O Primeiro Vingador; e quando a SHIELD lhe conta o caso do Dr. Banner, revemos rapidamente a cena do Hulk lutando contra o exército na universidade de O Incrível Hulk. Também aparece uma imagem de Jane Foster (Natalie Portman), a namorada de Thor em seu filme, mostrando como a SHIELD criou uma situação para defendê-la.

E para fechar, há de se comentar a grande polêmica envolvendo a ausência de créditos a Jack Kirby no filme, que surgiu na internet nos últimos dias e foram até perguntar a Stan Lee o por quê disso, algo que o irritou. Stan Lee recebe créditos como Produtor-Executivo, mas como Jack Kirby poderia, se ele morreu em1994? E tudo isso é estéril: nos créditos finais, está lá “Baseado nos quadrinhos da Marvel Comics criados por Stan Lee e Jack Kirby/Capitão América criado por Jack Kirby e Joe Simon”. O “rei dos quadrinhos” recebe seus créditos, sim. E duas vezes!