Blog do Daka

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Aziz Ab’Saber critica o Novo Código Florestal Brasileiro

Achei importante compartilhar com vocês a opinião de um dos maiores geógrafos brasileiros e mundiais sobre a polêmica temática que envolve o Novo Código Florestal. O homem sabe demais sobre a dinâmica dos processos naturais… Vale muito ler suas ideias.

Ab’Saber: “Se Dilma ouvisse quem entende, não concordaria com Código”. Palavras do Mestre!!!

O geógrafo Aziz Ab’Saber: “Tem gente que tem propriedade de um milhão de hectares na Amazônia”

Por Dayanne Sousa

O geógrafo Aziz Ab’Saber vê com gravidade os rumos da política ambiental brasileira. Enquanto a proposta de reforma no Código Florestal avança e pode ser aprovada em definitivo no próximo mês, estudos apontam erros na concessão de florestas para manejo sustentável. “É muito sério”, sentencia o cientista e professor da Universidade de São Paulo (USP).

– Se a dona Dilma ouvisse os cientistas e pessoas que entendem da Amazônia, ela não iria concordar com o Código – critica. Para ele, a discussão está rodeada por intenções apenas políticas. “Eu acho que o pessoal do governo, sobretudo o pessoal da Agricultura e da Ciência e Tecnologia estão inventando tudo o que podem para fazer política”.

Estudo feito pela Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq), da USP, apontou que o manejo sustentável – regulado pela Lei de Gestão de Florestas Públicas de 2006 – não é viável economicamente. Segundo a pesquisa coordenada pelo professor Edson Vidal, o intervalo de 30 anos imposto para o ciclo de corte não permite a recuperação das espécies com maior interesse comercial.

Ab’Saber destaca a pressão de grupos ruralistas e avalia que há um grande interesse pela manutenção de propriedades na Amazônia.

– Muita gente quer espaço como patrimônio, não é para explorar de forma sustentável. Tem gente que tem propriedade de um milhão de hectares na Amazônia. Até gente do exterior.

Leia a entrevista.

Um artigo recente da Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq) dá poucas esperanças de sucesso para o chamado manejo sustentável. A pesquisa estabelece que não seria nem mesmo economicamente viável.

Eu acho que o pessoal do governo, sobretudo o pessoal da Agricultura e da Ciência e Tecnologia estão inventando tudo o que podem para fazer política. O pessoal da Esalq tem suas razões. Lá no governo a coisa está muito séria, a Dilma herdou do Lula um quadro extremamente complicado. E ainda colocaram na Ciência e Tecnologia uma pessoa que nunca gostou de ciência, nunca fez ciência. É muito sério, eu não quero nem dar minha opinião porque eu tenho muitos inimigos. Você precisa ver como o Aldo Rebelo ficou furioso comigo porque eu fiz uma crítica séria da revisão do Código Florestal que ele queria.

Um embate inevitável…

Um dia desses o jornal colocou um morrinho baixinho com um pouquinho de árvore em cima para interpretar as bobagens que o Aldo falou sobre proteção de topos de morro. Só que ele não sabe nada sobre as cimeiras de certas áreas que tem terras altas. Nas regiões intermediárias de 100, de 150 metros de terrenos cristalinos e solo vermelho, tem que conservar toda a cimeira, não é um “morrotezinho”. E essas pessoas não sabem enxergar o que está perto dos seus olhos. Aí começa a fazer desenho, deixar que os jornalistas – que não têm culpa – pensem que é um morrotezinho, mas é uma cimeira de serranias florestadas, como é a Cantareira. E a zona costeira também tem outros problemas, precisa de proteção. É preciso conhecer o Brasil!

A política de concessão de florestas tem que ser revista?

Eles estão querendo, em cima do erro grande que já foi feito sobre a revisão do Código Florestal, ampliar a possibilidade de usar espaços em áreas que são reservas integradas na Amazônia. É uma coisa a mais. Precisa ser entendida pela pressão que a dona Kátia Abreu (DEM-TO) e outros estão fazendo. Eles querem é o espaço da Amazônia. Muita gente quer espaço como patrimônio, não é para explorar de forma sustentável.

Se essas alternativas não funcionam, como então cumprir a proposta de aliar desenvolvimento econômico com preservação?

A alternativa é não ampliar o espaço da Reserva Legal das propriedades. Tem gente que tem propriedade de um milhão de hectares na Amazônia. Até gente do exterior. Se você, em vez de conservar os 20% passíveis de serem ocupados por atividades agrárias, passar para 80%, imagina o que vai ser. Vão arrasar tudo, vender para terceiros desesperados para ter um patrimoniozinho.

Como o senhor tem acompanhado a discussão do Código Florestal? Tem alguma expectativa de que ela possa terminar bem?

Se a dona Dilma ouvisse os cientistas e pessoas que entendem da Amazônia, ela não iria concordar com o Código. Tenho plena certeza, pela competência e pela sensatez que ela tem, ela não iria concordar com o que esse pessoal está fazendo.

Fonte: Luis Nassif On Line

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Caixa tira do ar anúncio que retrata Machado de Assis como branco

A Caixa Econômica Federal suspendeu a veiculação de uma campanha publicitária sobre os 150 anos do banco que retrata o escritor Machado de Assis como um homem branco. A decisão veio após protestos na Internet e um pedido formal da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), órgão do governo federal com status de ministério.

O comercial criado pela agência Borghierh/Lowe viaja no tempo para mostrar que até os “imortais” foram correntistas do banco público. O problema é que o ator que representa o fundador da Academia Brasileira de Letras e autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é branco, sendo que o escritor era mulato.

Na nota oficial em que anuncia a interrupção da propaganda, a Caixa “pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial”.

Nesta segunda-feira, também em comunicado oficial, a Seppir classificou como “uma solução publicitária de todo inadequada” a escolha de um ator branco para interpretar Machado, por “por contribuir para a invisibilização dos afro-brasileiros, distorcendo evidências pessoais e coletivas relevantes para a compreensão da personalidade literária de Machado de Assis, de sua obra e seu contexto histórico”.

Além de pedir a suspensão do anúncio, a Seppir encaminhou pedidos de providencias ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Ministério Público Federal.

Leia abaixo a íntegra do comunicado da Caixa:

“A Caixa Econômica Federal informa que suspendeu a veiculação de sua última peça publicitária, a qual teve como personagem o escritor Machado de Assis. O banco pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial.

A CAIXA reafirma que, nos seus 150 anos de existência, sempre buscou retratar, em suas peças publicitárias, toda a diversidade racial que caracteriza o nosso país. Esta política pode ser reconhecida em muitas das ações de comunicação, algumas realizadas em parceria e com o apoio dos movimentos sociais e da Secretaria de Política e Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal.

A CAIXA nasceu coma missão de ser o banco de todos, e jamais fez distinção entre pobres, ricos, brancos, negros, índios, homens, mulheres, jovens, idosos ou qualquer outra diferença social ou racial.”

É, mais na prática a CAIXA que “nasceu coma missão de ser o banco de todos, e jamais fez distinção entre pobres, ricos, brancos, negros, índios, homens, mulheres, jovens, idosos ou qualquer outra diferença social ou racial.”  fez muito feio, mas feio mesmo nessa campanha de marketing horrosa. A empresa de publicidade que fez essa aberração, reitero, é Borghierh/Lowe. Só digo o seguinte: ISSO É PROFUNDAMENTE LAMENTÁVEL!!!

Segue o vídeo da campanha desastrosa da CAIXA

Fonte: http://www.viomundo.com.br

Abraços

Dakir Larara


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Sustentabilidade Urbana: muitas vozes por Porto Alegre

Achei importante compartilhar e divulgar para todos vocês!! Beijos e abraços!!!

Por Ana Carolina Martins da Silva*

O Vereador Adeli Sell está promovendo, juntamente com seu Gabinete na Câmara de Vereadores, o Colóquio: Sustentabilidade Urbana: Desafios para Porto Alegre, a se realizar no dia 27 de setembro, às 19h, no Plenário Ana Terra, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre/RS. Estarão presentes à mesa, Dakir Larara, Prof. Dr. (ULBRA): O Espaço Urbano e as Mudanças Climáticas; João Rocket, fundador do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Pampa (IPEP): Soluções Sustentáveis na ótica da Permacultura; a Mediação será de Teresinha Sá, profa. da Rede Municipal e Mestranda em Geografia (UFRGS) e eu abordarei: Políticas Públicas e Sustentabilidade na cidade.

Quando fui convidada para ser uma das painelistas do evento, tive duas sensações imediatas. Uma de pertença: afinal, depois mais de oito anos percorrendo as estradas pelo Estado do RS, em função de meu trabalho na UERGS, agora, eu sou cidadã de algum lugar! A outra foi a da responsabilidade de ganhar espaço de fala. Essas duas sensações me fizeram entrar em contato com coletivos aqui de Porto Alegre e estaduais, com amigos, com meus colegas professores e com meus alunos, solicitando que me dessem suporte para o debate, sugerindo algumas pautas que julgassem imprescindíveis serem abordadas. Desse amplo tema, eu ainda precisava decidir que aspecto iria abordar.

A resposta foi de tanta riqueza e de tanta generosidade em divisão de conhecimento que minha vontade foi de colocar todos à mesa conosco. Richard Bach, num livro chamado “Longe é um lugar que não existe”, encerrou a obra com o seguinte questionamento: “Quando se quer estar com quem se ama, já não se está lá?” Então, espero contar com todos e todas, na terça-feira, no dia 27/9, para que engrandeçam o debate com suas experiências.

Assim, reafirmo o convite e o agradecimento a todos e a todas que contribuíram com nosso trabalho, citando os principais pontos abordados.

– Por projetos de outros prédios autogestionários e sustentáveis no centro de Porto Alegre; Visibilidade ao Projeto Floresta Vertical Urbana, no Coletivo Utopia e Luta, que visa ampliar o Utopia mais três andares de hidroponia como Centro Cultural Público; Por um projeto sustentável ( e de LUTA e RESISTÊNCIA) da cidade.

– Colocar em debate pontos como: a questão da energia solar em construções; o uso de material que tenha maior permeabilidade, do que o asfalto, contribuindo assim com a drenagem urbana; Melhoria nos projetos para as habitações públicas, utilizando as ventilações cruzadas, evitando o consumo excessivo de energia; Incentivo ao uso do transporte público; Incentivo da utilização de matérias provenientes da região e não de matérias de outras regiões, evitando o transporte.

– Atenção especial dos governantes referente à destinação adequada dos resíduos sólidos, conforme preconiza a Lei 12.305/10, que determina a implantação do reaproveitamento e da reciclagem como obrigação para os municípios. Poderíamos retomar o projeto do Ecoparque Resíduos Sólidos, com a finalidade de reaproveitar a fração orgânica (biomassa) através da biodidegestão com a obtenção de energia elétrica. Isso pressupõe um funcionamento efetivo da coleta seletiva em 100% das cidades da RMPA.

– SALVEM AS ÁREAS NATURAIS E RURAIS DE PORTO ALEGRE, URGENTEMENTE!

– Implementação de políticas públicas de proteção ambiental, para evitar a expansão ilimitada das áreas urbanas da cidade, o que acarreta em desaparecimento de biodiversidade de arroios, orla do Guaíba, encostas de morros, paisagem natural e demais itens da biodiversidade associada.

– Sugerimos também que TODOS os vereadores não aceitem mais recursos de campanha eleitoral de parte do Sinduscom e grandes empresas da construção civil e mercado imobiliário de Porto Alegre, senão, na condição de reféns do capital pesado destes setores, as coisas vão continuar como estão…

– Defesa da zona rural de POA, formando um cinturão verde para a área urbana!

– Reforçar a APEDEMA e sua luta: “(…) as entidades ecológicas gaúchas repudiam o processo de fragilização dos conselhos e colegiados de políticas públicas ambientais. A falta de paridade, transparência nos processos e supremacia de interesses que não levam em conta a sustentabilidade ambiental e conservação da biodiversidade. Reafirmam o compromisso de politizar a ecologia e ecologizar a política”. (Manifesto do 28º Encontro Estadual de Entidades Ecológicas (EEEE) – Viamão, 28 de agosto de 2010) Assembleia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS).

– Incentivar e dar visibilidade a ações como a do Movimento “O morro é nosso”, que se tratava da venda inescrupulosa do morro Santa Teresa, impedida pela parceria séria e militante da sociedade organizada.

– Nossa sugestão vai na linha de: Energia, Mobilidade e Saneamento.

– A sustentabilidade urbana também passa pela fiscalização / apreensão de produtos (clorofinas, detergentes, desinfetantes) que estão sendo vendidos de dentro de carros/ônibus/kombi sem licenciamento ambiental.

– Investir em Inovações Tecnológicas que possam mitigar a degradação ambiental. Exemplo: invenção japonesa onde o plástico regressa ao petróleo.
– Fazer com que a ética não seja a principal diferença entre os cidadãos e os políticos. Pensar…e mudar!

– Desvelar os “novos’ e “velhos” sentidos agitados pela sustentabilidade, os quais repõem a continuidade da exploração do capital sobre os países e povos pobres.

– Refletir sobre a diferença entre um desenvolvimento que não agrida o meio ambiente e um que não comprometa o meio ambiente.

– É preciso discutir a apropriação do termo SUSTENTABILIDADE pelo Capital.

– É preciso que a Reforma Urbana não marche sobre a Vida Rural! É preciso que haja uma Reforma Urbana de fora para dentro do Centro, fazendo uma melhor distribuição dos imóveis inabitados.

Essas idéias — que resumi grosso modo — me foram enviadas como contribuição para minha fala, que levará consigo muitas vozes, pelos seguintes cidadãos do mundo, em ordem alfabética: Adriano de Oliveira (Secretario de Formação Política do PT), Aída Mayumi Menezes (Acadêmica de Administração: Sistemas e Serviços da Saúde – UERGS), Antônio Soler (CEA – Via APEDEMA/RS), Darci Zanini (SEMMAM-SL / ANNAMA-RS), Eliane Castro (SEMAPI/POA), Felipe Viana (Instituto Econsciência – Via APEDEMA/RS), Lisiane Becker (Mira Serra – Via APEDEMA/RS), Luciano Accioly Lemos Moreira (Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Faculdade de Letras (FALE), Maceió/Alagoas), Felipe Amaral (BIOFILIA – Instinto de Conservação – Via APEDEMA/RS), Marcelo N.M (COLETIVO UTOPIA E LUTA), Marcos Jakoby (Coletivo Estadual de Formação do PT), Paulo Brack (INGÁ – Via APEDEMA/RS), Paulo Robinson Samuel (Eng. Civil – Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFRGS) e a Thaís Wencze (Profa. Da UERGS – Coordenadora da Unidade de Erechim).

*Profa. da UERGS e ambientalista, Mestre em Comunicação Social

Fonte: http://www.sul21.com.br – artigo na íntegra AQUI.

Segue o flyer para divulgação:


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Voando pelo planeta Terra

No vídeo, um incrível time lapse feito pela International Space Station, passeamos por Vancouver, Seattle, Portland, San Francisco, Los Angeles, Phoenix, Texas, Novo México, Cidade do México, Península de Yucatán, Guatemala, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Chile e Amazônia. Prestem atenção nos raios e relâmpagos em cima do Oceano e o nascer do Sol. Podemos reconhecer várias constelações da nossa galáxia e a Ionosfera (aquela linha amarela fininha no horizonte…).

Abraços

Dakir Larara


2 Comentários

Al Gore e sua “cruzada” contra os céticos!!

O homem não pára!! Parece que ele está incomodado com alguma coisa… Ahh, já sei!!! A falta de argumentos científicos que justifiquem o aquecimento global única e exclusivamete por causas antropogênicas. Mas isso não é assunto pra agora!! Deixemos o Mister Al Gore falar.

Abraços

Dakir Larara

 


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Descobertas dezesseis super-Terras, uma em zona habitável

Visão artística da super-Terra dentro da zona habitável da estrela HD 85512, na Constelação da Vela. [Imagem: ESO/M. Kornmesser]

Super-Terra habitável

Uma equipe de astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) anunciou a descoberta de mais de 50 novos exoplanetas, incluindo 16 super-Terras, uma das quais orbita no limite da zona de habitabilidade da sua estrela. Estudando as propriedades de todos os planetas descobertos até agora pelo instrumento HARPS, usado pela equipe, a equipe descobriu que cerca de 40% das estrelas semelhantes ao Sol possuem pelo menos um planeta mais leve que Saturno.

“A colheita de descobertas obtida pelo HARPS excedeu todas as expectativas e inclui uma população excepcionalmente rica em planetas do tipo super-Terra e do tipo de Netuno [Netuno tem cerca de dezessete vezes mais massa que a Terra], que orbitam estrelas muito semelhantes ao nosso Sol. Mais ainda – os novos resultados mostram que a taxa de descobertas está aumentando,” disse Michel Mayor, da Universidade de Genebra, na Suíça.

Nos últimos oito anos, desde que começou a observar estrelas do tipo do Sol utilizando o método das velocidades radiais, o HARPS foi usado para descobrir mais de 150 novos planetas. Cerca de dois terços de todos os exoplanetas conhecidos com massas menores que Netuno foram descobertos pelo HARPS.

Estrelas parecidas com o Sol

Trabalhando com observações de 376 estrelas do tipo solar, os astrônomos conseguiram estimar muito melhor qual a probabilidade de uma estrela como o Sol abrigar planetas de pequena massa (em oposição a planetas gigantes gasosos). Descobriu-se que cerca de 40% destas estrelas possuem em órbita pelo menos um planeta de massa menor que Saturno. A maioria dos exoplanetas com massas da ordem de Netuno ou menores parecem encontrar-se em sistemas que apresentam planetas múltiplos.

Com sistemas de hardware e de software em processo de atualização, o HARPS está sendo preparado para o próximo nível de estabilidade e sensibilidade no intuito de procurar planetas rochosos que possam suportar vida. Dez estrelas próximas, semelhantes ao Sol, foram selecionadas para um novo rastreio. Estas estrelas já tinham sido observadas pelo HARPS e sabia-se serem adequadas para medições de velocidades radiais extremamente precisas. Após dois anos de trabalho a equipe de astrônomos descobriu cinco novos planetas com massas cinco vezes menores que a massa da Terra.

“Estes planetas estarão entre os alvos principais dos futuros telescópios espaciais, que procurarão sinais de vida nas atmosferas dos planetas procurando assinaturas químicas tais como evidência de oxigênio,” explica Francesco Pepe, do Observatório de Genebra, na Suíça.

Zona habitável

Para um destes novos planetas recentemente anunciados, o HD 85512 b, estima-se uma massa de apenas 3,6 vezes a massa da Terra. O planeta situa-se no limite da zona de habitabilidade – uma zona estreita em torno de uma estrela na qual, se as condições forem as corretas, a água pode estar presente sob a forma líquida.

“Este é o planeta de menor massa descoberto pelo método das velocidades radiais que se encontra potencialmente na zona de habitabilidade da sua estrela, e o segundo planeta de menor massa descoberto pelo HARPS dentro da zona de habitabilidade,” acrescenta Lisa Kaltenegger, do Instituto Max Planck para a Astronomia, na Alemanha.

O exoplaneta HD 85512 b está na borda da zona habitável de sua estrela. [Imagem: ESO]

A precisão cada vez maior do novo rastreio do HARPS permite agora detectar planetas abaixo de duas massas terrestres. O HARPS tem atualmente uma sensibilidade que torna possível detectar amplitudes de velocidade radial significativamente menores que 4 km/hora – menores que a velocidade do caminhar humano.

“A detecção do exoplaneta HD 85512 b está longe do limite observacional do HARPS, o que demonstra bem a possibilidade de descobrir outras super-Terras em zonas de habitabilidade situadas em torno de estrelas semelhantes ao Sol,” acrescenta Mayor.

Super-Terras

Planetas com massas entre uma e dez vezes a da Terra são chamados super-Terras. Não existem planetas deste tipo no nosso Sistema Solar, mas parecem ser muito comuns em torno de outras estrelas. Descobertas de tais planetas na zona habitável em torno das suas estrelas são muito interessantes porque – se os planetas forem rochosos e tiverem água, como a Terra – podem ser potenciais locais de vida. Até agora, o HARPS encontrou duas super-Terras que podem estar na zona habitável.

A primeira super-Terra descoberta, Gliese 581 d, foi descoberta em 2007. Recentemente, o HARPS foi também utilizado para demonstrar que o outro candidato a super-Terra na zona habitável da estrela Gliese 581 (Gliese 581 g) não existe.

Exoplanetas habitáveis

Os novos resultados deixam os astrônomos confiantes de que estão próximo de descobrir outros pequenos planetas rochosos habitáveis em torno de estrelas semelhantes ao nosso Sol. Para isto, estão sendo planejados novos instrumentos, entre os quais uma cópia do HARPS, a ser instalada no Telescópio Nacional Galileu, nas ilhas Canárias, que fará um rastreio das estrelas no céu setentrional, e um descobridor de planetas novo e mais poderoso, chamado ESPRESSO, a ser instalado no Very Large Telescope do ESO, em 2016.

Olhando ainda para mais longe no futuro, também o instrumento CODEX, previsto para o European Extremely Large Telescope(E-ELT), levará esta técnica muito mais além.

“Nos próximos dez a vinte anos deveremos ter uma primeira lista de planetas potencialmente habitáveis na vizinhança do Sol. Tal lista torna-se essencial antes que experiências futuras possam procurar possíveis assinaturas de vida nas atmosferas dos exoplanetas, através de espectroscopia,” conclui Michel Mayor, que descobriu em 1995 o primeiro exoplaneta em torno de uma estrela.

Técnica da velocidade radial

O instrumento HARPS mede a velocidade radial de uma estrela com extraordinária precisão. Um planeta em órbita de uma estrela gera um movimento regular da estrela para a frente e para trás relativamente a um observador distante na Terra.

Devido ao efeito Doppler, esta variação de velocidade radial induz um desvio no espectro da estrela na direção dos maiores comprimentos de onda à medida que se afasta (chamado desvio para o vermelho) e um desvio para o azul (na direção dos comprimentos de onda menores) à medida que se aproxima. Este pequeno desvio no espectro da estrela pode ser medido por um espectrógrafo de alta precisão, tal como o HARPS, e usado para inferir a presença de um planeta.

Utilizando o método das velocidades radiais, os astrônomos podem apenas estimar a massa mínima de um planeta, uma vez que a massa estimada depende também da inclinação do plano orbital relativamente à linha de visão, o qual é desconhecido. No entanto, do ponto de vista estatístico, esta massa mínima encontra-se próxima da massa real do planeta.

Método do trânsito

Atualmente o número de exoplanetas conhecidos encontra-se próximo de 600. Além dos exoplanetas descobertos através do método das velocidades radiais, mais de 1.200 candidatos a exoplanetas foram encontrados pela missão Kepler da NASA, utilizando um método alternativo, chamado trânsito – procura-se a pequena diminuição de brilho de uma estrela quando um planeta passa em frente desta e bloqueia parte da radiação. A maioria dos planetas descobertos pelo método de trânsito encontra-se muito distantes de nós. Em contrapartida, os planetas descobertos pelo HARPS situam-se em torno de estrelas próximas do Sol. Este fato torna-os melhores alvos para observações posteriores, feitas para muitos tipos de estudos adicionais.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Abraços

Dakir Larara


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Última aula de Geografia e Sistemas Hídricos disponível!!!

Está disponível os conteúdos trabalhados na última aula da nossa disciplina. É só clicar sobre as aulas para baixá-las.

Fluviometria

Bacias Hidrográficas, Padrões de Drenagem, Vazão e Hierarquia Fluvial

Abraços e beijos!!

Dakir Larara