Blog do Daka

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Ventusky – A Previsão do Tempo Interativa do Mundo Inteiro

Por Leonardo Amaral (www.updateordie.com)

Esqueça a previsão do tempo do jornal na tv!

O VentuSky é resultado do monitoramento da empresa de meteorologia tcheca InMeteo, que analisa em intervalos bem curtos de tempo algumas variáveis ao redor do mundo.

O mais legal: o mapa apresenta movimentações de ar animadas, como uma pintura de Van Gogh em movimento. Parece menos a previsão do tempo e mais alguma experiência de imersão na obra do artista.

Além da temperatura, há a precipitação, velocidade dos ventos, pressão do ar, velocidade dos ventos, presença de nuvens e até mesmo a altitude em que a temperatura atinge 0˚C.

O Brasil como está? Com mais ou menos 15˚C no Sul e 30˚C no Norte.

ventusky_brasil

Para, comparar, nesse mapa de temperaturas, esse é o deserto do Sahara (a escala não está aparecendo nessa imagem, mas essa cor predominante é em torno de 40˚C a 50˚C).

ventusky_africa

Mas e a incidência de neve na América do Sul? Bem… em volume expressivo que possa ser captado, só no sul dos Andes.

ventusky_americadosul

É um mapa interativo bem interessante de ser percorrido e, de vez em quando, até serve para saber como anda a situação em algum lugar específico.

Abraços

Dakir Larara

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Projeto Earth – Condições climáticas em tempo real

Por Denis de Oliveira Rodrigues

O projeto “Earth” é um projeto em scripts que permite visualizar as condições climáticas globais baseadas em dados de meteorologia e que utiliza a linguagem javascript. O projeto é de autoria do engenheiro estadunidense Cameron Beccario.
Para a estatística os dados estão sendo coletados do National Centers for Environmental Prediction, NOAA e National Weather Service. A visualização das condições climáticas globais é uma previsão de supercomputadores e é atualizada a cada três horas.
O projeto “Earth” permite uma visualização fantástica do movimento global das massas de ar, ondas e correntes oceânicas, bem como dos principais eventos que influenciam todo o contexto climático. Além disso, tem uma ótima aplicação para o ensino nos seus mais diferentes níveis, podendo ser visualizado por computadores sem muitos recursos de hardware.
Páginas do Projeto Earth:
Abraços

Dakir Larara


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Metsul faz advertência por chuva extrema e tempo severo no Sul do Brasil

Por Professor Eugênio Hackbart, METSUL – http://www.metsul.com

A MetSul Meteorologia adverte sobre um cenário de alto risco aqui no Sul do Brasil nos próximos dias com temporais e chuva extrema em algumas regiões. A instabilidade voltou a ser intensa nas últimas horas sobre pontos dos estados de Santa Catarina e do Paraná com a formação rápida de um CCM (Complexo Convectivo de Mesoescala) e se manterá na parte meridional do Brasil, pelo menos, até a metade da semana que vem com alguns intervalos de melhoria. Há modelos numéricos globais indicando que o tempo poderia firmar no decorrer da terça-feira no Rio Grande do Sul, mas outros projetam chuva até a próxima quinta-feira na Metade Norte gaúcha por conta de frente semi-estacionária entre o Norte/Nordeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Oeste do Paraná. Volumes extremos a extraordinários de chuva são esperados no períodos dos próximos cinco a sete dias em parte do Sul do Brasil. Os mapas abaixo trazem a projeção de chuva para uma semana do modelo Brasileiro Cosmos/Inmet que está em pleno acordo com as projeções de outros modelos internacionais, exceto o do norte-americano GFS que concentra a chuva mais extrema quase totalmente no Paraná.

No caso aqui do Rio Grande do Sul, preocupa muito o cenário indicados pelos modelos de chuva excessiva na divisa com Santa Catarina, exatamente na bacia do Rio Uruguai. Modelo europeu projeta 200 mm a 300 mm em 7 dias no Médio e Alto Uruguai. Outros modelos prevêem 100 a 200 mm. Alguns dos modelos consultados não limitam a chuva excessiva à divisa com Santa Catarina, mas projetam também a possibilidade de áreas mais ao Sul da Metade Norte como a Serra, os vales e a Grande Porto Alegre, também terem muita chuva. Por isso, outros rios que cortam a Metade Norte, além do Rio Uruguai, igualmente exigirão atenção ante a possibilidade de cheias. No caso do Uruguai, o quadro é de muito alto risco e mesmo uma cheia de maiores proporções não pode ser afastada. A situação exige muita atenção ainda em Santa Catarina, especialmente no Meio-Oeste e o Oeste, e no Paraná. Estas regiões igualmente devem ter chuva extrema. Modelo europeu chega a projetar 300 mm a 400 mm para o Sudoeste do Paraná, nas áreas de Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Medianeira e outras cidades). Crucial, entretanto, não se fixar em projeções nominais de volumes ante a grande variabilidade natural da chuva, mas na perspectiva de precipitações excessivas e muito acima da média. Atente abaixo no mapa para as impressionantes anomalias de chuva nos próximos dias no Sul do Brasil, com base na projeção do modelo GFS. Além de cheias de rios, podem ser esperados problemas como alagamentos, inundações, queda de barreiras e possivelmente bloqueios de algumas rodovias. Áreas de encostas exigirão monitoramento ante a ameaça elevada de deslizamentos de terra.

Corrente de jato (vento) em baixos níveis trará ar quente e vai gerar risco de temporais de vento forte e granizo no Sul do Brasil. O “jato” atua mais sobre os territórios paranaense e catarinense no fim de semana e na segunda se reforça muito sobre o Sul do Brasil, e vai atingir o Rio Grande do Sul. Advertimos que alguns temporais no período podem ser até localmente intensos a severos com estragos. Esse é desenho atmosférico comum em eventos tornádicos de inverno. O risco é maior de tempo severo amanhã e domingo em Santa Catarina e no Paraná, mas não são afastados temporais isolados na Metade Norte gaúcha. Em geral, aqui no Rio Grande do Sul o dia de maior risco de tempestades é na segunda-feira, especialmente concentrado sobre a Metade Norte.

Fonte: http://www.metsul.com


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IMERG: mapa da NASA mostra caminho da chuva pelo mundo

A NASA divulgou, no mês de março de 2015, um mapa (o IMERG: Integrated Multi-satellitE Retrievals GPM) que mostra como as tempestades se movem por todo o mundo. O projeto, do Observatório GPM (Global Precipitation Measurement), coordena 12 satélites em um único plano, importante para que cientistas analisem as precipitações e como elas podem mudar no futuro. Este primeiro conjunto de dados abrange os meses iniciais de coleta, de abril a setembro de 2014.

Vale o play.

Abraços

Dakir Larara


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Como e por que foi feito o primeiro recenseamento de nuvens do Brasil?

Censo de nuvens

Para conseguir prever com precisão eventos extremos, como tempestades, ou simular cenários de impactos das mudanças climáticas, é preciso avançar no conhecimento dos processos físicos que ocorrem no interior das nuvens e descobrir a variação de fatores como o tamanho das gotas de chuva, a proporção das camadas de água e de gelo e o funcionamento das descargas elétricas.

As regiões escolhidas para a pesquisa de campo representam os diferentes regimes de precipitação existentes no Brasil. [Imagem: Luiz A. T. Machado et al. – 10.1175/BAMS-D-13-00084.1]

Este é um dos objetivos de uma equipe de pesquisadores de várias universidades brasileiras e estrangeiras reunidos no “Projeto Chuva”, que realizaram uma série de campanhas para coleta de dados em seis cidades brasileiras – Alcântara (MA), Fortaleza (CE), Belém (PA), São José dos Campos (SP), Santa Maria (RS) e Manaus (AM).

As regiões escolhidas para a pesquisa de campo representam os diferentes regimes de precipitação existentes no Brasil. “É importante fazer essa caracterização regional para que os modelos matemáticos possam fazer previsões em alta resolução, ou seja, em escala de poucos quilômetros,” disse Luiz Augusto Toledo Machado, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Nuvens sem gelo

Para que as medições pudessem ser comparadas usadas como parâmetros nos modelos computacionais, foi utilizado um conjunto comum de instrumentos, incluindo radares de nuvens de dupla polarização.

O radar de dupla polarização, em conjunto com outros instrumentos, envia ondas horizontais e verticais que, por reflexão, indicam o formato dos cristais de gelo e das gotas de chuva, ajudando a elucidar a composição das nuvens e os mecanismos de formação e intensificação das descargas elétricas durante as tempestades. Também foram coletados dados como temperatura, umidade e composição de aerossóis.

Experimentos adicionais específicos foram realizados em cada uma das seis cidades. No caso de Alcântara, o experimento teve como foco o desenvolvimento de algoritmos de estimativa de precipitação para o satélite internacional GPM (Global Precipitation Measurement), lançado em fevereiro de 2014 pela NASA e pela JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial).

“Naquela região, o grande desafio é conseguir estimar a precipitação das chamadas nuvens quentes, que não têm cristais de gelo em seu interior. Elas são comuns na região do semiárido nordestino,” explicou Machado.

Por não abrigarem gelo, a chuva dessas nuvens passa despercebida pelos sensores de micro-ondas que equipam os satélites usados normalmente para medir a precipitação, resultando em dados imprecisos. As medições de nuvens quentes feitas por radar em Alcântara, comparadas com as medições feitas por satélite, indicaram que os valores de volume de água estavam subestimados em mais de 50%.

Instrumentos utilizados no censo das nuvens. Em cima: radar, radiômetro de micro-ondas e LIDAR (“radar de laser”). Embaixo: dois pares de disdrômetros e radar de chuva. [Imagem: Projeto Chuva]

SOS Chuva

Em Fortaleza foi testado um sistema de previsão de tempestades em tempo real e de acesso aberto chamado Sistema de Observação de Tempo Severo (SOS Chuva).

“Usamos os dados que estavam sendo coletados pelos radares e os colocamos em tempo real dentro de um sistema de informações geográficas. Dessa forma, é possível fazer previsões para as próximas duas horas. E saber onde chove forte no momento, onde tem relâmpago e como a situação vai se modificar em 20 ou 30 minutos. Também acrescentamos um mapa de alagamento, que permite prever as regiões que podem ficar alagadas caso a água suba um metro, por exemplo,” contou Machado.

Em Belém os pesquisadores usaram uma rede de instrumentos de GPS para estimar a quantidade de água na atmosfera. Também foram lançados balões meteorológicos capazes de voar durante 10 horas e coletar dados da atmosfera. “O objetivo era entender o fluxo de vapor d’água que vem do Oceano Atlântico que forma a chuva na Amazônia,” contou Machado.

Relâmpagos

Na campanha de São José dos Campos, o foco era estudar os relâmpagos e a eletricidade atmosférica. Para isso, foi utilizado um conjunto de redes de detecção de descargas elétricas em parceria com a Agência de Pesquisas Oceânicas e Atmosféricas (NOAA), dos Estados Unidos, e a Agência Européia de Satélites Meteorológicos (Eumetsat).

“Foram coletados dados para desenvolver os algoritmos dos sensores de descarga elétrica dos satélites geoestacionários de terceira geração, que ainda serão lançados pela NOAA e pela Eumetsat nesta década. Outro objetivo era entender como a nuvem vai se modificando antes que ocorra a primeira descarga elétrica, de forma a prever a ocorrência de raios,” contou Machado.

Tempestades mais severas do mundo

Em Santa Maria, em parceria com pesquisadores argentinos, foram testados modelos matemáticos de previsão de eventos extremos. Segundo Machado, a região que abrange o sul do Brasil e o norte da Argentina que ocorrem as tempestades mais severas do mundo.

“Os resultados mostraram que os modelos ainda não são precisos o suficiente para prever com eficácia a ocorrência desses eventos extremos. Em 2017, faremos um novo experimento semelhante, chamado Relâmpago, no norte da Argentina”, contou Machado.

“Foi o primeiro recenseamento de nuvens feito no Brasil. Essas informações servirão de base para testar e desenvolver modelos capazes de descrever em detalhes a formação de nuvens, com alta resolução espacial e temporal”, concluiu o pesquisador.

Bibliografia:
The Chuva Project: How Does Convection Vary across Brazil?
Luiz A. T. Machado, Maria A. F. Silva Dias, Carlos Morales, Gilberto Fisch, Daniel Vila, Rachel Albrecht, Steven J. Goodman, Alan J. P. Calheiros, Thiago Biscaro, Christian Kummerow, Julia Cohen, David Fitzjarrald, Ernani L. Nascimento, Meiry S. Sakamoto, Christopher Cunningham, Jean-Pierre Chaboureau, Walter A. Petersen, David K. Adams, Luca Baldini, Carlos F. Angelis, Luiz F. Sapucci, Paola Salio, Henrique M. J. Barbosa, Eduardo Landulfo, Rodrigo A. F. Souza, Richard J. Blakeslee, Jeffrey Bailey, Saulo Freitas, Wagner F. A. Lima, Ali Tokay
Bulletin of the American Meteorological Society
Vol.: 95, Issue 9
DOI: 10.1175/BAMS-D-13-00084.1

Abraços e beijos!

Dakir Larara


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Granizo transforma praia da Sibéria em cena de filme de guerra

O video começa em uma ensolarada praia na cidade de Novosibirsk, na Sibéria. Temperatura: 41ºC. Depois de 5 segundos,PLANC! um barulho em uma das coberturas que protegem do sol. Era um granizo do tamanho de uma ervilha.

Alguns poucos segundos depois, as risadas iniciais vão diminuindo e a temperatura cai para 21ºC enquanto o tamanho do granizo vai aumentando. Uma amplitude térmica descomunal e absurda, sobretudo em um intervalo de tempo muito pequeno!

De uma hora para a outra o video passa de uma tarde na praia para um filme de terror com pedras de gelo do tamanho de bolas de golf caindo do céu. Duas crianças morreram em consequência desta tempestade (não aparecem no video) e as pessoas que não conseguiram se abrigar contaram que a sensação era de estar sendo metralhado por balas de gelo.

Impressionante….

Fonte: updateordie.com

Abraços

Dakir Larara


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Semana marca transição para inverno climático com mais chuva e frio – Via Metsul

Via Metsul

Por Luis Fernando Nacthigall

Várias cidades do Sul e do Leste do Rio Grande do Sul tiveram nesta segunda-feira (19) a madrugada mais fria do ano até agora. Caso de Porto Alegre que amanheceu com 8,9ºC na estação do Sistema Metroclima do Lami (zona Sul) e 9,2ºC na Lomba do Pinheiro (zona Leste). Menor marca do ano também em Pelotas que teve 5,5ºC na madrugada no Cpmet/Ufpel. As menores marcas nesta segunda, como esperado, se deram no Sul, já que o ar frio tem limitada atuação na Metade Norte do Estado, onde se encontram as áreas de maior altitude e, logo, mais propícias às menores mínimas do território gaúcho.

Mais chuva. Mais frio. Esta é a síntese do padrão que gradualmente começa a se instalar no Estado a partir desta semana, marcando a transição para o inverno climático. Apenas em 21 de junho tem início oficialmente o inverno, mas, na prática, ele começa todos os anos antes. Tanto que junho, que tem 20 dias seus astronomicamente no outono, possui as menores médias históricas de temperatura na climatologia anual de Porto Alegre. Dentro deste novo padrão atmosférico, o Rio Grande do Sul começa a semana sob influência de uma massa de ar frio e terminará a semana sob impacto de outra e que se desenha mais forte que a atual. No final do mês há a possibilidade de outra incursão de ar polar. O que chama atenção são os indicativos de alguns modelos climáticos que têm tendências de mais longo prazo, apontando uma primeira metade junho com fortes incursões de ar polar. E vem também água. Os episódios de chuva no Estado (alguns significativos) tendem a aumentar a partir de agora e já nesta semana se poderá constatar com um evento de instabilidade de quarta ao começo da sexta-feira e mais intenso na quinta que pode trazer volumes altos de chuva para parte do Rio Grande do Sul e risco de granizo localizado.

Abraços

Dakir Larara