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A marcha da insensatez de Bolsonaro

2 Comentários

Do Terra Magazine

Bolsonaro: Meu filho não namoraria Preta Gil por causa do comportamento dela

Marcela Rocha

Após polêmica entrevista ao programa CQC, da Band, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), não recua em seus ataques ao homossexualismo, à presidente Dilma Rousseff e sustenta sua defesa da Ditadura Militar brasileira, a dois dias do aniversário do Golpe que derrubou o ex-presidente João Goulart. Em entrevista a Terra Magazine, o parlamentar reitera as críticas que fez ao comportamento da cantora Preta Gil, mas retifica às que foram consideradas racistas:

– Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay (…) Se eu tivesse entendido assim (da forma como a pergunta foi feita), eu diria: ‘meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento’. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão – afirma.

Contrário à defesa dos diretos dos homossexuais, o deputado pepista acredita que a adoção por casais homoafetivos é “reserva de mercado”. Bolsonaro se vale da máxima determinista, para justificar sua posição:

– O homem é produto do meio, imagina se pega essa lei, permitindo que casais homossexuais adotem crianças? Vão fazer reserva de mercado para jovens garotos homossexuais. O filho vai crescer vendo a mãe bigoduda ou careca, o pai andando de calcinha ou a mãe de cueca.

E prossegue:

– Você já viu o novo Programa Nacional de Direitos Humanos da Maria do Rosário voltado à população LGBT? Viu lá professor gay em escola de primeiro grau, livro didático com gravuras homossexuais, bolsa gay pró-jovem homossexual… É legal isso? Meu filho vai ter que dizer que é gay pra ter uma bolsa de estudo? Ou vai ter que queimar a rosquinha pra ter direito a bolsa de estudo para entrar na cota de homossexual, é isso? – questiona.

Confira:

Terra Magazine – O senhor foi questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria caso um filho seu se apaixonasse por uma mulher negra. O senhor respondeu que “não corre o risco” de um filho seu se apaixonar por uma negra por que eles foram “muito bem educados” e não viveram num ambiente “como lamentavelmente” era o dela.
Jair Bolsonaro – A última resposta está causando problemas, eu sei disso. Mas você pode ver que a minha resposta não se encaixa na pergunta, quando falo em promiscuidade no final. Foi como o próprio Marcelo Tas disse, eu não devo ter entendido, ou a pergunta foi outra. Mas não vou acusar a televisão. Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay.

Não. A pergunta foi se o filho do senhor se apaixonasse por uma negra.
Se eu tivesse entendido assim, eu diria: ‘meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento’. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão. Como é feito o programa do CQC? É humorístico, certo? Foi colocado um computador na minha frente e eu não tinha ninguém do programa do Marcelo Tas por perto. Havia apenas um rapaz na câmera e outro no computador. As perguntas passavam na tela e eu respondia. Eu entendi que a pergunta foi sobre o que eu faria se meu filho namorasse um gay.

Como ela perguntou sobre a paixão entre seu filho e uma mulher negra, eu refaço a pergunta: o que o senhor faria?
Sem problema nenhum, desde que não seja alguém com o comportamento da Preta Gil.

Além disso, a defesa do senhor ao (Emílio Garrastazu) Médici, (Ernesto) Geisel e (João Batista) Figueiredo também é polêmica.
Eu tenho orgulho de ter pertencido a esse governo onde generais desse porte eram presidentes da República.

Dia 31, o Golpe Militar faz “aniversário”.
Golpe? Golpe?

Sim.
Bom, eu vou discursar na Câmara. Se você quiser te mando todos os jornais da época. A imprensa pedia de joelhos que os militares assumissem. Bem como a Igreja, as mulheres, empresários, ruralistas. Não tem esse “golpe” que você fala. Golpe foi quando Fidel Castro assumiu o poder, colocou 10 mil no paredão e começou a governar.

Como o senhor deve acompanhar, anos depois, fala-se em direitos humanos, retratação histórica às vítimas da Ditadura Militar…
O presidiário não sofre hoje, não? Naquela época, os perigosos que faziam curso de guerrilha em Cuba é que, uma vez detidos, metiam bomba, torturavam tenentes… Você queria que dessem tratamento VIP a esse pessoal quando fossem presos?

A agressão vinha do Estado.
Não vem com essa conversa de Estado. Antes de Estado, são seres humanos embaixo de uma farda, de um uniforme… Hoje, é praxe, linha de defesa, dizer que foi torturado. Quem sofre torturas tem sequelas. Pode ver. Agora, a Dilma (Rousseff, presidente da República) falou que tinha vivido 23 dias sob tortura e não falou nada. Eu não tenho o curso que eles tiveram em Cuba, na China e na Coreia do Norte sobre guerrilha tortura e terrorismo, mas se eu tivesse disposição para isso, em dez minutos a Dilma contaria até como ela nasceu.

Voltando ao assunto inicial, o senhor falou bastante na educação que deu para seus filhos ao CQC. O que eles acharam da entrevista?
Um está na minha frente, se quiser falar com ele… Eu tenho cinco filhos, o mais velho está aqui.

O senhor elogiou muito a ditadura, deseja o retorno dela? O senhor ajudaria um golpe militar hoje no Brasil?
Eu sou a favor de um regime de autoridade, não de corrupção como vemos hoje em dia. Por que o PT, que fala tanto em Comissão da Verdade e Tortura, não quer apurar o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, do PT.

O senhor colaboraria para o retorno de um regime ditatorial no Brasil?
Com o regime de autoridade, seja quem for a pessoa na Presidência. Eu, até hoje, não consegui ser governo. Quero ser governo de um presidente com autoridade, com moral e princípios éticos. Você já viu o novo Programa Nacional de Direitos Humanos da Maria do Rosário voltado à população LGBT? Viu lá professor gay em escola de primeiro grau, livro didático com gravuras homossexuais, bolsa gay pró-jovem homossexual… É legal isso? Meu filho vai ter que dizer que é gay pra ter uma bolsa de estudo? Ou vai ter que queimar a rosquinha pra ter direito a bolsa de estudo para entrar na cota de homossexual, é isso? O meu filho ou o teu.

Suponho, então, que o senhor seja contrário ao kit que pretendem distribuir nas escolas.
Eu que detonei o kit-gay, subi na Tribuna, fui na Luciana Gimenez, no Ratinho… O homem é produto do meio, imagina se pega essa lei, permitindo que casais homossexuais adotem crianças? Vão fazer reserva de mercado para jovens garotos homossexuais. O filho vai crescer vendo a mãe bigoduda ou careca, o pai andando de calcinha ou a mãe de cueca.

Autor: Dakir Larara

Geógrafo, Professor universitário, pai das lindas Dandara e da recém chegada Anahí e, claro, marido da amada Maíra.

2 pensamentos sobre “A marcha da insensatez de Bolsonaro

  1. Esse sujeito já faz parte do anedotário da política brasileira. É o preço que pagamos pela democracia que ele tanto odeia: ter como representante legitimamente eleito por parcela da população, um ditadorzinho de república de bananas com este.

    • Olá Leandro!! Ótima reflexão, pois a democracia propricia esse tipo de representatividade. Fico triste que ainda existe uma parcela significativa da população brasileira que pensa como ele, legitimando esse maluco.

      Obrigado pela tua participação e, por favor, volte e opine sempre nesse espaço.

      Grande abraço.

      Dakir Larara

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