Blog do Daka

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40 possibilidades do que pode acontecer depois de você morrer

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David Eagleman.

Pra começar, o cara tem nome de super-herói. Eagleman.

Fato irrelevante, mas não resisti. Assim você não esquece o nome dele. Apesar de ser o homem-águia, David caiu do telhado de sua casa quando era criança e desde então desenvolveu uma obsessão pela percepção do tempo. Estudou tudo sobre o assunto e virou PHD em neurociência. Paralelamente, virou escritor, uma combinação matadora com seu background acadêmico.

Confrontado com a famosa pergunta feita a todo cientista sobre sua crença em Deus, resolveu responder mais como um escritor e se posicionou como um “possibilianista”, um praticante do possibilianismo (vídeo legendado em PT-BR no YouTube), uma filosofia que ele resolveu inventar. E que acabou adotando de verdade.

“Têm os que acreditam, os que não acreditam e os agnósticos, que nem acreditam nem desacreditam. Sou quase isso, mas com uma postura mais ativa, investigatória. Como bom cientista, experimento o maior número de possibilidades possíveis”.

Nesse espírito, escreveu “SUM“, uma coleção de 40 contos com 40 possibilidades do que pode acontecer na sua vida no além. O livro é uma delícia de ler, um conto melhor que o outro. Cheio de imaginação, humor e inteligência. Segundo lugar na Amazon UK, Best Seller na lista da Time, do The Guardian, do The Week, da Wired, entre outros.

Separei o conto que abre o livro, para você experimentar. Só achei em inglês (mesmo que você tenha pouco inglês, vale a pena tentar na língua original porque as traduções andam tristes).

Se preferir, o livro está disponível em português (“A Soma de Tudo“), mas você vai precisar fingir que não viu a capa pavorosa e a sinopse totalmente errada, que deixa o livro parecendo uma coisa “new age”, que definitivamente não é. Uma pena.

Então relaxe, finja que morreu e saboreie o primeiro conto “SUM”.

 

SUM (David Eagleman)

In the afterlife you relive all your experiences, but this time with the events reshuffled into a new order: all the moments that share a quality are grouped together.

You spend two months driving the street in front of your house, seven months having sex. You sleep for thirty years without opening your eyes. For five months straight you flip through magazines while sitting on a toilet.

You take all your pain at once, all twenty-seven intense hours of it. Bones break, cars crash, skin is cut, babies are born. Once you make it through, it’s agony-free for the rest of your afterlife.

But that doesn’t mean it’s always pleasant.

You spend six days clipping your nails.
Fifteen months looking for lost items.
Eighteen months waiting in line.
Two years of boredom: staring out a bus window, sitting in an airport terminal.
One year reading books. Your eyes hurt, and you itch, because you can’t take a shower until it’s your time to take your marathon two-hundred-day shower.
Two weeks wondering what happens when you die.
One minute realizing your body is falling.
Seventy-seven hours of confusion.
One hour realizing you’ve forgotten someone’s name.
Three weeks realizing you are wrong.
Two days lying.
Six weeks waiting for a green light.
Seven hours vomiting.
Fourteen minutes experiencing pure joy.
Three months doing laundry.
Fifteen hours writing your signature.
Two days tying shoelaces.
Sixty-seven days of heartbreak.
Five weeks driving lost.
Three days calculating restaurant tips.
Fifty-one days deciding what to wear.
Nine days pretending you know what is being talked about.
Two weeks counting money.
Eighteen days staring into the refrigerator.
Thirty-four days longing.
Six months watching commercials.
Four weeks sitting in thought, wondering if there is something better you could be doing with your time.
Three years swallowing food.
Five days working buttons and zippers.
Four minutes wondering what your life would be like if you reshuffled the order of events.

In this part of the afterlife, you imagine something analogous to your Earthly life, and the thought is blissful: a life where episodes are split into tiny swallowable pieces, where moments do not endure, where one experiences the joy of jumping from one event to the next like a child hopping from spot to spot on the burning sand.

Quem quiser ver o homem falando, além, é claro, de suas ideias, basta dar um play no vídeo abaixo.

Abraços Dakir Larara

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Autor: Dakir Larara

Geógrafo, Professor universitário, pai das lindas Dandara e da recém chegada Anahí e, claro, marido da amada Maíra.

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